sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

DESÍGNIOS






Sobre cada portão, um signo,
A fatalidade é um desígnio,
Arranca sementes da flor, prematuras.

Às vezes, folhas verdes tombam,
Da árvore da vida, os escombros
Secam no chão que os acolhe.

Mas todas as flores e folhas
São feitas dos mesmos goles
Dos sumos das mesmas seivas.

E às vezes, a vida colhe
As flores que enfeitam seus vasos
Bem antes que elas desfolhem.





Um comentário:

  1. Ana, se a fatalidade é um desígnio, tudo temos de fazer, mentalmente, para torcer esse designo, como o faquir, consegue torcer o cabo da colher com a mente. Gostei muito do poema.
    Beijos

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