segunda-feira, 17 de outubro de 2016

É MEU









É meu - tem meu cheiro, minha letra,
Meu estilo, minha escolha,
Minhas cores, meus olhares
-E eu sou possessiva.

Piso firme 
calcando os calcanhares
Nesse solo que conheço,
E que me pertence,
-E é meu.

Danço sobre as linhas virtuais e inexatas
Quase me arriscando a cair num abismo
Sem começo ou fim
De bits, megas, terabites,
Entre blogs e sites.

São minhas - e me pertencem totalmente
As palavras que aqui deito, e que deixo
À míngua, para morrer
Ou quem sabe, viver.

E se viverem,
É porque, na verdade,
Não mais me pertencem,
Mas a quem as escolher.





10 comentários:

  1. Onde está "começou", não será começo, Ana ?

    Adorei mesmo !

    Um beijo amigo.

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  2. Sim, adorável poetisa Ana Bailune, são somente suas as digitais de suas letras pensantes que a todos fascinam e parabenizo-lhe por mais essa sublime criatividade. Um abraço com a ternura e a admiração de sempre.

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  3. Hoje nos debatemos, ou quase todos, na diferenciação do real e do virtual. rs

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  4. Todo o total direito à titularidade!
    É seu , sim, mas compartilhe!
    Beijo

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  5. Muito bem! Gosto desse "É MEU". Não um egoísmo material, mas um doce egoísmo, um EU forte falando. Parabéns.

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  6. É realmente teu, o estilo, Ana, por mais que se espalhem, por mais que se propaguem, por mais que se apossem, nunca morrerão à míngua, por já terem vida!
    Felizes dias, abraços carinhosos
    Maria Teresa

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  7. OI ANA!
    PALAVRAS TEM VIDA PRÓPRIA E APÓS SEREM LANÇADAS, DEIXAM DE NOS PERTENCER E TU COMO ESCRITORA QUE ÉS, SABE BEM DISSO.
    ABRÇS

    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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