domingo, 2 de agosto de 2015

UMIDADE




Rolam sobre a pedra
As gotas de chuva,
Tecendo macias estradas
De veludo verde.

A folha goteja
A vida,
Entregando à terra
Sua esperança.

Barulho de água
Na mata fechada
Ecoa mensagens
De lagos de luz.

A nascente abre
Seu ventre entre as folhas
Parindo umidade.

As gotas de chuva
Na teia de aranha
Parecem minúsculas
Uvas de vidro.

Eu peço que chova
Sobre as cabeceiras
Onde sonham as nascentes
E os rios.







8 comentários:

  1. Lindo,Ana e tomara as chuvas caiam onde precisam cair! bjs, chica

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  2. Ana, é belo observar a chuva, principalmente quando se tem um jardim. A foto está linda! Água é vida, e seus versos, sempre encantados. Bjs.

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  3. Boa noite, Ana, precisamos pedir chuva, para que não nos falte a água.
    Que seja serena e abundante, onde mais há secura.
    Que seus versos ecoem aos céus...
    Obrigada, abraços carinhosos
    Maria Teresa

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  4. Minha linda que espetáculo de poema, nossa delicado, belo e tema muito atual, para béns bjos Luconi

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  5. Respostas
    1. Olá, meninas.
      99,9% das fotos deste blog são minhas sim. Nos outros blogs, uso também imagens que encontro no Google.

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REFLEXÃO

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