quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Cliché





Clichè
*****


Talvez morrer seja a coroa da moeda,
A profecia que o religioso prega,
Fechar os olhos e abri-los n'outro mundo,
Talvez  morrer só seja um sono mais profundo...

Talvez morrer seja esquecer o que viveu,
E acordar em um geena pessoal,
Compreender que tanto faz o Bem ou o Mal,
Que é inútil repensar o que viveu.

Talvez morrer seja o clichè que Deus prepara
E que quem chega do outro lado, se depara
Com a mesma vida que viveu  nesta existência,
Talvez morrer nos traga um pouco de decência...

Talvez morrer não seja nada, e nada exista,
Um precipício todo branco, cuja vista
Nos deixe cegos, nos tragando totalmente
E ao cairmos, nada mais se sinta ou pense...

Talvez morrer seja a maior das recompensas,
Após a vida de tristeza e de carência
Que empurramos, todo dia, nesse mundo,
Talvez morrer seja o retorno ao  Oriundo...

Talvez morrer seja igualzinho à própria vida:
Uma piada que algum bebum contou,
Da qual ninguém jamais sorriu ou entendeu...
Talvez morrer seja o avesso do seu eu!

*

3 comentários:

  1. Dentre tantas poesias sobre a morte e outros...
    Conseguir se renovar é muito difícil...

    Parabéns Ana por se renovar a cada dia para nós leitores...

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  2. Ana, morrer sempre será algo indefinido aqui enquanto vivos. Mas creio ser bem legal lá do outro lado. Eu tb acho que deve ser igualzinho à própria vida - grande sacada tua, esta!

    bacios

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  3. Entre tantos "talvezes", o último foi o meu preferido...

    Muito interessantes e pertinentes esses questionamentos.

    bjos

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