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Mostrando postagens de Dezembro, 2014

Feliz Ano Novo!

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Olá, amigos blogueiros e não blogueiros!

Muito obrigada pela interação em 2014 - um ano que, para mim, foi de muito trabalho e poucas visitas aos outros blogs. Não pude visitar e comentar tanto quanto eu desejaria, e peço desculpas. Minha conexão de internet não ajudou muito, parece que alguns blogs são mais 'pesados' e demoram a abrir, e a conexão caía toda hora.
Deixo aqui o meu muito obrigada e os meus sinceros votos de um 2015 maravilhoso, com muita saúde e paz para todos. 
Ando com dificuldades técnicas para postar - o problema do servidor foi resolvido, mas surgiu um outro: minha antena repetidora de sinal queimou - mas tentarei consertar tudo e voltar a postar normalmente no ano que vem. Agora estou postando de um laptop velhinho. Ainda bem que ele existe...
Bem, que 2015 nos traga muita paz, saúde, amor e conexões de internet perfeitas, com antenas repetidoras de sinal perfeitas também.






REFLEXÕES

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Que aquilo que eu sou em público seja um retrato fiel daquilo que eu sou quando ninguém estiver olhando. Que as minhas palavras exalem o real perfume - ou o real fedor - daquilo que eu realmente sinto e expresso. Que eu não pregue aos outros comportamentos que eu mesma não tenha.
Deus, livrai-me da hipocrisia - Principalmente, da minha!
Que eu tente aprender através de todas as coisas que a vida me apresentar, sejam elas boas ou ruins. Que eu me lembre sempre de ter compaixão, até mesmo daquelas pessoas com quem eu não me harmonizo, de modo a jamais zombar do sofrimento de quem quer quer que seja, ou de alegrar-me com ele.
Deus, livrai-me do fingimento - principalmente, do meu!
Que eu não veja, por trás dos muros e dos rostos, um inimigo em potencial, pronto a atacar-me. Que eu não procure por fantasmas por trás das palavras que me disserem ou que eu suponha que foram a mim dirigidas. Que eu saiba reconhecer os meus erros e admiti-los, ao invés de procurar por bodes expiatórios e cul…

Colheita

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“Tentaram nos enterrar, mas não sabiam que éramos sementes” – provérbio mexicano
Colheita
Arranca-me do solo, Isola-me, Rasga as minhas folhas Com força, Joga-me no chão, E pisa-me, Cubra-me de terra E colha-me!


EXPRESSÃO

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EXPRESSÃO

Bom dia a todos os meus seguidores, amigos e curiosos! 
Gostaria de comunicar-lhes a mudança em meu blog mais antigo, o ex- Liberdade de Expressão, que a partir de hoje passa a chamar-se apenas Expressão.
A mudança foi feita porque o nome de meu blog consta nas páginas de um certo site, na grande maioria das postagens feitas por uma "escritora", e até mesmo em seu perfil ela fez questão de incluí-lo, e eu não gosto desta obsessiva associação, mesmo que covardemente velada.
Peço desculpas a quem prefere o nome antigo - confesso que eu mesma o prefiro - mas achei a mudança necessária.
Obrigada!

Ser?...

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Ilusão do ser: Primeira, Segunda ou terceira, Vamos todos morrer. Viver é atitude, O rosto da vida Não ilude, Não há maquiagem Ao que se tenta esconder. A vida é óbvia, Mostra a prova Da luta ferrenha  De quem finge ser. E é assim, quando alguém Não se sente, Não se aceita, Não se acha, Não se vê...



Nada a Dizer

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O que dizer De quem nada diz?
Briga com a dor Translúcida do ser.
É preciso ser forte, Não esmorecer.
O tamanho do corte Faz sangrar palavras,
O coração em trevas Rasga o norte.
Triste nada a dizer!...



Tortuoso Caminho

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Deixei meus passos lá fora. Aqui, apenas as asas.
Agora é tarde, As feras apontam na colina, Suas formas desenhadas no horizonte. -Onde os meus passos? Serão salvos? É preciso amanhecer!
O tortuoso caminho Gastou-me as solas dos pés, Mas deu-me a estrada Por onde sigo Sem nunca mais me perder.


