terça-feira, 18 de junho de 2013

Partidas Sem Chegadas









Partidas Sem Chegadas


Naquele braço de rio,
Um barco tão esperado
Que nunca, jamais chegou...
E o braço fica esticado,
Desenhando no horizonte
A esperança malograda.

Tarde esquecida, noite parda,
Sem luar e sem estrelas...
Nas águas do rio, mágoas,
Sono agitado na esteira.

Naquele braço de rio
Não houve barcos ou águas
Que trouxessem algum alento,
Que lavassem tantas mágoas!...

E a distância anunciada
Pelo silêncio total
Dos barcos que se perderam
Em mil portos diferentes
Que anunciam só partidas,
Mas partidas sem chegadas...

2 comentários:

  1. Lindo, profundo!ADOREI! Há tantos barcos que partem assim pela vida...beijos,chica

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  2. Seu lindo poema me leva a pensar em falta de esperança, proveniente do cansaço das esperas, pela vida. Bjs.

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