sexta-feira, 8 de agosto de 2014

NUNCA MAIS É SÓ ATÉ AMANHÃ




É comum a todo ser humano, após passar por alguma experiência traumática, dizer coisas como: “Nunca mais faço isso!” ou “Nunca mais eu me apaixonarei de novo!” e “Nunca mais terei outro cachorro!” Não queremos repetir as experiências negativas que o fim sempre traz. No momento em que estamos sofrendo, só pensamos no que está sendo ruim e tendemos a esquecer o que foi bom, os momentos felizes que aquela convivência nos trouxe. Talvez, se pudessem  lembrar-se do que foi bom, as pessoas não odiassem tanto os seus ex. Quem sabe...
Nem percebemos que, se a separação ou o fim de alguma situação nos dói tanto, é porque foi bom! E quando nos recusamos a tentar novamente, a começar de novo, nos protegemos não apenas das dores, mas também das alegrias que as coisas trazem. E estas últimas são geralmente bem maiores – nós é que temos sempre a estranha mania de focar no que é ruim.

Depois que choramos pela despedida, depois que nos acostumamos à ausência de algo ou de alguém que se foi, as feridas começam a cicatrizar, e a vida (ou o instinto de sobrevivência) nos força a começar a pensar em procurar a felicidade novamente; se isto não acontecer, é porque nossas almas adoeceram, e precisamos de ajuda para superar. E muitas vezes, o melhor remédio para superarmos uma perda, é dar-nos a chance de começar tudo de novo, com pessoas ou coisas novas, e em outros lugares, talvez.




Por isso, estamos trazendo para casa um novo cão. Mootley (como naquele desenho animado onde Dick Vigarista sempre grita, ao meter-se em alguma enrascada: “Mootley! Faça alguma coisa!” E o cachorrinho, cobrindo a boca, começa a dar risadas). E eu sinceramente acredito que Mootley fará mais que apenas alguma coisa por nós: ele trará de volta à casa a velha alegria de uma presença que é mágica e confortadora. Ele trará de volta a inocência, a espontaneidade, a simplicidade e o deslumbramento que significa a presença de um cão para aqueles que, como nós, amam os animais.
Ninguém jamais substituirá nossos antigos cães; eles tem presença cativa em nossos corações, e seus nomes estão escritos nas pedras do jardim, no buraco da cerca viva por onde eles passavam (que nunca mais voltou a crescer), nas imagens que registramos dos muitos momentos felizes que vivemos ao lado deles, nos brinquedinhos que guardamos de lembrança, enfim, nas nossas memórias. Jamais os esqueceremos ou deixaremos de amá-los e de nos lembrarmos deles com todo carinho e saudade. Mootley não os substituirá, e nem pretendemos tal coisa. Ele virá para ocupar o seu próprio lugar e escrever sua própria história na história de nossas vidas. 




8 comentários:

  1. Que lindas fotos.
    A gente sempre fala que não vai fazer e faz rs....

    Ai ai ...

    bjokas =)

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  2. Linda amiga Ana, amei ler aqui, que lindo seu novo cãozinho, é bem assim, eu mesma já disse muitas vezes que não queria mais os cães pela dor que é ter de deixá-los "ir", mas sempre volto atrás depois de dizer "nunca mais", meu marido já sabe disso e quando eu digo ele logo em seguida diz, vai passar e você vai querer outro, rs, é bem assim!
    Ah, como é bom poder constatar que nada do que dizemos em momento de dor é o final, sempre há muitos caminhos a percorrer e que seja em companhia agradável desses amiguinhos lindos e que sempre nos conforta em todos os sentidos!
    Amei ler aqui, abraços doce amiga, e seja sempre muito feliz, muito mesmo com o seu novo amiguinho!

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  3. Ana Bailune, a vida é mesmo assim. o que faz esquecer um amor, seja de que género for, só um substituto. Passado certo tempo e fatal acontecer.
    Beijos

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  4. Ana,que fofo o seu cachorrinho! Ele com certeza vai levar embora as tristes lembranças e construir momentos de muitas alegrias pra vcs! Eu adorei o texto! bjs,

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  5. Olá, Ana!
    Vim pela chamada do G+ que a Anne fez sobre este teu post e gostei de ler e perceber qu também penso como você, estou sempre aberta a novas coisas na vida, enquanto estiver viva. É importante que as pessoas não se fechem e se abram para novos amores.
    um grande abraço carioca


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  6. Sempre voltamos a fazer, não adianta rss

    Abraços

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