segunda-feira, 27 de março de 2017

Vazio









Havia uma estrada, e ao final desta, um penhasco
Onde as pessoas perdidas se sentavam
Para olhar o mar.
O marulhar das ondas trazia à praia, lá em baixo,
Cenas que que eles queriam recordar.

Mas elas traziam, e levavam de volta
Para as profundezas, o que estava consumado.
E eles dormentes, no alto do penhasco,
Buscando  ilusões no que fora encerrado.

Enquanto isso, as águias passavam,
E as gaivotas gritavam, lá no alto...
O sol percorria sua viagem diária
De nascer e morrer no mesmo acaso.


















6 comentários:

  1. Boa Tarde, querida Ana!
    Um enlevo para o espírito que descansa no início da tardezinha...
    Bjm muito fraterno

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  2. Às vezes insistimos em recordar o bom do passado. Belo e profundo poema.

    Abraços,

    Furtado

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  3. Olá Ana

    Quantas dessas pessoas não saltam, do penhasco, para o vazio, em um profundo mergulho? Conseguirão vir à tona ou vivem por longos tempos nas profundezas das recordações, do esquecimento?

    A tua poesia me fez viajar...

    Abraços e excelente semana



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  4. Que lindo poetar amiga Ana, a paisagem é linda, o penhasco é sedutor, um perigo para quem não está de bem com a vida!
    Amei ler aqui, abraços apertados!

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  5. A maresia volatizava as lembranças rebuscadas das pessoas olhando o mar, e a querida poetisa define esse vazio nostálgico com lirismo de sublime encanto. Meus aplausos, Ana Bailune.

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  6. Um poema que traz uma bela imagem onde a recordação é o seu ponto central. É bom viver o presente, mas às vezes buscar no passado doces recordações é muito bom.
    Um abraço. Élys.

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Em Casa

Sinto prazer em estar em casa... gosto de cuidar de tudo, andar pelo jardim, aproveitar o sol. Gosto de ir lá para fora olhar...