O CONVITE











Era festa brava, 
Regada ao doce mel das favas,
(Às favas, os motivos reais
Para tal comemoração.)

As bandejas passando à altura dos rostos,
Os olhos compridos,
Os dedos ansiosos ao banquete posto:
Ao provar... - o desgosto!

Os tais canapés, recheados de pedras,
Quebravam os dentes de quem os provava,
Desciam lanhando  as gargantas, sem dó,
Tão inadequados à ocasião!

Mas era melhor mastigar e engolir,
Sempre sorrindo, sempre bem gentil,
Ignorando a brutal discrepância
Do anfitrião que tão mal lhes serviu?





Comentários

  1. São as tais decepções que a vida nos impõe. Ou serão os homens mesmos, em suas mesquinharias?

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  2. A mau anfitrião, hoje sim, amanhã não.

    Um bom domingo :)

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  3. Quanta força tem o teu poema, Ana !
    Muito bem estruturado e pleno de ritmo.

    Beijão.

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  4. Neste novo ano estou a tentar visitar todos os amigos da Verdade Em Poesia afim de lhes desejar um 2016 muito feliz cheio de grandes vitórias e muita saúde e Paz.
    António.
    Ps. Tive de seguir novamente pois estava a seguir sem foto.

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