Sentidos








Eu acho que o amor
É uma briga de sentidos:
Cheiros, sabores, cores, sons
Ecoando em vários tons
Na ansiedade de um par de ouvidos.

Uns pensam que amor é só sentimento,
Volátil, feliz ou sofrível,
Um sentir que ninguém explica
Porque não cabe em ‘sim’ ou ‘não.’
Mas eu acho que amor é carne, alma e sangue,
Um pouco abaixo da loucura
Que se situa na paixão.

Depois, o fogo abranda, e ficam
Entre os gritos, silêncios e meiguices,
As brasas quentes e vermelhas
As mesmas que nos aquecerão
(Meias de lã não bastarão)
Nas noites frias da velhice.





Comentários

  1. Gostei muito de seu poema, Ana. Belíssimos versos cantando a metamorfose da paixão, que mais tarde encontra no amor a paz das tardes suaves do outono, com suas brisas mornas. Abraços.
    Pedro.

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  2. Amor é fogo que não se apaga, só se alimenta quando as almas entram em combustão.

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  3. Doces sentidos, Ana, assim é o amor em seu lindo poema! Amor é isso mesmo: carne, alma e sangue...
    Amei, lindo!
    Excelente domingo, abraços carinhosos
    Maria Teresa

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  4. Boa Tarde, querida Ana!
    Fenomenal! Não bastam mesmo!
    Que a cumplicidade seja uma constante na vida dos casais!
    Bjm muito fraterno

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