sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

FALA




Por que te engasgas tanto
Com a minha fala
Se ela é tão seca, tão fria, tão rala?

Te arranhas toda,
Medindo com teus passos, a extensão da sala...
E te imolas, e te matas, e repetes
Mentalmente, sem descanso,
Aquilo que combates...

Por que te irritas tanto
Com meu riso, com meu pranto?
Prometo; não vale a pena
Essa tua comovida dedicação
Àquilo que tanto te depena!

Saio de cena; quem sabe
Esse gosto forte de vinagre
Que disfarças com colheradas generosas
De mel e açúcar cristal,
De bem que suplanta "O Mal"
Estanquem a tua fome diária
Por mais que esta se agrave
Quanto mais sorves
As minhas palavras?



8 comentários:

  1. Olá Ana! Agradeço a sua visita no meu Blog e fiquei muito contente pelo seu comentário.
    Adorei seu texto poético e já estou seguindo o seu Blog

    Abraços e Beijos
    Rafael Mourão

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  2. Ana Bailune, o teu gosto poético é sempre muito evidente, como aqui acontece.
    Aproveito para agradecer, os comentários que tens deixado no meu espaço.
    Beijos

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  3. sim, por vezes sair de cena é o melhor.

    obrigada pela visita.

    Beijinho

    :)

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  4. Olá Ana
    Quando não sorvemos as idéias, as palavras nos incomodam.
    Bjux

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  5. Lidar com a falsidade é difícil, exige um controle enorme de si, que é preferível sair de cena. Agradeço a partilha, abraços carinhosos
    Maria Teresa

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  6. Belo os detalhes dos versos
    o universo do conteúdo é que doe
    moi coroe
    Veja uma poesia que fiz ontem

    O tempo arranhou nossos
    Rostos
    E nossos corações
    Acabamos esquecendo um
    Do outro
    E os nossos poemas de antigamente

    Passamos a cultivar outras planícies
    A nos banhar em outros rios
    A amar outros amores
    A contemplar outros arrebóis

    O que o tempo não fez
    Foi apagar algumas fotografias
    Em preto e branco
    Aquele verso da parede
    Nem o vermelho da tatuagem
    E o nome do teu camaleão

    Embranqueceu teus cabelos
    Mas não assanhou as tempestades
    E colocou as palavras em carne
    Viva
    Num pretérito ressentido
    O tempo mudou muitas coisas
    De lugar
    Ficaram alguns nomes de ruas
    E o teu romance
    Que você nunca terminou
    O tempo arranhou nossos
    Rostos
    E nossos corações
    Acabamos esquecendo um
    Do outro
    E os nossos poemas de antigamente

    Passamos a cultivar outras planícies
    A nos banhar em outros rios
    A amar outros amores
    A contemplar outros arrebóis

    O que o tempo não fez
    Foi apagar algumas fotografias
    Em preto e branco
    Aquele verso da parede
    Nem o vermelho da tatuagem
    E o nome do teu camaleão

    Embranqueceu teus cabelos
    Mas não assanhou as tempestades
    E colocou as palavras em carne
    Viva
    Num pretérito ressentido
    O tempo mudou muitas coisas
    De lugar
    Ficaram alguns nomes de ruas
    E o teu romance
    Que você nunca terminou

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  7. Oi Ana, um excelente final de semana e feriado prologado pra vc e sua família. Um abraço.

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  8. A complicação da humanidade.

    Falas desentendidas cheias de intenção.

    Beijinhos

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