sábado, 17 de setembro de 2016

2+2











Sai o gato, entra o rato:
Dois mais dois são sempre quatro!
Volta o gato, e logo pega
A ratazana no ato!

Vai roendo a sobremesa,
Pedacinhos do meu queijo...
De repente – a surpresa!
Vê o gato sobre a mesa!

Corre, esconde-se do fato:
Dois mais dois são sempre quatro!
Armadilha colocada:
Cai o rato, de lavada!

‘Inda pede piedade:
-Dom Gatão, ai que maldade!
Tenta uma escapada torta:
Dá de cara com a porta!

Fez o gato de sapato,
E a gora, Inês é morta!
Temendo pagar o pato,
Entra no buraco o rato!

Dois mais dois são sempre quatro,
E o gato está de olho:
Deixa o queijo, e vá roendo
Teu fedorento repolho!




6 comentários:

  1. Que lindo e tão criativo poema! bjs, tudo de bom,chica

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  2. Olá,Ana, bom dia... belo e criativo,a "velha rivalidade" entre o gato e o rato... a vida não tá fácil,nem para o rato,trocar um queijo por um repolho,ninguém merece! Bom finde,belos dias,abraços!

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  3. Vivemos, a cada dia, esta dualidade do Gato e do Rato, principalmente nesta terra Brasilis.

    Beijão

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  4. Ana, que interessante! Parece uma cantilena infantil! Achei lindo! Com uma sonoridade encantadora.
    Beijo

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  5. Gostei muito, tão terno, com uma linguagem da nossa infância, quase de ninar... gostei do ritmo, li num fôlego, desvendando uma história, como se minha mãe estivesse contando...
    Beijo, Ana.

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  6. Que delícia de brincadeira, gato x rato, no seu poema!
    Amei, Ana, a leveza da rivalidade...
    Felizes dias, abraços carinhosos
    Maria Teresa

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