IRONIA




À beira do mar, uma estrela branca,
Que se apagou, e tristemente, sangra,
Jaz, entre o descaso e a desesperança,
Bem longe do céu que tentou alcançar.

E enquanto isso, mil estrelas negras
Que jamais ousaram voo tão longínquo,
Morrem sem piedade, sobre um solo seco
Sem que ninguém venha, por elas, chorar...





Imagens: Google da vida





Comentários

  1. Que força tem o teu poema, ANA !
    Realço esta parte :
    "
    E enquanto isso, mil estrelas negras
    Que jamais ousaram voo tão longínquo,
    Morrem sem piedade, sobre um solo seco
    Sem que ninguém venha, por elas, chorar..."

    Um beijo e bom fim de semana.

    ResponderExcluir
  2. Até parece que é um chão maldito, esquecido do mundo, que não se emociona com uma realidade, que atravessa décadas de um sofrer sem fim aos olhos dos abutres também famintos daqueles corpos esqueléticos.Belo grito e puxão de orelhas para as mentes adormecidas.
    Bom ler suas forte e belas palavras Ana.
    Meu carinho no abraço.
    Bju

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigada pela sua presença! Por favor, gostaria de ver seu comentário.

Postagens mais visitadas deste blog

Doce de Abóbora

VIDA

Sentidos