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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Eu Morro









Eu morro todos os dias.
Deito-me à noite, em meu túmulo
E fecho os olhos aflitos.

Sinto os vermes que se mexem
À vontade, em minhas partes,
Se alimentam dos meus gritos.

Mas de manhã, eu renasço,
Alevino num regaço,
As guelras brilhando ao sol.

Renovada, eu agradeço,
(Mas distraída, eu me esqueço)
E morro mais uma vez,
E mais uma vez, apodreço.





6 comentários:

  1. Versos fortes e com profundidade. Beleza!Reflexivo poema! Importa é sempre renascer!beijos, chica

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  2. Adorei este profundo poema;))

    Bjos
    Votos de uma óptima Sexta-Feira

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  3. Ana,
    Essa é uma poesia introspectiva
    e reveladora.
    Dormir é muito disso
    tudo e me leva a Cruz e Sousa.
    Adorei ler em voz alta.
    Bjins
    CatiahoAlc.
    Se desejar conferir esse meu
    endereço fica a vontade.
    https://reflexoemcoisasdemulher.blogspot.com/

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  4. Olá, que forte esses versos, muito real, no meu ser, mas tem isso nos renovamos a cada manhã, bjss

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  5. Simples.Maravilhoso.Para reflectir.não para sonhar.Mas para fazer a pergunta.O que é a vida afinal?Pois que me responda quem sabe.O poema que acabo de ler parou minha memória.Parou meu ser se esse ser sou alguém.

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  6. Felizes os que morrem e renascem quantas vezes é preciso…
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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