terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O TRIBUNAL



Passou a vida preparando mil perguntas,
E viu que não havia respostas.
Elaborou mil teorias sobre tudo,
Mas todas eram tortas!
Quis dissecar a borboleta do viver,
Que escapou entre seus dedos...
Tentou passar pela existência sem sofrer,
Mas a dor não deixou!

Compreendeu que só valeu pelo que amou,
Que quem pecou nem precisava de perdão...
E as orações que tanto fez, quem escutou?
O mesmo anjo que assistiu quem não  amou!
Não houve nunca aquela porta que fechou,
Nem se feriu a alma que se rebaixou,
E a verdade era tão simples, tão comum,
Que dissolveu-se nas palavras que falou!
Nunca venceu, nunca perdeu, não houve lutas,
Nem as disputas que assim imaginou,
Sob uma capa de silêncio pereceram
Todo o orgulho e a humildade que almejou!


Passou a vida preparando sua defesa
E acusações contra o que achava ser  "O Mal"
Mas ao sentar-se cara a cara com a verdade,
Compreendeu que não havia um tribunal!

Ah, vida, ah, vida, ah, vida!
Ruínas do bem e do mal!
Nem sempre justa, nem sempre longa,
Mas sempre vida!...



5 comentários:

  1. Oi Ana

    Passamos muitas vezes tentado justificar, criando desculpas, nos armando para algo que nem sempre vai acontecer.

    bjokas =)

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  2. Ana Bailune

    O poema representa uma bem gizada, longa metragem da vida.
    Sbraços

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  3. Linda reflexão e olhar sobre a vida como ela é! bjs, chica

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  4. A vida é feita para ser vivida e não adianta querer controlá-la.
    Belo texto, Ana!
    Beijo

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  5. Se há uma verdade incontestável é a de que ninguém passa pela existência sem conhecer a dor.
    Gostei muito da expressão "borboleta do viver".
    Grande poema, Ana!

    Beijo.

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