quinta-feira, 27 de junho de 2013

Calma X Alma





Às vezes me dizem para eu ficar em silêncio,
Fingir que não percebo esse lenço que se agita
Diante dos meus olhos, quando passo,
Tentando chamar minha atenção
Para o monstro que dorme no fundo do lago.
Às vezes,
Existe tanto veneno em uma simples palavra,
Em um contexto supostamente inocente, mas inadequado,
Que espalha cristais de sal e tramam um intricado enredo
Fechando caminhos por todos os lados,
Que o melhor é mesmo permanecer quieta, calada,
Fingindo que não houve nada.

Mas às vezes eu sinto nas costas
As pontas dos dedos apontados, 
Os sussurros açucarados e eivados de murros bem-intencionados,
O julgamento feroz daqueles que dizem-se pacatos
E espiritualizados.

Meus murros surgem dos meus pulsos,
E são sempre de frente, diretos, jamais disfarçados!
Mas só aparecem naqueles momentos em que meu sangue está sendo sugado,
Quando os vampiros atacam, 
Por isso, não me justifico, nem peço perdão
Pelo que devolvo, na contra-mão direta de quem me atropela,
Jamais deixarei o meu coração morrer em uma cela
De falsa abnegação e silêncio, feitos de clamor sufocado!

Vivemos num mundo, onde infelizmente,
Quem não fala por si, quem não se defende,
Em breve, não tem sequer um espaço
Dentro da própria casa, debaixo da asa,
E acaba morrendo de medo, sepultado, 
Bem antes do tempo determinado.

 Perco minha calma,
Mas salvo a minha alma;
Expulso do meu templo
Os vendilhões.





Um comentário:

  1. Oi Ana
    Gostei muito do seu blog, por isso já estou te seguindo.
    Seu poema é muito intenso, e concordo contigo, às vezes é melhor ignorar as pessoas ruins, e às vezes é melhor responder a altura, mas sem perder a compostura.
    Bjos.
    http://ashistoriasdeumabipolar.blogspot.com.br/

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