Não tenho saudades de nada,
E se alguma vez eu tive,
Não foi da realidade,
Mas do que poderia ter sido.
Nas linhas do meu destino
Há descaminhos escritos
Que ficaram para trás;
Não quero voltar a eles,
Já não me dizem mais nada,
Hoje, eu só quero paz.
Não sinto falta das mãos
Que quebraram as minhas costas;
Lamento por terem elas
Me empurrado em um abismo.
Não sinto falta de nada,
Nada tenho a declarar
A quem nunca teve ouvidos.
Caí, e com as próprias mãos
Escalei paredes lisas
- Me livrei dos cataclismos.
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Nada a declarar e nem tudo esperar neste turbilhão de possibilidades que se apresentam em cada estação. Passam os anos, aprendemos e colhemos frutos nem sempre doces, mas fazer valer a pena a travessia.
ResponderExcluirAbraços e paz Ana.
A vida vai passando e vamos escolhendo o que vale a pena lembrar.
ResponderExcluirUma Páscoa com amor, com saúde, com paz.
Um beijo.
Linda poesia, sensível e reflexiva!
ResponderExcluirFeliz Páscoa, beijos!