quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Eu Não Sou Nada




Eu não sou nada.
Ou mais um carro parado
Nesse imenso engarrafamento
Seguindo  o mesmo caminho.

Caminho onde eu não sou nada.

Alguns ocupam-se tanto
Com o brilho da lataria,
A gasolina aditivada,
E os frisos dos pneus.

Não sabem que não são nada.

E com ou sem GPS,
Ninguém sabe onde vai dar
O final dessa jornada.

Jornada onde eu não sou nada.

Talvez valha a pena a paisagem
Que passa pela janela
Ante meus olhos dormentes,
Se eu ao menos pudesse
Dar-me ao luxo inusitado
De um dia, contemplá-la...

Mas de fato, ela só passa,
Só passa pela janela
E fica em algum lugar
Esquecida nessa estrada.

Estrada onde eu não sou nada.





4 comentários:

  1. oi Ana

    A vida é uma grande estrada, onde a gente se perde, depois a gente se encontra.
    E segue em rumo ao desconhecido...

    bjokas =)

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  2. Só te deixo um beijo, ANA querida.
    Não tenho tempo para mais. Mil perdões.

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  3. Não somos nada na estrada da vida, embora muitos se preocupe apenas com a aparência.
    Bjux

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  4. Ana, podemos não ser nada, mas alguma razão temos de ainda na estrada estar.
    Apesar dos engarrafamentos, sem o luxo do momento, alguma missão temos a completar.
    Ana, você é uma questionadora, como boa professora, a quem quero parabenizar e agradecer por me permitir aqui estar. Minha gratidão, abraços carinhosos
    Maria Teresa

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