Hermeticamente Fechada

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Hermeticamente Fechada Cadeados na fachada, Desbotadas paredes Janelas trancadas, Hermeticamente fechadas.
A alma embolorada, Mostra o oposto do que sente, Sente o oposto do que mostra,
Sofre as dores dos artelhos. Leva uma vida indisposta, Perde-se  Na sala dos espelhos.



Ilusão

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As cores do arco-íris São feitas de sol e de chuva. Na verdade, Elas nem existem. Mas há um pote de ouro No final, Onde descansa a ilusão.





CIRCO

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Os palhaços cansados, Ultrapassados, Os cetins desbotados das golas Procuram risos como esmolas.
Leões enjaulados Envelhecidos e famintos Expostos a um público frio Que os molestam com seus risos.
A bailarina dança A mesma velha coreografia, Enquanto o malabarista Deixa tombarem os pratos.
E no último ato, A tentativa em desespero Pelos aplausos...



ADAPTAÇÃO

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Primeiro, você só se cala, Guarda o medo na garganta; E então você se dobra, Tentando caber no espaço Que lhe foi determinado. Ignora a dor nas costas, A vontade de correr, E aquele “não” que te chega, Você cisma em não dizer Por medo de não ser aceito, Por medo de não pertencer!
Depois, você não escuta, Ou finge não entender As indiretas agudas Que te lançam por prazer. E cala mais fundo a palavra, Lavra a alma, mas não colhe O suposto amor plantado, Pois aquele que semeou Usou sementes já secas, Quebrou os dentes do arado.
Então, você já nem chora, Pois já está acostumado A comer só as migalhas Daquilo que for partilhado. Fecha os olhos e os ouvidos, Cala a dor e aprende a ser Dissimulado, fingido, Acreditando que assim É fácil sobreviver.
Mas quem sabe, um dia, acorda, Sacode o pó da mentira, Se estica, se desentorta, Suportando a dor nos ossos Que há muito tempo, são tortos?...
Respira um ar renovado, Abra os olhos, solta o verbo! Desfaz os nós do passado E chega à beira do abism…

O Gato

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Caminha o gato sobre o muro, A cauda erguida pra o céu Lá onde brilha a lua cheia.
Um uivo o assusta de repente, E ele estica o corpo, a pele, Salta bem alto sobre a estrela.
E lá de cima, ele percebe Os outros gatos que caminham Por sobre o muro, sobre a sebe.
As patas sangram nos espinhos, E eles disputam as cabeças Dos peixes já apodrecidos.
O gato pula sobre a nuvem, E fecha os olhos, tão tranquilo, Esquece a fome dos sentidos.
Não tem mais medos ou desejos, Os uivos tão assustadores Lá não lhe alcançam; ele está leve.

A VIDA DO LADO DE DENTRO

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A Vida do lado de dentro 
 Poema escrito por um jovem prisioneiro anônimo.

Ele diz  seu número Ao  entrar  pela porta Em suas largas roupas de cor laranja e cinza; Não sente mais estranheza.
Ele não quer estar aqui, Ele fecha os olhos e se lembra.
Luzes borradas passam pela van da prisão. De pé no pequeno espaço branco, Ele olha para a escuridão negra lá fora. Na janela, ele pode ver sua própria face.
Ele não quer estar aqui, Ele fecha os olhos e se lembra
Ele está no banco dos réus, indiferente, Enquanto o juiz o sentencia a três anos Fora de seu campo de visão, sua mãe De pé, seus olhos transbordando De lágrimas dolorosas.
Ele não quer estar aqui, Ele fecha os olhos e se lembra
“Você vai se mudar?” Ele pergunta, Imaginando como ele poderá escolher Enquanto eles anunciam o divórcio. Qual deles, ou ambos, ele vai perder?
Ele não quer estar aqui, Ele fecha os olhos e se lembra...
Nenhuma preocupação no mundo, Ele encontra amigos para ir pescar Dirige-se ao mar em um barco Apenas as on…

