A Vingança das Flores





As flores me olham quando eu passo,
Balançam suas leves cabeças e riem,
Em sinal de desaprovação:

-"Estúpida criatura humana,
Nem és capaz de cumprir uma promessa
Que há tanto tempo, fizeste a ti mesma!"

Então, eu as colho em um buquê bem apertado,
E as amarro, todas juntas em um vaso
Que coloco em algum canto escuro da sala.

Penso em, mais tarde,
Brincar de mal-me-quer.

Em resposta, elas murcham.



Comentários

  1. oi Ana

    eu gostava de brincar de bem me quer e mal me quer, mas tinha dó de despedaçar as flores rs...
    Carregadas de tanta beleza e perfume encantam qualquer ambiente.

    bjokas =)

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  2. Amiga, lindos versos e nos mostra que há de se fazer o que se pretende o mais rápido possível, bem -me- quer, mal-me-quer, brinquei muito disso, me fez recordar por aqui!
    Lindo o novo visual, aqui sempre há algo lindo e novo!
    Abraços apertados linda amiga!

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  3. Ana Bailune

    Podias titular o teu poema por vingança das flores. Terá sido este o modo de teu pensamento.
    beijos

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  4. Uau! Uma resposta e tanto! O pior é que acontece! bjs,

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