Hoje foi um lindo dia, de céu completamente azul e brisa fresca soprando. Chegou mais um outono, e parece que o calor abafado foi-se embora de vez... agora, a preparação para os dias curtos e as noites longas de inverno, os agasalhos sendo postos ao sol para estarem prontos novamente na hora de serem usados... as janelas da casa sendo fechadas mais cedo... coisas sendo guardadas...
Uma preparação espiritual para mais um inverno, que para mim, é a estação da reflexão. As cores do verão serão guardadas em uma caixa, substituidas pelas do outono , que estão entre tons de bege, dourado e marrom. Acordar pela manhã e ao sair da cama, sentir aquele leve arrepio de frio, descer pela casa ainda na penumbra do dia com preguiça de amanhecer e constatar que no outono, as coisas levam mais tempo para acordar.
Sentar-se ao sol sem o incômodo de suar. Deixar-se ser aquecido por um calor gostoso, que não incomoda, mas apenas aconchega. Andar pela rua com mais desenvoltura, sentindo-se mais leve e mais ligeiro, mas mesmo assim, desejando ir mais devagar a fim de apreciar as cores mais vivas do céu.
Neste momento, o sol se põe aqui em meu jardim, e os bem-te-vis, voltando de sua viagem de veraneio, recomeçam a cantar. Também estão voltando as saíras coloridas, e os sabiás, colibris e saguis. No alto verão, eles se protegem do calor permanecendo mais tempo dentro do coração da mata, mas no outono, eles vem brincar nas árvores o dia todo.
Adoro fotografar! Não entendo nada de fotografias. Não conheço os jargões usados pelos fotógrafos, e os que conheço, não sei o que significam. Mas li uma coisa em um anúncio que vendia uma câmera ,com o qual eu concordo: a fotografia não depende apenas do tipo de câmera que se usa. Com um simples celular, eu acabo conseguindo alguns efeitos interessantes...
Esta foto do arco-íris foi feita em minha casa. Eu estava varrendo o quintal, quando, ao colocar a pá de lixo para apanhar algumas folhas secas, notei que a luz do sol entrava por entre as folhas de uma árvore, causando este efeito.
Esta foto foi batida em Búzios, na Praia de Geribá. Tentei aproveitar as cores dos guarda-sóis e a alegria das pessoas, a fim de registrar um dia na praia. Editei a foto no Picassa.
Eu quis captar as várias nuances do mar. Coloquei mais contraste para ressaltar as cores. Ao mesmo tempo, suavizei a imagem para dar a impressão de algo pacífico.
Adoro fotografar flores. Principalmente as hortênsias, que sempre ficam lindas, até mesmo quando secas. Estas estavam bem frescas, e avivei as cores escurecendo o fundo.
Quis dar um ar tristonho à paisagem, mas ao mesmo tempo, dramaticidade. Escureci os barcos e adicionei brilho fosco.
Um pouquinho de neon verde para dar um ar surreal...
Arranjo de mesa em uma festa de casamento. Aproveitei as cores das flores e a iluminação artificial por cima.
Destaque à beleza desta rosa... no fundo do meu quintal.
Tentei dar um ar 'antigo' à teia da aranha...
Sépia no laguinho de peixes da casa de minha irmã.
Nem respirei, para que a formiga saísse perfeita! Consegui...
Uma imagem curiosa na Praia de Canoa Quebrada. Quis captar a doçura do burrinho.
Enfim, qualquer um pode fotografar. Basta olhar tudo atentamente...
Alguma coisa me fez sair da cozinha, onde eu preparava o jantar, e ir até a varanda, na frente da casa. Não havia motivo algum para que eu largasse minhas panelas e fosse até lá, mas apenas senti a urgência de fazê-lo, e fui. Minha cadela Latifa dormia sobre o capacho da porta. A alguns centímetros de suas patas traseiras, estava esta cobra.
Não sei se é venenosa ou não. Nada entendo de cobras. Mas com muita calma, chamei Latifa para vir comigo até a cozinha, a fim de que ela não visse o animal, temendo que tentasse mordê-la e ela acabasse sendo picada. Depois, pedi ao meu marido que fosse lá fora para ver o que faria com ela.
Aqui em casa, nós não matamos cobras. Cuidadosamente, nós a levamos para um local onde ela não poderá picar pessoas, e onde as pessoas não poderão fazer-lhe mal algum.
