domingo, 8 de novembro de 2015

NO DIA SEGUINTE...





A noite foi longa e muito escura,
E os fantasmas passeavam,
Arrastando suas correntes longas e pesadas
Pela madrugada,
fazendo sangrarem as lembranças
Das feridas que eu já pensava
Cicatrizadas.

A noite foi tão dolorida,
A vida gritando entre as batidas
Das horas que, cruelmente,
A engolia...
Foi uma noite longa, longa,
Que deixou a alma cheia de sombras.

Mas no dia seguinte,
O sol surgiu, como sempre,
Os pássaros cantaram sobre os galhos,
A neblina dissipou-se com o avanço da manhã,

E os carros passaram,
Os trabalhadores começaram seu dia
Com sons de marteladas
E risos que soavam entre os serrotes
Que cortavam, em pedaços, a faina do dia.

A noite, de repente, pareceu-me distante...






8 comentários:

  1. Ela fica, realmente, distante, quando o dia chama nosso olhar para outras coisas. Lindo, Ana!

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  2. Boa noite, Ana.
    Bem linda a poesia. Nada há de perdurar por muito tempo, tudo realmente passa, absolutamente!
    Ainda bem que quando o dia amanhece podemos sorrir novamente após uma noite longa de aflição.
    Tenha uma semana de paz!
    Beijos na alma!


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  3. Ainda bem que a noite foi esquecida, Ana.
    Por vezes, convém não apagar a luz...

    Um beijo.

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  4. Olá Ana,

    A luz da alvorada é lenitivo para noites assombradas. Nas madrugadas, os fantasmas costumam despertar memórias menos felizes ou aumentar a intensidade das dores da alma, o que alonga as noites, que parecem intermináveis. Contudo, o novo dia é sempre regenerador.

    Lindo!!!

    Beijo.

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  5. A nossa grande esperança é que, sempre há um novo alvorecer!
    Lindo, Ana!
    Obrigada, abraços carinhosos
    Maria Teresa

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