Eu Fui Lá Fora e Achei a Poesia

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E naquela manhã tão fria, Eu fui lá fora e achei a poesia A brincar nas asas de uma libélula, Pousada no muro, entre as heras, Pendendo do bico de um pássaro, Caída em gota de orvalho sobre a pétala.
Tentei retê-la, mas bastou piscar, E ela se foi através da manhã Assim que pensei no que tinha que ser feito, Na praticidade da vida, o afã...
Ao final da tarde, cheguei à janela; -E lá estava ela, Navegando nas formas das nuvens, Caindo no mesmo vento das folhas secas, Sussurrando no barulho do rio, Um mergulho espontâneo na vida!
Eu fui lá fora, e achei a poesia, E calada, Fechei os olhos para não perdê-la...









Freud Explica?...

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"Nenhum ser humano é capaz de esconder um segredo. Se a boca se cala, falam as pontas dos dedos." - Sigmund Freud
Todos temos segredos. Alguns permanecem conosco até a morte, mas existem alguns segredos que nem sequer sabemos que temos, e muitas vezes, passamos a vida toda sem sabê-lo. Porém, estes segredos são visíveis aos outros que conosco se relacionam, e os percebem. Estes segredos gritam verdades sobre nós através das nossas imperfeições.
Penso ser essencial tentarmos conhecer algumas delas (não acho possível conhecer a todas, pois acho que ninguém está pronto para admití-las completamente), e eu confesso que emprego boa parte de meu tempo nesta busca por mim mesma, por quem eu sou e o que me leva pelos caminhos que eu percorro. E sei também que seria bem mais difícil conhecê-las se eu não admitisse, para mim mesma, que estas imperfeições existem.
Quando apontamos os outros frequentemente a fim de justificarmos o que acontece de ruim conosco, estamos perdendo a oportun…

Que eu Não Leve

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Que a mentira não esteja gravada em minha lápide, Que não seja de ódio a minha última palavra, E mesmo que eu resvale entre as dores da morte, Que eu possa lavar, no silêncio, meus cortes.
Que eu não deixe, trancados, os vãos das minhas portas, Que eu não leve comigo as correntes que prendem As palavras malditas às palavras caladas, Que eu não saia daqui sem saber que sou nada.
Que a minha partida seja assim percebida: Como algo casual, como algo da vida, Que não haja mais dramas do que o necessário; Quando é vera a saudade, em silêncio ela fica.
Que me seja poupada a vergonha de ter Nas minhas últimas páginas, deixado escorrer Só o ódio, o veneno, a mentira e o fel, Pois que é necessário ter honra ao morrer.
Sei que ser esquecido é o destino de todos, Mesmo assim, eu não quero apodrecer em vida, Que eu não deixe aqui qualquer mal entendido, Que eu só me decomponha após ter morrido.





Trocas

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Para sentir que fazes sentido, Trocas os títulos dos mesmos livros, E as leituras, um simulacro, Páginas gastas ao ser viradas Por dedos sujos do mesmo visco.
Por mais que andes, por mais que sigas Pelas estradas já tracejadas, Sofregamente, a buscar meus passos, Te enforcas sempre, tropegamente Nas mesmas cordas, nos mesmos laços...
E nada muda; não compreendes? Estou além de teus braços curtos, Teus dedos curtos, e o entendimento Sempre tão curto, da tua mente E da comprida língua, tão rente!...
Lambes as patas, trincas os dentes, Urinas sempre nas mesmas moitas Afoita segues, tão delirante Com a mesma dor, e a mesma febre De quem há muito já nem mais coita!
Na noite fria do teu poente, Singras um céu que não te recebe, Vives na ânsia de um ouro amargo, Os pés pisando esse mesmo solo Na escassez dessa mesma plebe!
Não sou pra ti; não te desconcertes Supondo ver o que nunca viste, Compreender o que não alcanças, A repetir, sempre a mesma dança De pés cansados, ritmo inerte!
Vou por …