segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Quando





QUANDO

...E quando se cansa, 
Sonha com a noite,
Mergulha as cores em crepúsculos
Debruados de negro,
Dedilha as cordas das estrelas,
Toca uma sinfonia noturna 
De olhos fechados.

Quando tudo brilha muito,
Luz forte e cegante,
Sonha com lugares obscuros
Sombrios e silenciosos
Que só existem nos pesadelos.

Tateia no escuro
Pelas beiradas dos muros,
Sentindo nas palmas as asperezas
Do cimento dos rostos.

Quando tudo torna-se muito,
Demasiadamente soturno,
Só resta o velho mergulho
No escuro,
Lá, onde ninguém verá
Seus olhos inexpressivos
Vazios
De tanto e tanto chorar.

9 comentários:

  1. Ana Bailune, boa tarde, os sempre nos trazem uma imagem. Se sonhamos com a felicidade, imaginamos felicidade. Se temos pesadelos, acordaremos em sobressaltos.
    Beijos

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  2. Depois de uma longa(?) ausência, é meu prazer voltar a apreciar as suas excelentes postagens.

    Grande abraço.

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  3. Ana, lindo poema, todas as dores dobram de intensidade à noite, amei ver o novo visual do blog, lindo!
    Abraços amiga linda!

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  4. Essa tristeza não é compartilhada. Realmente, as lágrimas preferem isolamento. Muito belo. Bjs.

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  5. .

    Como dói a dor de amar.
    Como sofre quem gosta
    do jeito que você gosta
    e do jeito que eu aprendi
    gostar.
    Como quer e sonha quem,
    de uma forma ou de outra,
    se acha capaz de levar a
    diante esta cruz com Cris-
    to espichado na extensão da
    madeira?
    Como?, eu te pergunto, mas
    sei que, ou se gosta como
    quem enlouquece ou ainda,
    não se encontrou o amor.


    Beijos do Palhaço Poeta.





    .

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