domingo, 31 de janeiro de 2016

AGORA









Se eu pudesse dar-te algo,
Dar-te ia meu agora,
Puro,
Simples,
Sem passado,
Sem futuro,
Sem memória.

O agora
É o único instante
Que o tempo não carrega,
Não macula,
Não governa.

É o ponto de equilíbrio
Entre as ilusões de ontem
E o medo do amanhã.

É a linha que segura
E ampara
O amor que sempre dura.

É a eternidade rara,
Sem crenças,
Sem respostas
E sem perguntas.





Era um Velho Porão Cheirando a Mofo...



Quando viemos nesta casa onde moramos pela primeira vez, para ver se gostaríamos de comprá-la, uma das vizinhas que ficava com a chave (a proprietária era idosa e residia no Rio de Janeiro) mostrou-a para nós. Era uma casa bastante velha e estava em péssimo estado, mas encantou-nos o bairro - tranquilo e bonito, cercado por montanhas e muito verde - e o pequeno jardim, onde há até hoje, um cedro e um ipê amarelo.




Ela nos mostrou todos os cômodos, exceto por uma pequena porta azul nos fundos da casa, que achei que deveria ser o porão. Perguntei: "E essa portinha aqui, o que é?" Ela respondeu: "Ah, é só um porão. Está sujo e é usado apenas para guardar as ferramentas do jardim."  "Eu gostaria de ver," retruquei; ela disse que era apenas um porão velho, mesmo assim, eu insisti. Ela pegou o molho de chaves a contragosto, e abriu a portinhola. Olhei para o interior e deparei com um cômodo de teto baixo, onde não se podia ficar de pé, e havia nele ancinhos, garrafas vazias, cortador de grama, vassouras velhas e outros objetos quebrados. Mas meus olhos viram além daquilo tudo. Chamei meu marido, e tremendo de antecipação, disse a ele: "Este lugar daria uma adega! Pense só nisso!"




Não sabíamos como resolver o problema do teto baixo, já que a casa estava em cima do porão e não era possível erguer o teto. Mas um pedreiro nos deu a solução: "Vamos cavar o piso!" E foi o que fizemos. Foram dias difíceis para os trabalhadores... carrinhos e mais carrinhos de terra e entulho, até que o chão ficou em altura suficiente para que uma pessoa pudesse ficar de pé. Mandamos descascar o cal branco das pedras, deixando-as à mostra. Aos poucos, fomos colocando os objetos: mesa, cadeiras, prateleiras para as garrafas de vinho e outras bebidas... e começamos a comprar os vinhos. Decidi comprar também alguns livros sobre o assunto, e lembro-me que tornei-me uma estudiosa! Queria saber tudo sobre os tipos de uvas, as taças adequadas, qual vinho acompanhava qual prato, as vinícolas famosas, a história por trás de tudo. Confesso que hoje, dez anos depois, já me esqueci da maior parte de tudo o que estudei, mas ando pensando em reler aqueles livros.




Eu costumava passar muitas horas na adega; lá eu lia muito, e também rezava muito - especialmente na ocasião da doença de meu sobrinho - e depois que ele morreu, fiquei tão triste, que entrar na adega e me lembrar das tantas vezes que eu entrei ali para rezar por ele, me deixava muito mal. Por isso, fiquei bastante tempo sem entrar lá. Mas ultimamente, andamos limpando o mofo, tirando o pó das garrafas, lavando as taças de vinho... e convidando algumas pessoas. A adega renasceu, finalmente! O sentimento de tristeza se dissipou, e ficaram apenas as lembranças de tempos difíceis, mas que foram superados. Aos poucos, estamos substituindo estas lembranças por outras mais felizes.

Hoje saímos e compramos vários objetos para redecorar a adega, e já pensamos nos vinhos para abastecê-la para as noites de inverno. A vida segue. Sempre.







quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Só Pra Lembrar...


OSHO - Crença, Dúvida e Fanatismo






Trechinhos das primeiras páginas deste livro de Osho.







"A verdade liberta, e nada mais. Tudo mais cria uma escravidão, uma carga. E a verdade não pode ser encontrrada pelo esforço intelectual, porque a verdade não é uma teoria, é uma experiência. Para encontrá-la, você tem de vivenciá-la."





"Debaixo de suas crenças, seja qual for a crença, a dúvida continua. A dúvida está no centro e a crença está na perigferia. Então, sua vida é basicamente determinada por sua dúvida, não por sua crença."





"Um verdadeiro buscador não está buscando nenhuma crença coma  qual se consolar. Ao contrário, está tentando encontrar um centro mais profundo em si mesmo que vá além da dúvida. Isso tem de ser entendido. Você tem de penetrar bem fundo no seu próprio ser, até um ponto de vitalidade no qual a dúivida fique para trás, na periferia."