Meu marido conseguiu colocá-la em um saco plástico, e saiu com ela portão afora, colocando-a em um local seguro.
Mas não sem antes ficarmos algum tempo admirando a beleza do animal. Ela parecia assustada com a nossa presença, e permaneceu imóvel. Parecia que tinha muito medo de nós. O que mais nos espantou, foi este formato de coração que o corpo dela sugeria.
Se até mesmo uma cobra pode sugerir amor, por que não os humanos?
Gostaria de agradecer imensamente a todos os que se manifestaram no site a meu favor. Muito obrigada, eu jamais poderia imaginar que tantas pessoas gostassem de mim, sendo eu uma pessoa tão franca e difícil... hehehehehe... reconheço meus muitos defeitos, sei que eu às vezes carrego um pouco nas cores quando se trata de defender as coisas nas quais eu acredito. Mas existe um motivo para tudo o que eu faço.
Sempre disse que jamais deixo que as pessoas determinem onde é o meu lugar, pois eu prefiro fazê-lo eu mesma. Antigamente, aqui fora, perdi muitas coisas porque eu deixava que outros determinassem onde eu deveria ficar. Sempre disse que só sairia do site no dia em que eu fosse convidada a retirar-me, e que eu não me importava com quem não gostasse de mim, e é a mais pura verdade! Se eu não volto, existe um bom motivo.
Tentarei lembrar-me de todas as pessoas que se manifestaram a meu favor, através de textos no site ou através de emails. Com a cabeça 'avoada' que eu tenho, eu certamente me esquecerei de alguém, mas saibam que eventualmente acabarei me lembrando, e colocarei aqui na lista:
-Yamanu
-Marcelo Braga
-Olguinha Costa
-Cassia da Rovare
-Neusi Sardá
-Silvia Regina
-Ciro Fonseca
-Maurício Azevedo
-Nana Okida
-Ana Flor do Lácio
-E. Silva
- Zélia Freire
- Jo do Recanto
-Diário de um Louco (a gente brigou, mas a gente 'desbrigou')
-Helio Rocca
-Flor Enigmática
-Anita D Cambuim
-Helena Terrível
-Jacó Filho
-Marília Paixão
-Ana Stoppa
-Ana Ferreira
-HLuna
-Verita
Enfim, a lista vai crescer... se você não quiser ver seu nome nela, basta me escrever. Mas muito obrigada, assim mesmo.
O papel de quem escreve - eu não diria aqui 'escritor,' já que me incluo entre os que escrevem, embora não me considere uma escritora - é muito importante. A palavra tem mais força do que as armas, pois é ela quem define se as armas serão ou não usadas. Portanto, quem tem o dom da escrita, foi abençoado com o dever de entreter, divertir, encantar, ensinar, emocionar, defender e também denunciar aquilo que está errado.
Aquele que tem o dom da escrita, pode falar por quem não o possui. Tem o poder de representar aqueles cuja voz não é ouvida.
Quem foi que nunca viu uma frase ou idéia em um livro, em algum momento importante da vida, em que precisava de consolo ou orientação, e exclamou: "Mas é isso mesmo que eu precisava ouvir!" Porque alguém teve o dom de colocá-la no papel, e pode acreditar, aquela frase, aquele parágrafo, aquele livro, foram escritos para você! Não importa que poucas pessoas o tenham lido, desde que as pessoas certas possam tê-lo encontrado.
Marcou-me muito, uma ocasião na qual alguém escreveu-me uma mensagem a respeito de um poema que eu tinha publicado, dizendo: "Gosto de vir aqui para lê-la, pois você consegue expressar aquilo que está dentro de mim e eu não sei como por para fora."
Existem palavras que não desejamos ouvir, mas que são importantes, e estas, nos perseguem, até que as ouçamos e aprendamos o que elas precisam nos ensinar. E por mais que as afastemos de nós, por mais que as neguemos, um dia, elas serão ouvidas. Quando uma mensagem é importante, mesmo que ela pareça ter sido ignorada, chegará o dia em que ela será ouvida, pois quem a escreveu, apenas deitou no papel aquilo que uma Força Maior ditou-lhe.
Escrever é uma missão.
