quinta-feira, 12 de novembro de 2015

A PRAGA




É preciso ter cuidado,
E prestar muita atenção,
Pois às vezes, tua fome
Não é de um pedaço de pão...
A tristeza que corrói
Não é só pela lembrança,
E o que aperta no teu dedo
É bem mais do que a aliança...

É preciso estar ciente,
E acreditar na sorte,
Pois nem sempre, é um sorriso
Que te salva ou te resgata,
E aquilo que te míngua 
Te arrastando para a morte,
É bem mais do que a angústia,
Não é a doença, é a praga!

É preciso enxergar longe,
Para frente e para trás,
Pois aquilo que se foi,
Não retornará jamais!
E  a culpa que te corta,
Não é faca, nem saudade,
Mas os olhos que te olham,
Suprassumo da maldade!







4 comentários:

  1. Desta praga eu me livrei e também busco enxergar longe, para frente e para trás. O passado como referencial para o certo e o errado, o erro e o acerto. O futuro a ser vivido da melhor forma possível.

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  2. A praga gruda feito sarna, que se manifesta no corpo, mesmo rompendo a aliança, seus efeitos ainda perduram por muito tempo.
    Da maldade desses olhos, queremos muita distância...
    Dessa longa experiência, aprendemos que vivemos muito melhor só, do que mal acompanhado!
    Abraços carinhosos
    Maria Teresa

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  3. Putz... parecia que eu estava lendo Fernando Pessoa ou seus heterônimos.
    Semelhanças não são coincidências.
    Você arrasa, amiga!
    Bacio

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  4. Essa é uma praga silenciosa e muito perigosa. Um show de poema. Bjs.

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