sexta-feira, 31 de julho de 2015

SE EU FOSSE...




o luar aqui em casa, ontem...





Olhando para trás,
Buscando a vida na memória,
Vejo os restos que ficaram nos trilhos
Depois que o trem passou,
E penso:

- Ah, se eu fosse me importar!

Espadas e dentes,
Navalhas e pentes,
Os caules sem flores,
As contas caídas
Dos colares arrebentados
Da vida!

Só ossos e restos,
Que já nem mais cheiram,
Que já nem mais falam,
Bocas ressequidas,
Dedos desmanchados,
Peles carcomidas,
Almas que voaram,
Outras que ficaram
E que se perderam
Nas tramas furadas
Dessa estranha vida...




3 comentários:

  1. Sabe Ana, às vezes penso, ainda bem que não sou poetisa, eu não conseguiria passar em versos, a dor do amor ferido. Por mais que tentemos, não conseguimos transmitir, da mesma forma que sente o poeta.
    Da maneira como me encanta, mesmo sem se importar!
    Obrigada, abraços carinhosos
    Maria Teresa

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  2. Hoje estou ainda a namorar esta Lua Ana.
    E vejo passar a Lua tão bela e penso nos que sofrem a perda de um amor,
    olhando para a Lua e indagando para onde foi todo amor declarado.
    Bonita inspiração da poesia.
    Abraços

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  3. Acho que são esses restos que ficaram nos trilhos, no vasculhar da memória que te faz soprar tão lindos versos. Eu me encanto com tua poesia!

    Ana, aproveito para convirá-la a ver a dica de um livro que está em meu blog. Sabe que quando lia, pensei em você. Aliás, essa chaleira da ilustração, bem caberia por lá! Beijo!

    ladodeforadocoracao.blogspot.com.br

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