terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

FATALIDADE






Um dia,
Esse beijo, meu anseio,
Queimará o meu rosto,
E esses braços
Que hora me acolhem
Num terno abraço,
Serão meu sufoco.

As mãos que me acariciam
Um dia, atirarão pedras
No meu dorso nu.
A voz que me tranquiliza,
Gritará palavras
Que soarão doloridas
Aos meus ouvidos...

E depois, transido de dor
E de arrependimento,
Pedirás desculpas,
E eu te desculparei,

Pedirás um abraço,
E eu te abraçarei,
Pedirás o meu beijo,
E eu te beijarei,
Pedirás um afago,
E eu te afagarei...

Mas tome cuidado,
Pois não haverá outra chance,
Só esta,
Que te darei.

E te darei
Porque te amo,
Só porque te amo,
Só porque...





3 comentários:

  1. Ana, o meu maior erro foi permitir que se tornasse um hábito, cedendo, acreditava na mudança e, quem mudou fui eu, me tornei descrente e amarga. Hoje, refeita. Graças a Deus, obrigada, abraços carinhosos
    Maria Teresa

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  2. Excelente!

    Parabéns, Ana!

    Muito bom!

    Receba o Carinho e Abraços Bem Espremidos da Cia. De Teatro Atemporal!

    Clemente.


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  3. Olá Ana,

    Creio que o amor nos faz perdoar como manda a Bíblia, ou seja, setenta vezes sete. A força do amor é imensurável. Todavia, há casos em que, embora perdoando, o afastamento se torna impositivo.

    Ambos os poemas são lindos.

    Obrigada pelo carinho e pela companhia nesses quatro anos de existência do meu Recanto. Grata, também, por ter vindo celebrar comigo.

    Beijo.

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