terça-feira, 7 de abril de 2015

A Culpa Nunca é Minha




Observo muito algumas coisas que vem acontecendo em redes sociais. Uma delas, é a mania que algumas pessoas tem  de sempre tentar encontrar um bode expiatório para as mazelas do mundo. A culpa nunca é nossa, é da Globo, é dos políticos, é dos Estados Unidos. Alguém tem que dar um jeito. Mas não nós. Não somos pagos para isso. Eles que são, que resolvam tudo, e que assumam todas as culpas.

Vejo também muita intolerância. As pessoas tem publicado ou compartilhado coisas horríveis sem nem sequer tomarem cinco minutinhos do seu tempo a fim de verificar a  veracidade do que partilham; dia desses vejo um post afirmando, como se fosse um artigo retirado de um site de notícias, que um deputado famoso estava tentado aprovar não apenas o aborto, mas a licença maternidade para as mulheres  praticantes. Fui ao link, e ao olhar o site por alguns minutos, achei-o estranho; pesquisei no Google durante dois minutos apenas e descobri que o 'jornalista' do tal site não existe. Trata-se de um espaço fake cuja especialidade é difamar pessoas famosas como se estivesse escrevendo textos de humor sobre elas, mas dando um tom de seriedade às notícias para que as pessoas mais ingênuas acreditem e espalhem as fofocas. E nem mesmo após eu ter comentado sobre a inveracidade da notícia, a pessoa que a postou a apagou. Ficou lá, e o político em questão foi submetido ao ódio e às pragas rogadas por todos que não gostam dele.

A Rede Globo de televisão é outro alvo: ela é "culpada" de incentivar o homossexualismo, como se o homossexualismo fosse algum tipo de doença transmissível por satélite. "A culpa é da Rede Globo! Não assistam! Vamos boicotar!"  Ora, se existe ou não exagero naquilo que é mostrado, a solução é uma só: mudar de canal, se não estiver gostando!  A mim não incomoda. Existem coisas que não podem ser mais ignoradas ou encobertas, pois fazem parte do dia-a-dia de todos. Quem não gosta, que ao menos respeite. 

As fábricas de vídeo games e brinquedos tornaram-se as responsáveis pelo aumento da violência; se a criança tem um revólver de plástico, isto significa que ela crescerá e se tornará um bandido. Antigamente, todos os meninos brincavam com armas de plástico e espadas de mentirinha, e a violência nem chegava aos pés do que é hoje. Porém, antigamente os pais eram mais severos. Eles sabiam dar limites aos filhos e mostrar o que era certo e o que era errado. Hoje, se um dos pais for pego dando uma palmada em um filho, poderá perder a guarda deste ou até mesmo ser preso!

 Não há mais revólveres de plástico; as armas hoje são verdadeiras. Às vezes elas projetam balas, e noutras, palavras.



9 comentários:

  1. Amiga Ana, ótima exposição aqui sobre um assunto que nem todos querem abordar, concordo contigo, as inverdades, as culpas sempre sendo do outro, as críticas destrutivas, enfim, muita intolerância!
    Não curto quase nada que é colocado nos espaço sociais a respeito de política, religiões ou quaisquer coisas que implicam análises bem detalhadas, pois é mesmo assim, sem nenhum critério muitos difamam e esquecem depois de se retratarem quando aparecem as verdades, que pena que é assim!
    Os filhos precisam de educação, mas o básico compete aos pais e responsáveis, portanto as escolas e os professores só precisam ensinarem, é o que penso.
    Amei ler aqui como sempre, essa troca de conhecimento é muito boa!
    Abraços linda amiga!

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  2. Ana, como desde muito novo me habituei a que digam, a culpa ser sempre alheia. De modo que, o que me soa mal, nunca veiculo. Em determinada época, em serviços de coordenação sempre agi assim: se a culpa era de ninguém, tudo bem, estando em causa o bom nome da empresa, a minha missão a de procurar ´pôr tudo bem, depois se apurariam responsabilidades.
    Na mesma altura li vários artigos comerciais que Fernando Pessoa, escreveu a certo ponto, um dizia assim: "não há empregados maus, há é empresas que têm empregados maus". Sendo assim, achei as minhas atitudes acertadas.
    Nota: a empresa, era de um grupo do Rio de Janeiro.
    Beijos

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  3. Olá! Há um afã por números nas redes sociais né, aí muitos acabam usando de tudo por esse números! Falta qualidade também, não nos textos, mas na verdade, na sinceridade! abraços

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  4. Gostei de tudo o que hoje escreveste, Ana.
    Vou só referir um situação:
    Quando os meus filhos eram crianças e brincavam com essas armas de plástico, sempre lhes disse que uma arma, mesmo de plástico, jamais seria apontada a ninguém-
    E, agora, com os netos , a mensagem ainda se mantém.

    Um beijo amigo.

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  5. Ana, quando se quer ocultar a verdade, a pessoa agride a outra
    culpando-a e espalhando boatos, para que seja desmoralizada e
    discriminada. Assim, quando a verdade aparece, por conta do
    preconceito, ninguém dá atenção à pessoa, que já foi prejudicada.
    Agora, com as redes sociais, isso virou febre. Lançam comentários
    e instigam ao boicote à emissora, quem não gosta dos programas,
    como você bem diz, muda de canal. Existem tantas coisas urgentes
    para nos preocuparmos e, estão desviando nossa atenção para
    temas que a Globo, tem mostrado e que são nossa realidade, não
    adianta mais querer esconder o mundo debaixo do tapete. É real,
    temos que encarar e procurar melhorar nossa conduta preconceituosa.
    Não gosto muito de falar sobre isso Ana, eu sinto na pele a discriminação,
    por conta do preconceito sobre minha pessoa, todos me tratam
    como se eu fosse um ser repugnante. Assim é com 1 indivíduo,
    com uma empresa e até com um governo, onde tudo é manipulado,
    para atender a interesses escusos.
    Não são mais esguichos d'água, agora as balas são certeiras.
    Agradeço, abraços carinhosos
    Maria Teresa

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  6. Ana o que faço diante de tal crônica? Levantar e aplaudir é pouco, se cada um tentasse melhorar ou pelo menos agir de forma correta com o mundo a sua volta, o mundo a que pertence, com certeza não haveria tanta violência, tanta maldade e desumanidade, mas o que fazer? As redes sociais infelizmente servem para tudo, não é uma socialização sadia, quanta lavação de roupa suja entre pessoas já não vi? Sem contar com notícias sensacionalistas e mentirosas, você está certíssima, parabéns mesmo, bjos Luconi

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  7. O ser humano sempre tem a tendencia de jogar a culpa no outro.
    Infelizmente!!

    bjokas =)

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  8. Éa forma que encontramos para seguir, sendo "honestos, guerreiros e politicamente corretos", Nossa função é apenas escolher e disseminar o que nos é ofertado.

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  9. Excelente planteo Ana, lo mejore es saber elegir que queremos leer y compartir para no fomentar la violencia y la intolerancia.
    Muchas gracias por tu encantadora vista, me llevo tu enlace si no te molesta.
    Cariños.

    Bajo la Lupa

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