sexta-feira, 3 de março de 2017

Cópia







A mente
Mentia,
Era uma cornucópia
Profunda,
Vazia.

Palavra cortada,
Folha rasgada
Pensamento
Que não refletia.

Memória estagnada,
A rosa roubada
Que não tinha
Perfume
Nem lume.

Heresia,
Apenas mania
Seu queixume.

Mirarava-se em vidro
Que não refletia,
Espelho sem aço,
Partiu-se em estilhaço
Ao fim do dia.

Não sei se foi pena;
O absurdo comove
E as coisas se movem
No fundo do fosso,

Na lama do esgôto
Que sempre surgia
Ao abrir da sua boca
Que nada dizia.

Queria ter fome,
Porém - curioso!
Matara o apetite
Que a satisfazia.

Ninguém teve culpa,
A não ser a boca
Que um dia, cuspiu
A tal profecia.






2 comentários:

  1. Ana, você escreve como quem canta, como quem pinta - por isso tua escrita seduz!

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  2. Uma cópia nunca reflete a realidade, e tende a se
    extinguir.
    Um abraço.
    Élys.

    ResponderExcluir

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