quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Iniquidades




À janela do dia,
Derramamos nossas penas
Como se elas nos fossem levar, em um voo,
Até as portas da verdade,

Mas nossas penas, e nossas piedades
São coisas disfarçadas,
Lúdicas camadas
De pura iniquidade.

Seguimos pela vida, mostrando o que não somos,
Dizendo o que não queremos,
Escondendo o que pensamos,
Até que chegue a hora de entregar-se ao abismo
Às portas da noite negra e sem saudades.

Das janelas da vida,
Às portas da noite,
Nossa eterna, hipócrita
Iniquidade.



4 comentários:

  1. Amiga, verifico que estás numa fase deveras reflexiva. Bom para poesia, os versos tornam-se mais profundo, contumazes... Aplausos!

    ResponderExcluir
  2. A verdade é a prisioneira
    Da nossa cela de hipocrisias.
    Belo poema, Ana!

    ResponderExcluir
  3. Oi, Ana! Passei correndo pra te desejar um maravilhoso feriadão!!!

    Bjs

    ResponderExcluir

Obrigada pela sua presença! Por favor, gostaria de ver seu comentário.

A Minha Vida

Parada na esquina De pé,  Mas cansada, A bolsa jogada nos ombros Pronta para a viagem Há tempos planejada. And...