DESPEDIDA




Tudo o que cabe no olhar
Ensaia uma despedida.

Há folhas secas demais
Na relva da minha vida,

Varridas dos seus momentos,
Nascidas pra não ficar...

...

Tua pele é tão efêmera,
Fugaz é o teu olhar!

E cada toque, é de adeus,
Cada encontro cria estradas
Por onde te perderás...

Não existem permanências,
Somos criaturas sós...
Faz parte da nossa essência
Transformar laços em nós.



Comentários

  1. Ana, que beleza de poesia! Transformar laços em nós é bem comum nos relacionamentos! Bjs,

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  2. Amei isto: "Não existem permanências,
    Somos criaturas sós...
    Faz parte da nossa essência
    Transformar laços em nós."

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  3. Ana, em "nós cegos", dadas que somos a complicar o que é simples.
    Linda e cheia de ritmo e musicalidade a tua poesia. Lai,lai, lai ...
    Beijinhos

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  4. Seus poemas são sempre profundos, reflexivos e ao mesmo tempo muito leves. Eu gosto muito!
    Abraços e lindo fim de semana!

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  5. Reflexão e beleza aliados na medida certa.
    "há folhas secas demais
    na relva da minha vida"

    Abraço

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  6. Sensivelmente belo pleno de sabedoria e poesia, esta radiografia da vida num outono que finda ficou fantástica Ana.
    Belíssima construção/inspiração.
    Meu carinhoso abraço amiga.

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