witch lady

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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Eu Sonhei que Você Dançava







Eu Sonhei que Você Dançava



Nenhuma música tocava,
Mesmo assim, você dançava
Nos ladrilhos da cozinha...


Passos firmes e seguros,
Braços soltos desenhando
Aquilo que eu estava sonhando...



Sonhei que você dançava,
E bem leve, assim sorria,
Sem pesos, dores ou medos...



O futuro se abria
Te abraçava e recebia
Os teus sonhos, com carinho...



Sonhar era só rotina,
O presente era tranquilo
E o passado, não existia!



O teu rosto estava calmo,
Um sorriso desenhado
Naturalmente, se abria!



Sonhei que você dançava,
E a você eu me juntei
Saboreando a alegria!



Pois sonhei que você dançava,
Sonhei que você sorria,
Sonhei que você sonhava!




domingo, 3 de junho de 2012

A Magia de Escrever








Acho que tenho passado tempo demais escrevendo... mas é uma das coisas que eu mais adoro fazer. 


As palavras e idéias vão surgindo e se entrelaçando... as frases se formam. Adiciono alguma imagem, que eu mesma fotografo e edito, e pronto: nasce mais uma crônica, poema, pensamento ou conto. E quando termino, fico como uma mãe coruja, contemplando meu bebê recém-nascido, mas isso não dura muito, pois logo vem a vontade de escrever mais um. 

Acho que se eu colocasse todos os meus textos em páginas, daria para dar a volta ao mundo algumas vezes com as folhas.

É um vício: até quando eu ando pela rua, tudo me faz ter mais uma ideia para uma crônica, poema, pensamento... acho que ando obcecada. 

Sem contar com os benefícios psicológicos que o ato de escrever traz a todos nós. A gente fica se autoconhecendo (isso, quando não tentamos mascarar sentimentos e mentir para nós mesmos), e até a vida muda. Os relacionamentos, as interações. escrever, para mim, é vital. Gostaria muito de viver disso, nunca mais precisando fazer outra coisa para ganhar a vida. 

Acho que viver é uma experiência riquíssima, e não consigo achar tédio na vida. Mesmo nas situações tristes, a gente encontra alguma coisa útil, um aprendizado, uma nova visão. Acordar todos os dias, olhar em volta com os olhos da alma, ao invés de bufar e dizer: "mais uma segunda-feira!", faz parte da magia de viver. 

É claro, às vezes a coisa desanda, eu perco o prumo. Mas o importante, é retornar ao ponto de equilíbrio, e tenho conseguido fazer isso. Pois escrever me auxilia no caminho de volta. Como eu escrevi em um poema há muitos anos, "Perdida de Mim", aqui publicado: 

"Perdida de mim eu andei tanto tempo/que já nem me lembro por onde que andei/Mas sei que voltei mais dona de mim/ Eu não me sabia, mas hoje, eu me sei.../ ...E caso algum dia eu me perca outra vez/ Talvez seja fácil me reencontrar/ Tracei meu caminho, uma trilha se fez/Hoje posso ir, pois sei como voltar." 

Escrever deu-me esta certeza. Agradeço todos os dias porque eu posso escrever. Agradeço também a todos que tem a paciência de ler meus escritos, do fundo do meu coração. Fico sempre feliz quando fico sabendo que alguém aproveitou alguma coisa deles, sempre!




EXTIRPAR



'Extirpar' é um verbo forte!
Se eu precisar usá-lo,
Que eu extirpe o preconceito,
Mas jamais o meu direito
De lembrar do que foi belo!

As lembranças são relíquias
Da beleza que vivemos,
Das pessoas que se foram
Mas deixaram suas marcas...

As lembranças, fragmentos
De lindos dias de sol,
Da suavidade da chuva,
De um riso qu'inda ecoa...

Se for preciso 'extirpar,'
Que eu extirpe a arrogância
De achar-me sempre certa,
De querer ter dominância!

Que eu extirpe a tal vontade
De estar sempre em evidência,
Perpetrando minha inveja
Aos limites da decência!

Que eu extirpe a ilusão
De estar entre os eleitos,
Que eu extirpe a perfeição,
Essa dama vagabunda,
Que só traz comparação
Da inveja, oriunda!

Quero manter as lembranças
Do que foi bom e bonito,
Que eleva e que me enleva
Às alturas do espírito,

Só quero ter o direito
De errar e corrigir
Os meus erros, sem o dedo
Dos que acham-se perfeitos!




