terça-feira, 6 de setembro de 2016

Na espuma






Durante o banho, de olhos fechados
Surgiu-me um retrato
Que se desfez em espuma
Escorregando pelo corpo feito neve na montanha.
A tépida água cantava no crânio,
Contando histórias afogadas.

Perfumes suaves em formatos sinuosos
Evocavam lugares
Que eu cantarolava.

Macios momentos, barulhos de vento...
Descia no ralo a minha saudade!
Mas como nem tudo é certo ou perfeito,
No sabonete azul-bebê
A lâmina acomodada.






5 comentários:

  1. O destino une e separa. Mas nenhuma força é grande o suficiente para fazer esquecer pessoas que por algum motivo um dia nos fizeram felizes.Nem mesmo no banho.
    beijos

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  2. Lindo Ana, em meio a espuma uma saudade que bem busca na infância uma parte esquecida e ou perdida.
    Abraços Ana.

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