"Um homem confiante não tem crença. Ele simplesmente confia, pois passou a entender quão bela a vida é. E  passou a entender que a vida é etrna, atemporal. Passou a entender que exatamente dentro dele mesmo está o reino de Deus."






"Qual é o significado de uma rosa ou de uma nuvem flutuando no céu? Elas não tem significado, mas existe nelas uma imensa beleza. Não há significado - o rio continua fluindo. Mas há tanto júbilo nisso que o significado não é necessário! E a menos que uma pessoa seja capaz de viver sem pedir significado, momento e momento, com beleza, com felicidade, por nenhuma razão... Basta respirar! Por que você deve perguntar? E para quê? Por que você faz da vida um negócio?"




"Eu digo que a existência em si é suficiente, não necessita de um criador. Ela é a própria criatividade."





"Se você cria uma canção, um jardim, você está sendo religioso. Ir à igreja é tolice, mas criar um jardim é tremendamente religioso. Por isso, aqui na minha comuna o trabalho é chamdo de devoção. Não rezamos de nenhuma outra maneira, rezamos através da criação de alguma coisa."





"Não existe nenhuma pessoa que seja Deus, mas existe uma tremenda energia - explodindo, infindável, se expandindo. Essa energia em expansão, infinita, explodindo, essa criatividade, é divina."





"Só as pessoas cegas acreditam na luz. Aquelas que tem olhos para ver não acreditam na luz, simplesmente a veem."





terça-feira, 26 de janeiro de 2016

No Rosto da Flor







Todo o céu,
Beijos de vento,
Pegadas de joaninhas...

Raios de sol,
Grãos de terra,
Pólen, pólen, pólen...

O bem-me-quer,
O mal-me-quer,
A chuva despencada...

Lágrima caída,
Distraidamente,
De um par de olhos tristes...

Tudo ali, murchando,
Secando, caindo, sumindo,
Junto com o rosto da flor...

Sementes soltas no vento.





Convido-os a visitar e seguir:




Novo blog, todo em inglês.

Pensamentos de Voltaire






“É dificil libertar os tolos das armas que eles veneram.” 






“O homem se precipita no erro com mais rapidez do que os rios correm para o mar.” 





“O segredo de aborrecer às pessoas consiste em dizer-lhes tudo.” 






“Quem se vinga depois da vitória é indigno de vencer.” 







“O estudo da metafísica consiste em procurar, num quarto escuro, um gato preto que não está lá.” 





“A probabilidade de fazer o mau se encontra cem vezes ao dia e a de fazer o bem, uma vez ao ano.” 





segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Witches








I don't believe in witches but I sometimes turn myself into one.







ERROS







Todos erramos - e esta é uma das principais características que nos identificam como seres humanos. Porém, quando somos advertidos sobre um erro e não damos ouvidos, vem à luz uma outra característica, menos elogiável, da nossa humanidade: a arrogância. Fruto de um ego extremamente inflado.

Aqueles que consideramos nossos piores inimigos, podem, muitas vezes, nos dar dicas importantes sobre como não cair no ridículo. Eles conhecem nossos defeitos melhor do que nós mesmos, muitas vezes.

Ouvir com atenção e separar tudo o que nos for dito com humildade e sabedoria (a verdade  das afirmações mentirosas) é uma receita infalível para o nosso próprio aprimoramento. Mas é preciso ouvir com o coração, e não apenas com os ouvidos.

Acabei de ler um livro interessante, que pretendo resenhar, onde um dos personagens afirma que ele procura viver de forma a não se irritar com o que lhe dizem - contanto que não seja verdade. Aquilo me balançou bastante. 






Poema Bonito






Eu quis escrever 
Um grande poema 
Que fosse bonito,
Sonoro e dourado,
Pra dizer de mim
Do começo ao fim,
Em poucas palavras...

Peguei na caneta,
Calcando com força 
A ponta, nas asas
Da imaginação
Sobre a branca página...
-Somente rabiscos
Da mente, da mão...

De poema, nada!

Soltei a caneta,
E mais um suspiro,
O corpo caído
Na rede, no vento...
Os olhos se foram
Perdidos no tempo,
Singrando colinas,
Sem qualquer intento.

Eu quis escrever 
Um grande poema
Que fosse bonito,
Cheio de arabescos,
Bem metrificado,
Rimado, dosado,
Rosado, suave...

Mas sempre que tento,
Vem a minha alma
E estraga tudo,
Manchando as palavras,
Misturando as rimas,
Desmetrificando,
Dizendo bem mais
Do que eu desejava.




Minha casa Está Mudando!






