sexta-feira, 29 de novembro de 2013

LAVA




A lava escorria pela encosta da montanha,
Quente, crepitante, de fogo e de lama,
Lânguida descia, queimando no caminho
-Tudo o que tocava: flores, relva, ninhos...

A lava sem perdão buscava redenção,
Nascida do vômito daquela montanha...
Que sem piedade, sem qualquer vergonha,
Eruptava enxofre, lama e peçonha!

Mas a mãe natureza aguardava tranquila
Pois tinha a ciência de quem jamais medra...
Sabia que a lava fogosa nas trilhas
Ao frio da manhã, transformava-se em pedra.

E as flores rebrotavam, a relva crescia,
Voltavam os pássaros, cantos, e ninhos...
A paz renascia, e por sobre a fria pedra
Abriam-se fortes e novos caminhos.


6 comentários:

  1. Amiga Ana, lindos versos, amo escrever sobre tudo, assim vamos indo lendo e aprendendo, amei ler aqui, tivestes uma linda inspiração, as lavas descem sem piedade, a natureza é sábia, tudo tem sua razão!
    A natureza jamais medra!
    Abraços amiga linda, tenhas um lindo fim de semana!

    ResponderExcluir
  2. A lava o que tem ser aterradora, com o dom de criar novos caminhos. O poema, é bonito porque deixou uma réstia de otimismo aflorar,
    Beijos

    ResponderExcluir
  3. A lava tem tanto de espectáculo como de devastação. O seu poema
    é muito bom.
    Desejo que esteja bem.
    Bom fim-de-semana.
    Bj.
    Irene Alves

    ResponderExcluir
  4. DE FACTO O TEU POEMA É UM HINO À ESPERANÇA !
    DESTACO OS DOIS VERSOS FINAIS :
    A paz renascia, e por sobre a fria pedra
    Abriam-se fortes e novos caminhos.


    Um beijo, querida amiga.

    ResponderExcluir
  5. Há beleza e possibilidade de renascimento em tudo que ela destrói em sua passagem. A paz volta. Bjs.

    ResponderExcluir

Obrigada pela sua presença! Por favor, gostaria de ver seu comentário.

Mandrágora

Teu Nome – raiz de mandrágora Perpassando o meu caminho, Me fazendo tropeçar... Um dragão adormecido Em isolada cave...