Tão Pouco...




Tão Pouco...

Tão pouco tinha a mostrar!
Uma lata polida de lixo,
Um braço poluído de mar,
Palavras em descapricho,
Enrodilhadas tal qual cobras,
Prontas a dar o bote
Sujando o pote de mel...

Fazia perfis de esculachos
Enquanto mexia o seu tacho
Misturando todo o fel
Em cada verso, em cada mote.

Ah, houve o derradeiro bote
Das palavras engolidas
Que com suas pernas elásticas
Convidavam as platéias
À falsa e desenxabida
Exibição carcomida!

Falava do que não via,
Afirmava, veemente,
Sobre o que ela nem sabia...
Triste, tão triste espetáculo
De vaidade e amargura
De quem diz que não tem tempo
E nem assim, se situa...

Comentários

  1. Tu sabes que me desdobro por dezenas de blogues...
    Tenho tempo !
    O tempo é que me foge...

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  2. Ola amiga vim agradecer o carinho de sua presença lá no meu cantinho muito obrigada. tenha uma linda semana. Abraço amigo.
    Alice

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  3. Olá Ana
    Adorei o ritmo do poema, a maldade preparada aos poucos.
    Bjux

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  4. UI! Esse poema é dos meus, adooooro! rs
    Construção perfeita e tudo na medida certa dentro do caldeirão.

    Show!
    Nas entrelinhas tem mais, é só re(ler)!
    Ana tu é muito boa com as palavras, elas parecem suas escravas... e acho que são mesmo. rsrs

    bacios

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  5. UAU!
    ARRASOU, AMIGA.
    Você é uma fonte inesgotável de inspiração e lida com as palavras com muita propriedade.

    Beijo.

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  6. Ana,poema forte,onde a maldade vai se fazendo aos poucos.Ficou delicioso de ler nesse ritmo!bjs,

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  7. Estou aplaudindo a sua inspiração, onde a facilidade de harmonizar as palavras impressiona. Parabéns!
    Beijos.

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  8. há pessoas assim, que nasceram só com maldade.

    boa semana

    obrigada pelas suas visitas

    Beijo :9

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