Fiquei feliz quando a chuva chegou, e devolveu à nossa casa - minha cidade, Petrópolis - aqueles filetes brilhantes de água escorrendo sobre as encostas rochosas das montanhas. Amei poder dormir novamente escutando o barulho do rio aqui perto, ou da chuva caindo sobre o telhado. Fiquei contente ao ver rebrotar o meu gramado, e ao perceber o verde das árvores e plantas se renovando. 

Ontem, voltando de um pequeno passeio em uma cidade vizinha, percebi algo inédito em Petrópolis: as mangueiras estão dando frutos. De Itaipava até o meu bairro, percebi cachos e cachos de mangas amadurecendo nas árvores. Sinal de que o clima está realmente mudando, e tornando-se mais quente. Por aqui, as mangueiras nunca tinham frutificado antes. Porém, o que é bom para as mangueiras, é fatal para as hortencias, avencas, impatients,  e outras plantas que gostam do clima mais frio. Ainda bem que o nosso verão está sendo bastante ameno por enquanto, ao ponto de podermos usar nossos edredons à noite!

Quem sabe, Petrópolis esteja deixando de ser a Cidade das Hortencias e se transformando na Cidade das Mangueiras? 

Aqui em casa, as minhas hortelãs prosperaram com a chegada da chuva. As pimenteiras também se encontram carregadas. Mesmo assim, percebo que o gramado está gradualmente sendo substituído por um outro tipo de grama, mais baixa e resistente ao calor. Acho que as sementes estavam aqui na terra o tempo todo, esperando uma oportunidade mais propícia para nascer. 

A vida muda, as coisas mudam. E a gente se adapta.




sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

CERTEZAS








Ninguém chega à Estrada da Certeza sem antes passar pela Estrada da Dúvida.
E quando estamos quase chegando lá, percebemos que a Estrada da Certeza  é  apenas uma miragem no caminho da Estrada da Fé.





quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Descansam









Descansam meus mortos, no frio,
Por trás dos sorrisos que minto;
Descansam, os rostos nas flores,
Os olhos nas pedras dos rios.

Descansam, querendo escutar
As preces que  não mais lhes digo
Pois as palavras não são pontes,
São estradas que eu não sigo.

Descansam meus mortos, espero,
Na paz que não me deixaram,
Descansam nos lábios cerrados
No adeus que não me disseram...

Descansam, sonhando com o tempo
De morrer completamente
Quando forem esquecidos
Pelos que ainda sentem.





quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

"...Gotas tão lindas que até dá vontade de comê-las!"


David Garret






Biografia - fonte: Wikepedia
Garrett nasceu em Aachen, filho de uma bailarina americana, Dove-Marie Garrett, e um advogado e leiloeiro  alemão, Georg Peter Bongartz.

Quando Garrett completou quatro anos, seu pai comprou um violino para o irmão mais velho. David interessou-se pelo instrumento e logo aprendeu a tocar. Um ano depois ele participou numa competição e ganhou o primeiro lugar.

Aos sete anos, David Garrett começou a tocar em público  e passou a estudar violino no Conservatório Lübeck. Já com oito anos, seus pais decidiram mudar seu nome, e ele começou a usar o sobrenome de solteira da mãe por ser mais fácil de pronunciar.

David Garrett começou a trabalhar com a violinista polaco-britânica Ida Haendel com doze anos, frequentemente viajando a Londres e outras cidades europeias para encontrá-la.

Aos treze anos, Garrett se tornou o artista mais jovem a ter um contrato de exclusividade com a gravadora Deutsche Grammophon.





Em 1999, David Garrett se mudou para Nova York para estudar na Juilliard School, na sala de Itzhak Perlman, para aprofundar seus conhecimento do violino. Saiu formado de lá em 2004.

Como David Garrett não tinha o apoio financeiro dos seus pais para estudar na Juilliard School, ele teve que custear seus estudos, e para isso trabalhou em um bar, em um café, na biblioteca da escola e também na Outfitters Urban Store, onde foi sondado para se tornar um modelo  e, assim, ganhando ao apelido de "Beckham do violino".

Garrett toca o "Adolf Busch" Stradivarius, 1716.





Acidente com o violino

Em Dezembro de 2007, depois de uma apresentação no Barbican Hall, em Londres, um acidente aconteceu, o dia tinha sido muito chuvoso, David usava sapatos de sola lisa, perdeu o equilíbrio e caiu em cima da mala que onde transportava o seu violino... O violino havia sido danificado, tratava-se de um modelo fabricado por Giovanni Battista Guadagnini. Ele estava dentro de uma mala, não muito rígida (pois o músico preferiu uma mala mais leve e mais cómoda para o transporte), presa nas costas de Garrett. Na queda, por sorte, o músico não se machucou, mas o corpo do violino ficou destruído. Ele havia adquirido o violino em 2003 e pagou 1 milhão de libras, efectuando um empréstimo que era pago com o que recebia de suas apresentações (a última prestação do empréstimo foi feita precisamente em Dezembro de 2007). A reparação demorou sete meses e o custo aproximado da reparação foi de 60 mil libras, cerca de 100 mil dólares. Após algum tempo, seu pai soube de um Stradivarius à venda e "foi paixão à primeira vista", como disse o músico. Ele ainda toca com o violino de Giovanni Battista Guadagnini às vezes, mas só usa com mais frequência o seu Stradivarius. E a mala, é diferente da do Guadagnini, é mais rígida e resistente.




