segunda-feira, 30 de junho de 2014

Cidade Fantasma




Portas fechadas,
E as fachadas
Descascadas
Que a ninguém mais atraiam.

Cidade fantasma,
Profuso desfile
De miasmas
Colados às barras
Das saias rasgadas
Dos fantoches.

Archotes sem fogo,
O jogo perdido,
A ânsia em reter
Qualquer olhar,
Mesmo que inimigo.

Caminhos doridos,
A lama na sola,
A busca sem freios
Por esmolas.

Cidade fantasma,
As garras do tempo
Rasgando os momentos,
Puindo os bordados
Desmanchando as tramas
E manchando os véus.

Cidade fantasma,
Caminhos do inferno,
Via dolorosa,
As trilhas e curvas
Querendo chegar
Ao céu.





6 comentários:

  1. Esta tua CIDADE FANTASMA é um maravilhoso poema !

    Se me permites dizer, adorei logo o início :
    Portas fechadas,
    E as fachadas
    Descascadas
    Que a ninguém mais atraiam.


    Fosse eu um pouquinho mais novo e pensaria num livro com poesias tuas e imagens minhas !

    Um beijo, querida Ana.

    ResponderExcluir
  2. oi Ana

    Cidade fantasma, deve ser triste esquecida por muitos, desvalorizada por outros.


    bjokas =)

    ResponderExcluir
  3. Ana,seu traço é forte e a poesia ficou maravilhosa! Bjs e boa semana,

    ResponderExcluir
  4. Triste , temos cidades fantasmas ainda hoje , de vivos que
    estão mortos.
    bjs
    e boa semana.
    http://eueminhasplantinhas.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  5. Ana, e quantas cidades fantasmas vão se erguendo dentro de nós... passados que não mais trazem brilhos e felicidades, mas mesmo assim vamos alimentando até chegar a algum lugar...
    Lindo de se ler.
    www.euflordealfazema.com

    ResponderExcluir

Obrigada pela sua presença! Por favor, gostaria de ver seu comentário.

É QUE ÀS VEZES, O ADEUS PESA...

Não, não pude olhar para trás,  Atravessar aquela rua, Ir ao pé da tua janela E me despedir. Não, eu  não pude hes...