terça-feira, 20 de março de 2018








Eu rezo a um Pai cujo rosto eu não conheço,
Eu peço a um Filho que eu jamais pari
E faço o sinal da cruz,
Mencionando um Espírito Santo que nunca vi.

Murmuro palavras que me foram ensinadas,
E outras palavras que eu mesma invento.
Eu peço, imploro, tento
Alcançar uma luz que há de cegar-me.

As adagas pontiagudas da fé
Dançam em volta de mim,
Cortam de leve,
Sangrando sentidos
E eu, em suspiros desabridos,
Tento escutar a leve voz
Suave e santa – Doce Algoz!

O cheiro do incenso que santifica,
Purifica a minha dúvida.
De joelhos eu caio; cortam-me os cacos
Da fé sobre a qual estou prostada.









7 comentários:

  1. Olá, querida amiga Ana!
    Amei estes dois versos lindos:

    O cheiro do incenso que santifica,
    Purifica a minha dúvida.

    Muito bonita a sua voz poética sobre a fé!
    Seja muito feliz e abençoada junto aos seus amados!
    Bjm de paz e bem

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  2. A fé é mesmo crer sem ver...
    Seus versos foram maravilhosos.

    Um abração!

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  3. Magnífico poema, Ana !
    Tem ritmo e tem muita força !

    Um beijo, querida amiga.

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  4. "Murmuro palavras que me foram ensinadas,
    E outras palavras que eu mesma invento."
    Isto é Poesia, Amiga. Com fé. Acreditando na Vida.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  5. Amei levei porque sou vestida do avesso! Beijinhos Ana

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