IRIS




O sol cintila entre os meus cílios,
E eu vejo o mundo
No entreabrir dos olhos.

Mora uma menina
Nas minhas pupilas.
Seu nome, é Iris,
E ela às vezes
Afasta os cílios,
Sai pela fenda
E vem brincar no mundo.

Faz as montanhas
De tobogã,
Pousa nas árvores,
Deita-se nas nuvens,
Pula amarelinha
Nas entrelinhas
De algum poema.

Recolhe as cores
E o cheiro das flores,
Pega, nas mãos em concha,
A chuva que cai
E aspira fundo
A terra molhada.

Cata pedacinhos da vida
Guardando tudo
Nos bolsos do vestido.

E quando ela volta
Fechando os cílios,
Espalha no chão tudo aquilo
E faz para si
Um caleidoscópio.

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