quinta-feira, 12 de junho de 2014

DESPEDIDA




Tudo o que cabe no olhar
Ensaia uma despedida.

Há folhas secas demais
Na relva da minha vida,

Varridas dos seus momentos,
Nascidas pra não ficar...

...

Tua pele é tão efêmera,
Fugaz é o teu olhar!

E cada toque, é de adeus,
Cada encontro cria estradas
Por onde te perderás...

Não existem permanências,
Somos criaturas sós...
Faz parte da nossa essência
Transformar laços em nós.



7 comentários:

  1. Ana, que beleza de poesia! Transformar laços em nós é bem comum nos relacionamentos! Bjs,

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  2. Amei isto: "Não existem permanências,
    Somos criaturas sós...
    Faz parte da nossa essência
    Transformar laços em nós."

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  3. Ana, em "nós cegos", dadas que somos a complicar o que é simples.
    Linda e cheia de ritmo e musicalidade a tua poesia. Lai,lai, lai ...
    Beijinhos

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  4. Seus poemas são sempre profundos, reflexivos e ao mesmo tempo muito leves. Eu gosto muito!
    Abraços e lindo fim de semana!

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  5. Reflexão e beleza aliados na medida certa.
    "há folhas secas demais
    na relva da minha vida"

    Abraço

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  6. Sensivelmente belo pleno de sabedoria e poesia, esta radiografia da vida num outono que finda ficou fantástica Ana.
    Belíssima construção/inspiração.
    Meu carinhoso abraço amiga.

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