quinta-feira, 20 de junho de 2013

Um Sabiá





Um Sabiá

Paradinho no chão,
No meio da grama,
Junto ao pé de laranja,
O sabiá sonha.
Seus olhinhos de alfinete
Estão ausentes,
O coração minúsculo
Protegido do frio
Entre penugens eriçadas.

A brisa ergue algumas penas
Junto às asas,
Mas ele não quer voar,
Ainda não...
O sabiá está parado,
Em contemplação,
A meditar.

Eu o olho, da janela,
Atrás do vidro,
Enquanto também medito,
Buscando sentidos
E esperando a brisa soprar
Sob as minhas asas paradas...

Temos muito em comum, sabiá,
Pois tu pensas que sabes,
Mas não sabes nada...

5 comentários:

  1. Que lindo Ana, hoje também postei um poema diferente, amo animais e acredito que o seu sabiá sabe sim, acho até que eles(os animais irracionais), sabem mais, muito mais que nós, os humanos!!!
    Abraços e tenhas um lindo dia!

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  2. Oi, Ana!

    É a primeira vez, que visito seu blog, que é tão harmonioso.

    Gostei muito de seu poema. Os animais têm muito mais sensibilidade e saber que alguns humanos.

    Beijos da Luz, com carinho.,

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  3. Lindo poema!
    Creio que o saber é muito grande naqueles que pensamos nada saber...
    Beijos,

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  4. Ana querida, em meio ao caos destes dias, vem você com tua sensibilidade poética espalhar perfumes, alegrias e um pouco de paz.

    Minha cabeça gira tanto com esta confusão nas ruas e o nojo que sinto desse vandalismo ignóbil... É muito revigorante ler Ana Bailune.

    Poema e imagem divinos - quase um hino à natureza acordando o ser humano.

    Obrigada por este momento

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  5. Ana

    Sabíá nada sabe da ignomínia deste mundo por isso só procura a harmonia, numa contemplação, para o que não precisa ser racional.
    Bjs

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