Quando alguém tenta tolher a nossa escrita, sentimo-nos sufocados. Existe uma mensagem que precisa ser passada, e não querem que a propaguemos. Muitos escritores já foram perseguidos por causa do poder da palavra, mas o bom escritor não se calará; tentará passar a sua mensagem, se ele realmente acreditar que ela é importante. Não aceitará a censura.
O único motivo pelo qual a censura da palavra deveria ser aceita, seria quando esta promovesse a discórdia, o ódio, o preconceito, a violência. Jamais quando ela estivesse revestida pela intenção de alertar, prevenir e denunciar abusos.
Muitos dizem: "Tomem cuidado com a palavra!" Mas eu acho que seria melhor se eles dissessem: "Tomem cuidado com quem tenta calar a palavra!"
Este é o título de um livro de histórias que ganhei de minha professora da primeira série primária, em 1972. Seu nome era Tânia - ou Tia Tânia.
O livro conta as aventuras de uma fada, a Fada Cacetinha (nome recebido porque ela sempre aparecia montada em um bastão), que era sempre convidada às festas de casamento e batizado, para que abençoasse seus afilhados com presentes de fortuna e boa-sorte. Mas ela um dia percebeu que estava sendo usada, pois quando não mais precisavam de seus favores, seus afilhados a desprezavam e esqueciam-se de convidá-la para as festas nos castelos.
Enfurecida, ela passou a presenteá-los da seguinte forma: ao chegar aos batizados e casamentos, recitava os seguintes versos: "Olhai para o céu/olhai para ochão/com os sete poderes /da vara de condão/dou-te como presente/a falta de sorte".
Após fazer isso duas vezes, todos pararam de convidá-la para os batizados. Mesmo assim, ela ia, e presenteava a todos com a falta de sorte.
Bem, os presenteados cresciam, tinham seus filhos, e passavam as piores provações das quais se ouviu falar; mas tornavam-se pessoas de bem e de princípios, e tendo passado por tantas provações, compreendiam melhor as agruras de seu povo. Não tinham aquele elemento vaidoso e superficial de seus antepassados.
Todos gostamos de ouvir apenas coisas belas. Gostamos de ser elogiados. Sentimo-nos vaidosos quando alguém comenta um texto que escrevemos de forma gentil, e sempre comentamos de forma gentil um texto que se harmonize com aquilo que pensamos. Às vezes escrevo textos com o espírito da Fada Cacetinha, e percebo que, apesar de serem lidos, são pouco comentados. Mesmo assim, continuarei a escrevê-los. Porque se eu não o fizer, não estarei sendo eu mesma. A diferença é justamente esta: enquanto os afilhados da Fada Cacetinha não tinham escolha ao receberem seus 'presentes', os leitores tem. Podem não ler meus textos, ou continuar a lê-los sem comentá-los.
Mas o espírito da Fada Cacetinha continuará em mim.
Bem vindos à ilha de Saint Hauda’s Land, onde nada é apenas comum. Tome muito cuidado ao caminhar pelos pântanos misteriosos, e jamais encare animais desconhecidos; você pode transformar-se em vidro!
Midas é um jovem e tímido fotógrafo, que vive assombrado pelas lembranças de seu pai, que suicidou-se ao descobrir um grave tumor próximo ao coração, e de sua mãe, que tivera um caso quando ele ainda era um garotinho, devido à incapacidade do pai de demonstrar-lhe afeto.
Um dia, ele conhece a jovem Ida, que viera à ilha a fim de buscar a cura para sua doença misteriosa: seus pés estão se transformando em vidro! Decidido a ajudá-la, acaba apaixonando-se por ela, embora tente fugir de seus sentimentos; como seu pai, tem dificuldades em demonstrá-los.
Conforme a leitura progride, chegamos a conclusão de que quase todos os personagens masculinos, habitantes de Saint Hauda’s Land, sofrem do mesmo mal: total impotência ao demonstrar sentimentos, embora eles sejam profundos.
Ida percebe, através do rápido progresso de sua doença, que não terá muito tempo, e decide que deseja viver a vida que lhe resta de maneira intensa; mas seus interesses chocam-se contra a aparente frieza e distância emocional de Midas.
