sexta-feira, 4 de setembro de 2015

IRONIA




À beira do mar, uma estrela branca,
Que se apagou, e tristemente, sangra,
Jaz, entre o descaso e a desesperança,
Bem longe do céu que tentou alcançar.

E enquanto isso, mil estrelas negras
Que jamais ousaram voo tão longínquo,
Morrem sem piedade, sobre um solo seco
Sem que ninguém venha, por elas, chorar...





Imagens: Google da vida





4 comentários:

  1. Que força tem o teu poema, ANA !
    Realço esta parte :
    "
    E enquanto isso, mil estrelas negras
    Que jamais ousaram voo tão longínquo,
    Morrem sem piedade, sobre um solo seco
    Sem que ninguém venha, por elas, chorar..."

    Um beijo e bom fim de semana.

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  2. Até parece que é um chão maldito, esquecido do mundo, que não se emociona com uma realidade, que atravessa décadas de um sofrer sem fim aos olhos dos abutres também famintos daqueles corpos esqueléticos.Belo grito e puxão de orelhas para as mentes adormecidas.
    Bom ler suas forte e belas palavras Ana.
    Meu carinho no abraço.
    Bju

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