sábado, 6 de outubro de 2012

Temporal






De repente, o dia ficou noite
Acenderam-se as lâmpadas da rua
Bem no meio da tarde.

Pássaros esconderam-se,
Não se ouve nenhum pio...
Há uma carga elétrica no ar,
Pronta a manifestar-se.

De repente, o vento contido
Solta-se em rajadas sem-destino,
Levando consigo, durante o descaminho,
Borboletas desavisadas,
Folhas ressecadas,
Telhados mal-pregados.

De repente, a chuva desaba,
Feito baldes d'água sobre o mundo,
Criando riachos, do que antes
Eram apenas pequenas poças.

De repente, um clarão demente cruza o céu,
Seguido de um violento ribombar:
Forças da natureza em ação,
Árvores inclinam-se para não tombar...
Raios, ventos, trovões...

Temporal mágico-atemporal,
Temporal magnético,
Catarse da natureza...

3 comentários:

  1. A natureza se manifesta com todas suas forças,como se numa retaliação aos desmandos humano.
    Belo texto natural.
    Abraços.

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  2. Catarse também de poema! Puxa, toda a força da natureza transmitida do melhor modo, do modo "Ana Bailune".

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  3. Gostei particularmente deste seu poema, Ana, pela sua mensagem e linguagem clara e harmoniosa. Parabéns. Abraço

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Não Tenho Mais Nada Contigo

Estou escrevendo estas linhas  Só para deixar bem claro: Não tenho mais nada contigo. Teu rosto não faz mais figura...