Saint Hauda’s Land é um lugar onde o inusitado pode surgir diante dos seus olhos a qualquer momento: libélulas gigantescas, um rebanho de gado voador do tamanho de borboletas, animais cujo olhar transforma, gradualmente, seus observadores em vidro. Mas também é um lugar bastante comum, onde as pessoas nascem, vivem seus conflitos, amam, perdem seus amores, apaixonam-se e casam-se, tem filhos e morrem. Um lugar onde a vida acontece bem devagar, mas de maneira muito intensa; tão intensa, que seus habitantes nem sempre conseguem suportá-la.
"A garota dos Pés de Vidro" nos convida a refletir sobre nossas próprias artificialidades, e sobre o quanto deixamos que sentimentos profundos afundem, diariamente, no pântano de nossa aparente indiferença. Aprendemos que, pior do que a morte, ou de ter nossos pés sendo transformados em vidro, é permitir que esta transformação aconteça aos nossos corações.
Muitas vezes, as pessoas em quem você depositou sua confiança irão decepcioná-lo. Pessoas que você se acostumou a ver como amigas poderão traí-lo e fazer coisas que você não esperava. A maneira mais rápida de decepcionar-se com alguém - e viver se decepcionando - é esperar atitudes das pessoas, porque elas estão prontas a serem apenas aquilo que é de sua essência. Se você esperou mais, é porque não soube ler nas entrelinhas.
Viver é difícil, quando se perde os detalhes...
Exatamente por isso, há muito tempo não espero nada de ninguém, e jamais me precipito a chamar alguém de 'amigo.' Meus amigos são escolhidos com muito cuidado. Talvez por causa disso, há muito tempo não me decepciono!
E, se por um acaso, alguém tenta me ferir, eu sempre penso no porquê de eu ter atraído aquela situação para minha vida, pois sei que somos todos responsáveis pelo que entra e sai de nossas vidas. Responsabilizar outras pessoas pelo mal ou pelo bem que nos acontece é irresponsabilidade. E, assim como eu atraio certas situações, posso também repelí-las, caso sinta-me infeliz com elas. Abrir e fechar portas são atividades corriqueiras da vida. Não sou de reclamar. Não cultivo autopiedade. Não acho que eu seja uma pobre vítima a quem alguém possa estar ferindo sem nenhuma razão, e nem me vejo como estando indefesa diante das situações que a vida apresenta.
Se alguém me desagrada, tenho algumas alternativas:
-Responder à altura. O que faço, quando acho que vale à pena. Principalmente se eu estiver indo em defesa de alguém que amo, e que foi, inadivertidamente, atingido pela sujeira que me jogaram.
-Ignorar. Isso eu faço quando nem vale a pena o aborrecimento. Ou então, dependerá de meu senso de humor no momento...
-Conversar e tentar resolver a situação - quando a pessoa em questão for muito importante para mim.
Viver é estar exposto. É ser alvo. Viver não é para os frágeis. Todos nós, um belo dia, teremos que cruzar pântanos. É quase impossível passar por um sem ser respingado pela lama que lá está. Mesmo assim, prefiro cruzar meus pântanos a estagnar à beira da floresta, lamentando-me pela lama do caminho. Deixo esta tarefa para os fracos e os covardes.
Quantas vezes ocupamos nossas mentes com coisas absolutamente sem importância? Eu mesma consigo pensar em várias ocasiões nas quais fiz isto! Às vezes, nós perdemos a proporção das coisas, tão inseridos que estamos no materialismo, nas preocupações egoicas a respeito do que vão pensar de nós e nas coisas que , erroneamente, achamos imprescindíveis em nossas vidas.
Acho que os acontecimentos ruins, aqueles que chamamos de tragédias, nos advém justamente para nos devolver o nosso senso de proporção e nos ajudar a qualificar o que realmente tem importância na vida. Pena que muitas vezes, não percebemos isto, não aprendemos a lição, e logo após superarmos a fase ruim, continuamos dando murros em pontas de facas e nos machucando com coisas sem importância real.
Mas quando aprendemos com as tragédias da vida, temos uma visão mais ampla do que ela significa, do que é e do que não é importante. Eu aprendi algumas coisas, embora o aprender não esteja jamais concluído, e haja sempre recaídas, momentos nos quais nos esquecemos temporariamente das nossas lições. Mas a vida trata de nos refrescar a memória! Algumas das coisas que aprendi:
-O que realmente importa, não é apenas o reconhecimento daquilo que fazemos, mas sim o prazer que temos no momento em que nos entregamos a algo que adoramos fazer. O reconhecimento pode vir ou não; se ele chegar, será a coroação de nossos êxitos, mas se não chegar, importa o quanto sentimos prazer, nos divertimos e aprendemos.
