quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Trancos



Trancos
E trancas,
Barracos
Barrancos
Eu estanco
Tu mancas,
Eu sangro
Tu cantas,
Eu morro
Te encantas,
Eu rio
Tu choras...

E agora?

Os santos
E santas,
Apago,
Imantas,
Torcendo-me
As tranças
Matando
Esperanças
Eu calo,
Tu danças
Eu falo,
Te arranhas...

Ah, tramas!

Encantos
São tantos!...
Desfaço
Quebrantos
Quebrando...
Não ando
Na corda
Tão bamba
Que estendes,
Não cerro
Meus dentes...

-Nem sentes!


5 comentários:

  1. oi Ana

    As ambiguidades fazem parte do nosso dia.

    bjokas =)

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  2. Que lindo, amei ler, verdade, principalmente nos versos" ...Não ando/ Na corda/ Tão bamba/ Que estendes,..." com certeza só podemos confiar em nós mesmos!
    Abraços linda poetisa, usas muito bem a ambiguidade!

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  3. Olá, Ana
    ficou lindo..
    penso eu, às vezes, vivemos e buscamos o equilibrio que nos permite seguir em frente...por isso apesar de todas as dificuldades, problemas, desafios e várias armadilhas, o negócio é parar de cerrar, abrir a boca e destravar os dentes. Um sorriso ajuda a demonstrar que não estamos ,realmente, sentindo nada
    Boa tarde, Obrigado pelo carinho,belos dias, beijos!

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  4. Como atravessar um abismo de olhos vedados.
    Impetuosidade e coragem na travessia, o mergulho no vazio na procurada do eu.
    Aplausos Ana em seu voo ousado.
    Abraços

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