domingo, 10 de janeiro de 2016

O CONVITE











Era festa brava, 
Regada ao doce mel das favas,
(Às favas, os motivos reais
Para tal comemoração.)

As bandejas passando à altura dos rostos,
Os olhos compridos,
Os dedos ansiosos ao banquete posto:
Ao provar... - o desgosto!

Os tais canapés, recheados de pedras,
Quebravam os dentes de quem os provava,
Desciam lanhando  as gargantas, sem dó,
Tão inadequados à ocasião!

Mas era melhor mastigar e engolir,
Sempre sorrindo, sempre bem gentil,
Ignorando a brutal discrepância
Do anfitrião que tão mal lhes serviu?





4 comentários:

  1. São as tais decepções que a vida nos impõe. Ou serão os homens mesmos, em suas mesquinharias?

    ResponderExcluir
  2. A mau anfitrião, hoje sim, amanhã não.

    Um bom domingo :)

    ResponderExcluir
  3. Quanta força tem o teu poema, Ana !
    Muito bem estruturado e pleno de ritmo.

    Beijão.

    ResponderExcluir
  4. Neste novo ano estou a tentar visitar todos os amigos da Verdade Em Poesia afim de lhes desejar um 2016 muito feliz cheio de grandes vitórias e muita saúde e Paz.
    António.
    Ps. Tive de seguir novamente pois estava a seguir sem foto.

    ResponderExcluir

Obrigada pela sua presença! Por favor, gostaria de ver seu comentário.

Exageros

    Assisti a um vídeo na internet no qual uma drag queen montada dava palestras em uma escola para crianças que, aparentemente, t...