-O ônibus atrasado, o carro que quebra, o motorista que nos ultrapassa, a nota baixa em um teste para o qual estudamos, o vizinho chato... o que eles realmente significam? Qual será o peso deles em nossas vidas daqui a, digamos, um ano, cinco anos? Então, por que nos aborrecemos tanto?
-A coisa mais importante para alguém que sofre, é ter uma mão para segurar. Não interessam as palavras, eles não querem ouvir alguém dizer que tudo vai melhorar, que Deus quis assim, ou que as coisas pelas quais passam são consequências de seus atos. Eles só precisam de uma mão para segurar, um abraço, um olhar.
-Somos capazes de passar por coisas terríveis! Pense na coisa que você acha mais terrível: a morte de alguém que você ama, a perda financeira, uma doença grave, o abandono, a traição, o desemprego, uma tragédia. Saiba que sempre que você vê alguém passar por algo assim e pensa: "Como ele é forte! Eu jamais poderia superar algo assim," é porque você subestima a sua força. Você é capaz de superar até mesmo coisas bem piores! Basta estar vivendo aquilo, passando por aquilo.
Somos bem maiores do que pensamos que somos, e ao mesmo tempo, somos bem menores do que pensamos que somos, tudo depende da ocasião. Mas uma coisa é certa: somos todos mais ou menos do mesmo tamanho. A variação de proporção que vemos entre as pessoas, está nas atitudes que elas escolhem tomar, e elas tomam certas atitudes porque não estão cientes do quanto elas poderiam ser melhores. Mas até isto vem com o tempo e com a vivência.
Por volta das onze da noite, já bastante sonolenta, após passear com a Latifa, decidi ir dormir. Levanto-me do sofá e, ao olhar casualmente pela janela, me surpreendo com o brilho amarelado de alguma coisa por trás das folhas das árvores. Penso: "Será um OVNI?"
Era a lua. Parecia uma boca sorridente e brilhante. Estava grande no céu, e um fiapo de nuvem dava a ela um tom caramelo. Coisa mais linda! A vida é tão linda, a natureza, o céu... zilhões de estrelinhas brilhando de tão limpinhas na atmosfera lavada pela chuva que acabara de cair.
Sonolenta, senti-me tão tranquila... há um motivo para cada coisa que nos acontece na vida, o acaso não existe. Talvez seja meu tempo de diminuir um pouco o rítimo e ficar em stand by. Ontem, ao olhar a lua que me sorria, tomei aquele sorriso lunar como se fosse uma mensagem, de que vai ficar tudo bem. A lua e suas fases... tempo de estar escura. Tempo de estar brilhante. Fases e ciclos.
A vida é um espetáculo maravilhoso, muitas vezes, sem aplausos e sem expectadores.
Com tantas catástrofes naturais
acontecendo, existem alguns termos, como atividades solares e inversão polar,
que ficamos confusos e inseguros. Algumas pessoas consideram estes fenômenos
perfeitamente normais, e outras, até os ignoram, dizendo que eles sempre
estiveram aí, e que a mídia é responsável por sua ampla divulgação, o que dá a
impressão de que somente agora eles passaram a acontecer.
Como gosto de ficar sabendo do que
está acontecendo á minha volta – principalmente quando também diz respeito a
mim, resolvi pesquisar um pouquinho.
Não sou cientista e nem tenho
conhecimentos sobre astronomia ou geologia, mas o que eu consegui entender no
meio dessa parafernália de termos científicos, eu passo aqui.
Acho que existe uma forte conexão
entre o planeta e seus habitantes, e ignorar os últimos acontecimentos é ignorar
a própria história. Temos que prestar atenção, e mesmo que não possamos fazer
mais nada para interferir – afinal, isso tudo nada tem a ver com poluição ou
desmatamento, mas com atividades que são cíclicas – se a gente morrer, é melhor
sabermos do que estaremos morrendo, não acham?
