quarta-feira, 2 de julho de 2014

DESESPERO




Na beirada de um penhasco,
Os pés hesitam;
Percorrem a barra escarpada
Mantendo os olhos fechados,
Sentindo as pedras do solo
E o perigo do abismo.

Um vento mais forte sopra
-Ah, o suicídio!...
Adrenalina nas veias,
E um medo prisco!

(Vontade de mergulhar
Ou de ser salvo?
De mirar, de atirar,
Ou de ser alvo?)

Caminho escorregadio
E perigoso,
Um espírito se arrisca
No chão lodoso...

Brinca de se equilibrar
Num precipício,
Será loucura, pavor
Ou será vício?



7 comentários:

  1. Linda poesia.
    Adorei a insistência com o
    "ou medo de ser salvo"?
    Temos tantos destes medos a sanar
    apenas com um abraço, um olhar, um carinho...

    Valeu, guria!
    abraço

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  2. Linda e instigante poesia!!Adorei! bjs, tudo de bom,lindo dia! chica

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  3. Brincadeira perigosa, que dá uma sensação de poder, medo, pura adrenalina.

    bjokas =)

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  4. Melhor esperar e deixar a loucura passar.
    bjs e bom dia.
    http://eueminhasplantinhas.blogspot.com.br/

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  5. Saliento exactamente o que colocáste entre-parentêsis :

    "
    (Vontade de mergulhar
    Ou de ser salvo?
    De mirar, de atirar,
    Ou de ser alvo?)
    "

    Um beijo, Ana, minha querida.

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  6. Há tantos que procuram as loucuras e os perigos como forma de chamara a atenção... como forma de dizer que precisam de carinho, de certa froma, de uma suposta salvação...

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