terça-feira, 20 de setembro de 2016

Dói









Dói, partir  assim de si mesmo,
Deixar para trás a própria alma,
A essência da própria vida
E mergulhar no grande rio
Das coisas perdidas.

Dói dizer adeus sem dizer adeus,
Sem ter a chance de olhar, mais uma vez,
Nos olhos que nos reconhecem
E que enaltecem a nossa lida...

Ah, a dor de partir assim,
Sozinho, sem levar nada
Que nos ajude a seguir por esse reino da solidão
Onde não é permitido olhar para trás!

E lá no fundo daquele rio,
Após um despedir-se desabrido
Os olhos tentam achar uma razão
Para tanto amor, tanta paixão
Tão brutalmente interrompidos...




10 comentários:

  1. Tristes e lindos versos...E quanta vida, quantos sonhos lá no fundo do rio ficaram... beijos, chica

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  2. É dito e repetido "Viver é muito perigoso", do Rosa.
    Perigoso e incerto, Ana.
    Belo poema, muito expressivo!
    Meu abraço.

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  3. A dor de uma partida é doída por demais. Sem a possibilidade do adeus deve ser muito mais doída ... triste fim ...

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  4. Assim, muitas vezes acontece na vida.Sua bonita poesia retrata bem a tristeza que se sente em situações onde a perda é inesperada.
    Um abraço,
    Élys.

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  5. Lindo poema, a vida é assim, nunca ninguém sabe quando ela será interrompida, hoje estamos por aqui, amanhã, nunca se sabe?!
    Acho que não devemos nos preocupar, temos de viver da melhor forma possível e com a consciência tranquila, nisso eu me atenho muito, não gosto de ter mágoas, de ficar sem falar com as pessoas, de deixar de olhar tudo com a sensação de que possa mesmo ser a última vez, pode parecer demagogia, mas é assim que eu gosto de encarar a minha vida e encaro assim!
    Amei ler como sempre, tens boas inspirações!
    Abraços linda amiga!

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  6. Boa noite, querida Ana!
    É assim muitas vezes onde o amor é brutalmente arrancado de nós... são mistérios!
    Bjm muito fraterno

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  7. Linda essa dor...
    Você é completa: cronista, poeta, cantora... dança?
    Beijo!

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  8. "Dizer adeus sem dizer adeus" .Isso sintetiza tudo, a gente pensa que vai, mas não vai, pensa que está, mas não está. E às vezes nos afastamos de nós mesmos sem perceber. Parabéns.

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