Eis o que aprendi sobre um
possível cataclisma e suas possíveis causas:
-Atividades solares – As manchas
solares podem interferir em várias coisas no nosso planeta, entre elas, na
comunicação, navegação e abastecimento elétrico. Coincidentemente, nós estamos
em uma época de atividade solar máxima. Se a coisa piorar ainda mais, estaremos
propensos a doenças como o câncer, devido às radiações emitidas pelo sol. Uma
radiação muito forte pode fazer enormes buracos na já prejudicada camada de
ozônio, deixando-nos ainda mais vulneráveis. Redes elétricas inteiras poderiam
derreter, deixando o mundo às escuras. Além disso, fios telefônicos, antenas e
satélites também virariam purê.
-Vulcões – Bem, acho que até os
mais leigos, como eu, tem uma idéia do que é um vulcão, e do que acontece quando
há uma erupção. Mas eu escolhi um vulcão em especial, um vulcãozinho de nada,
para servir de exemplo: O Supervulcão de Yellowstone, nos Estados Unidos. Esta
gracinha tem uma cratera que mede 90 kilômetros de extensão, e se ele entrar em
erupção, a atividade poderia durar semanas. As conseqüências seriam
planetárias, devido à extensão do vulcão, e os efeitos poderiam persistir por
meses ou anos! Quais seriam os efeitos? Além da grande quantidade de lava, uma
emissão de gases venenosos e cinzas, que encobririam a luz do sol, deixando o
planeta às escuras e sufocando o que estivesse pela frente. A boa notícia é que
isso só aconteceria se o vulcão de Yellowstone explodisse. A má notícia, é que
ele já pode estar nos estágios iniciais de erupção, segundo vários artigos que
li.
-Terremotos – Bem, acho que vou
pular esta parte, pois todos já estão muito bem informados sobre suas
consequências, como as tsunamis, mudanças no eixo da terra... e tem havido
muitos terremotos de grandes proporções ultimamente.
- Inversão polar – Um grande
terremoto, ou uma erupção vulcânica de grandes proporções, poderia causar uma
inversão polar; as consequências seriam:
-Animais migratórios, como
pássaros, peixes e baleias, tomariam o rumo errado, e espécies inteiras seriam
dizimadas.
-Satélites
seriam queimados pela radiação solar, pois o campo magnético da terra ficaria
vulnerável e os buracos na camada de ozônio aumentariam
consideravelmente.
-Haveria mais terremotos e mais
tsunamis...
-Grande
parte da população do planeta – pessoas, plantas e animais – seria destruída, e
quem sobrevivesse, preferiria não ter sobrevivido.
-Com o enfraquecimento do campo
magnético da terra, a radiação solar causaria câncer e destruiria colheitas:
doença e fome!
E como
aconteceria a inversão polar? Pelo que eu entendi, seria assim: A terra pararia
de girar por dois ou três dias, o que os cientistas chamam de ponto zero.
Depois, ela começaria a girar de novo, mas para o outro lado. O tempo se
aceleraria em função da freqüência vibratória do planeta, e o dia passaria a ter
16 horas, ao invés das 24 que conhecemos. Isso poderia ser causado por alguma
mega atividade vulcânica ou terremoto.
Todos sabemos que existem usinas
nucleares espalhadas pelo mundo todo, e logicamente, haveria um imenso acidente
nuclear se alguma destas coisas acontecessem. Sem falar em bactérias e vírus
que são cultivados em laboratórios hoje em dia, e armas químicas, que ficariam
passeando soltinhas por aí, na água e na comida que restassem e no
ar.
Alguns
acreditam que os efeitos desta iminente inversão já se fazem sentir, em forma de
insônias, dores de cabeça, cansaço, dores e problemas ósseos e de coluna,
pesadelos, gripes e depressão. Todo mundo sabe que o magnetismo do planeta afeta
não somente as marés, mas todos os seus habitantes, já que grande parte de nosso
organismo é composto de água.
Bem, sou leiga, como noventa e
nove por cento de vocês, portanto, perdoem-me se falei alguma besteira. Mas
todas estas ‘besteiras’ são frutos de pesquisa. Nem vou citar as minhas fontes,
porque qualquer um que deseje saber mais, pode consultar a imensa literatura
disponível sobre o assunto. Não inventei nada disso, é tudo um pequeno – ínfimo
– trabalho de pesquisa. E olha que levou apenas uma hora e
pouquinho!