Impossible Love



There was a wall
With barbed wire
Between their hearts
And their desires...



There was a world
Into another
But a long road
Just drove them farther...



Farther and farther,
The ice below
Colder and colder,
Harder and harder...



Their eyes and dreams
Were places that
They both inhabited
Their ghost affair...



-Oh, blood and feathers!
Over their hearts,
A "No" was carved
In black letters...







segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Fim de Férias





As férias são sempre curtas demais para se fazer tudo o que se quer fazer em uma casa. Pensei em arrumar armários, jogar algumas coisas fora, doar outras... e ainda estou neste processo! A sorte, é que a vida no Brasil só recomeça realmente após o carnaval; sendo assim, nem todos os alunos voltaram, o que faz com que me sobre mais tempo.

Hoje joguei fora antigas contas já pagas, papéis sem utilidade, manuais de instrução e notas fiscais de aparelhos cujas garantias já expiraram. No banheiro, juntei remédios e cosméticos cujo prazo de validade estava vencido. E eu que não gosto de aacumular coisas, acabei notando o quanto acumulei! 

Separei roupas e sapatos para doar, mas ainda falta percorrer os armários de cama, mesa e banho. Quem sabe, amanhã? E é claro, apesar de ter arrumado e tirado o pó das prateleiras de livros, não tive tempo de separá-los para doar. Penso em envolvê-los em filme plástico e deixar em bancos de praças: um projeto que venho acalentando há dois anos.

Uma casa precisa de cuidados... fico imaginando o que acontece com uma casa que ninguém cuida, ninguém limpa, ninguém areja... e chego à conclusão de que a casa e a alma tem mesmo tudo a ver uma com a outra!





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UM DESAFIO - Encontrei no blog do Bratz



O gato não tem nada a ver com a postagem, mas gosto da foto. É o Chuchu, gato da minha irmã.






O Paulo foi convidado pelo Mark que foi convidado pelo Mikel para participar de um desafio (acho que foi assim). Vi no blog do Paulo Bratz, e ele deixou a participação livre, e como gostei, decidi participar.
Como ele diz, "Basicamente, temos de completar as frases que se seguem com, e cito, "a primeira coisa que nos vier à cabeça". Uma publicação para descontrair, que muito pode dizer de cada um de nós."




Sou muito ... ainda, e infelizmente, crítica. De mim mesma, principalmente, e também dos outros. 
Não suporto ... mentiras
Eu nunca ... pratiquei esportes perigosos, e nem praticaria.
Já me zanguei ... com muita gente, mas embora eu consiga odiar intensamente por cinco minutos, logo depois o ódio transforma-se em indiferença.
Quando era criança ... tinha dificuldades em aceitar as brincadeiras impostas pelas outras crianças, e por isso, passava muitas horas brincando sozinha. Sempre gostei de tocar meu próprio trombone e viver segundo minhas regras.
Morro de medo ... de nada mais. Eu tinha medo de sofrer antes de morrer, mas depois de acompanhar a morte de minha mãe de perto, perdi o medo.
Sempre gostei ... de silêncio, grupos pequenos de pessoas, música, natureza, animais, livros, e de escrever.
Se eu pudesse ... gostaria de ter poderes mágicos que conferissem três desejos às pessoas (sem que elas soubessem). Este poder estaria ativo pelo menos uma vez ao mês.
Fico feliz quando ... estou em casa, com meu marido e meus cães.
Se pudesse voltar no tempo ... não gostaria de voltar no tempo. Tudo me trouxe para onde estou, e mesmo que eu ache que poderia ter feito algumas coisas de maneira diferente, eu fiz o melhor com o conhecimento que eu tinha naquele momento.
Quero viajar para ... a Europa. Principalmente, para a Itália.
Eu preciso ... de silêncio. De livros. De música. De bons filmes. De reuniões com poucos amigos de cada vez. De meu marido. De meus cachorros. De minha casa. 
Não gosto de ver ... animais sofrendo maus tratos. Me tira do sério. Me faz chorar, e fico muito mal o dia todo.

Quem ainda não participou e desejar participar é só aceitar. 




O pato também não tem nada a ver com a postagem.


AH, OS ITALIANOS! - Parte I

Eu em Veneza - Gondoleiro! Durante nossa curta estadia na Itália, não ficamos em hotel. Alugamos um pequeno apart...