segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Voil




A vida envolta em voil
Cortina
Que nada descortina
Embaçada,
Mar sem sal.

Nadamos 
Entre o bem e o mal,
Sufocando coisas
Sob o pano letal.

Sugamos o ar
Que nos mantém vivos
Mas que mata
Cada ideal.

A vida envolta em voil,
Cortinas que dançam
Balançam
Ao último aplauso
Final.

Para que tudo isso,
afinal?




5 comentários:

  1. A partir de seu poema que eu descobri a existência de algo chamado voil...

    Lindos versos...

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  2. Para que eu possa aplaudir a beleza da criação.
    Uma bela semana com paz e felicidade total.
    Um abração Ana.

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  3. Como sempre um primor a sua escrita , gosto por demais de tudo que vc escreve ... abraços amiga

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  4. A indagação essencial se desenhou em teu belo poema. Sempre muito bom ler-te, Ana! Beijos

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  5. teu poema me pareceu uma dança: a dança da vida. beijos

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