SILENTE






Manhã dourada de névoa
Pousada na relva,
Na selva fechada
Ecoam os pios
Dos pássaros:
As vozes trincadas
Caídas sem susto
Por sobre os arbustos
No fundo azul.

As gotas silentes
As tímidas gotas
Poeira de chuva,
Pousando nas folhas,
As flores, escolhas
Das joaninhas,
Das andorinhas,
Nos galhos finos,
Longas passarelas,
Lagartas.

Bem dentro da mata
Os olhos se perdem,
Os olhos vislumbram
Mistérios,
O peito pesado,
Coração fechado,
A voz do passado
Passando com o vento
Pousando no rosto
Molhado.



Comentários

  1. Bom dia Ana!
    Lindo demais o teu poema, constrói-se perfeitamente a cena, parabéns!
    Abraço, lu.

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  2. Beleza.Nos colocas no cenário, junto !! beijos, chica

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  3. Essas manhãs servem para gente meditar.

    bjokas =)

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