terça-feira, 8 de abril de 2014

MARZIPÃ





Marzipã


Surge,
Mistura-se à névoa que sobe
No denso silêncio
Que aos poucos, se encobre.

Um cheiro de nozes,
Um cheiro castanho de avelãs
E marzipã...

Um brilho sutil
De estrela da manhã,
Quase madrugada...

A noite foi longa,
Escura e pesada!...
Surge a deusa estilizada!

Cabelos de fogo,
Pele de romã,
E no hálito, marzipã.

-Manhã!





9 comentários:

  1. Oi Ana, boa noite!

    Passando pra te ler e que sorte hein? Deparei-me com essa maravilha de aromas e sabores recheando versos intensos, musicais e arrebatadores.

    Eu amo te ler, viu moça? Você é nota 1000 =+ 10 +10+10 ... rsrs
    Fechei a noite com chave de ouro nessa leitura assim, tão reconfortante... Estava precisando mesmo.
    bj

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  2. Amiga Ana, que lindos versos, a imagem então, nossa, linda!
    Nozes, avelãs, marzipã, essas palavras nos dá até a sensação de estar sentindo o aroma,
    Amei ler!
    Abraços e boa noite!

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  3. Aromas nas letras que nos deixam de água na boca! Lindo demais. Muita luz e paz. Beijo no coração

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  4. Boa tarde Ana, muito lindo, amei, adoro marzipã, adoro sua sensibilidade. Agradeço por nos oferecer poesia em mel, você é uma linda rainha, que seja sempre muito abençoada, abraços carinhosos
    Maria Teresa

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  5. Boa tarde querida, que linda essa foto!
    Tenha uma linda semana repleta de bênçãos de Deus!
    beijinhos

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  6. Uma poesia muito linda com cheiro das manhãs! bjs,

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  7. - escuridão -
    Escuridão quase silenciosa quando surge a manhã/pesadas estrelas despencaram tornaram-se cometas/marzipã um pouco misturado aos bombocados/hálito de névoa encobre a manhã encoberta de avelãs/hostiliza a manhã sutil com cheiro cobrindo o quintal de romãs/estiliza a madrugada sobre a pele das nozes/noturno brilho sobre a casca dos pêssegos/deusa manhã na cabana do fogo denso/cabelos esvoaçantes negros e outros castanhos como sementes de castanhas/manhãs de marzipãs com hálito de hortelãs/surge misturado a névoa que cobre a relva e a selva/silêncio pouco encoberto pelo cheiro de excremento/quase estrela na manhã das avelãs/hostilizada surge pesada a escuridão sinistra/pele de pêssego,pele amarela,cabelos de fogo/sobre o denso de poucos/sobre o denso dos outros/madrugada brilham os vagalumes/estilizada a deusa noturna sobre o vale de figuras bizarras...

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  8. Há muito não ouvia essa palavra e você fez dela tema de um lindo poema. Bjs.

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