sábado, 16 de novembro de 2013

As Melhores Fotos que Jamais Tirei





Há uma casinha de madeira pendurada em minha varanda, e todo ano um casal de cambaxirras vem fazer seu ninho ali. Após algumas reformas, colocam seus ovinhos e dias depois ouço o chilrear baixinho dos filhotes. Os dois pais revezam-se o dia todo trazendo comida. Decidi que desta vez eu fotografaria o evento, já que não é possível fotografar os filhotes - os pais construíram uma barreira de galhos na entrada redonda da casinha. Sempre vou deixando para depois, ou então estou ocupada demais para ficar de plantão diante da casinha... Mas naquele dia, decido que este ano terei a tão planejada foto: Pego a câmera e fico parada ali perto durante algumas horas, até que finalmente a mamãe surge na portinhola da casinha, vinda de algum lugar do jardim, segurando uma pequena minhoca no bico. Prendo a respiração, e bato a fotografia, tentando controlar minha ansiedade, no momento exato em que ela pousa na entrada, posicionando-se para alimentar os filhotes. 

Mas a  bateria da câmera acabou, e agora, só no ano que vem, pois no dia seguinte, os pássaros-pais e seus bebês já crescidos foram embora...

Ontem; na estrada, vindo de Juiz de Fora para Petrópolis. Uma nuvem escura e bem redonda, esfiapada nas beiradinhas,  no meio de uma mancha azul de céu. Por trás, o sol, emitindo em volta da nuvem raios que parecem profetizar algum acontecimento bíblico. O tipo da foto que, se a gente não conseguir bater em alguns segundos, não conseguirá mais... e é claro, não consigo, pois estamos na autoestrada e não é possível parar ali. 

Na mesma estrada, ontem, um antigo Chevette amarelo bem na frente do nosso carro. De repente, ele chega a um trecho da estrada onde o asfalto, novinho em folha, está totalmente negro, as faixas amarelo-forte recém pintadas bem no meio. À direita, duas placas amarelas, no mesmo tom da faixa e do carro, e à esquerda, uma outra. O céu muito azul e uma montanha em vários tons de verde serviriam de fundo. Estamos logo antes de uma curva. Mas simplesmente fiquei com preguiça de abrir a bolsa e pegar o tablet.

Imagens maravilhosas. Todas elas.




6 comentários:

  1. Ahhh, que pena, mas sabe amiga Ana, também perco muitas oportunidades assim, tenho muitos filmes que filmei com minha filmadora, tantos que ao deixar de etiquetar deixo de vê-los por não ter tempo de ficar a procurar, iguais as inúmeras fotos, são tantas que somente em dias de arrumação as olho, daí fico ansiosa porque o que pretendia fazer que era a arrumação sai do meu controle, meu marido diz que sou pisciana sem muita organização, rs, pois é, ainda bem que ficam em nossas memórias né?
    Linda foto que postastes aqui, me vi andando pela linda estradinha arborizada pela natureza! Lindo o lugar em que você mora!
    Abraços!

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  2. A foto é muito interessante e do texto gostei também. A boa fotografia nasce da paciência da espera, para o hora dos disparos, que na maior parte das vezes precisam ser instantâneos ou espontâneos.
    Beijos

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  3. ah, nãoooooooooooooooooooooooooooooooo................. olguinha

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  4. Só te posso deixar um beijo, Ana...
    Desculpa, sim ?

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  5. Olá, querida Ana
    A foto fica ainda mais bonita porque deve estar tranquilamente fotografando curvas sinuosas...
    Com é tom para relaxar e distrair a mente!!!
    Bjm de paz e bem

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  6. Ana, e quanto lamentamos não ter registrado certas visões! Levo sempre a máquina no carro mas quando estou dirigindo não há como usá-la. Suas fotos são excelentes. Bjs.

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