Pequenas Lições




Como seres humanos 'pensantes,' nos achamos superiores às outras criaturas. Julgamo-nos os mais fortes, os que tem mais direitos, os mais inteligentes, os que podem fazer e desfazer, achar e 'desachar.' Se alguém ou algo nos incomoda, achamos lícito matar, afastar, atacar.

Gosto muito de observar a natureza, e dela tiro muitas coisas úteis que trago para minha vida. Outro dia, capinando algumas ervas daninhas, deparei com este grupinho de insetos escondidos sob a folhagem, iluminados apenas por um raiozinho de sol que passava entre as folhas, vivendo as suas vidinhas.

Ocupavam o espaço que lhes era necessário. Permaneciam unidos, sem rivalizar uns aos outros. Não discutiam quem era o mais importante, ou qual crença religiosa era a mais certa, ou delimitavam espaços em volta deles: apenas viviam, e unidos, desfrutavam da vida e do raiozinho de sol que lhes cabia.

Eram tão pequenos, que um olhar menos atento não os teria sequer enxergado. Mas eles não são bonitos?

Capinei o mato em volta deles, e deixei-os ali, onde estavam...

É Batata!!!



Postei a foto da minha Latifa. Achei que ficaria desinteressante postar a de uma batata!


É batata!!!

Este é um texto sobre batatas. Isso mesmo! Ao pé da letra.
Porque hoje eu estava cozinhando o almoço, quando pensei: por que não preparar um purê de batatas? 

Minha história com as batatas é antiga. Sou uma ativa defensora e admiradora delas, desde pequenininha, quando minha mãe dava-me comida na boca: caldinho de feijão, arroz e purê de batatas, que era o único legume que eu aceitava. Só quando já estava adulta aprendi a apreciar os demais legumes.

Voltando ao purê: esqueça a forma tradicional de preparar o purê, com leite e manteiga. Fica bom, mas ele acaba azedando, e não fica com o mesmo sabor, se sobrar do almoço para o jantar. Ao invés disso, amasse as batatas e ponha creme de leite puro. Ele fica delicioso e consistente, exatamente como aquele purê de batatas do filme Contatos Imediatos do Terceiro Grau. E tende a resistir até o jantar!

Mas, caso sobre algum e você não deseje repetir a dose, jogue um ou dois ovos inteiros no que sobrou, acrescente mais tempero, algumas colheres de trigo, queijo ralado e bastante salsa e cebolinha picadas; mexa muito bem, e frite às colheradas. É uma delícia!

Quem resiste a uma maionese de batatas em dias de calor? Com maçã picadinha é dez... batatas ficam maravilhosas de qualquer maneira. Fritas, então, nem se fala! E danem-se as calorias! Eu costumo fervê-las e depois prepará-las ao forno, gratinadas com bastante queijo. Fica chique! Também fica muito bom preparar uma sopa de batatas, deixando-as cozinhar até desmanchar, e depois colocar couve picada bem fininha. 

Existem mil e uma maneiras de preparar batatas. Mesmo quando estou de dieta, jamais deixo de comê-las. Basta não comer arroz, macarrão ou feijão junto com elas, e não vamos engordar.

Jamais conheci alguém que não gostasse de batatas. Ou melhor, apenas uma pessoa: um amigo que morou algum tempo na Inglaterra. Ele disse que serviam batatas religiosamente todos os dias, e ele já não aguentava mais. Por fim, na hora das refeições ele saía de fininho e ia comer biscoitos em seu quarto. Eu acho que eu ia adorar morar na Inglaterra, não só pelo clima, mas pelas batatas também.

Quando eu era bem pequena, espetava uns palitos de fósforos nas batatas cruas, e fazia porquinhos. Pena que minha mãe acabasse sempre servindo os meus porquinhos no almoço. Foi uma época um tanto traumática, ver meus amigos boiando na água fervente...

Batatas são batata, quando se quer preparar uma refeição às pressas, pois elas são muito versáteis. Por exemplo, quando chega alguém de surprêsa para o almoço, é só fazer um nhoque de batatas e jogar um molho de carne-moída por cima. 

Em tempo: quando vier a Petrópolis, não deixe de comer as batatas infladas do Majórica; são batatas fritas que ficam com uma bolha de ar bem no meio. Já tentei fazer em casa, mas não consegui.

Dica


Como deixar de receber emails indesejados?

Você clica em 'responder.'

Aparecerá, no topo do email, do lado esquerdo, o seguinte: "You are subscribed to email updates from ______________ (nome da pessoa);

Em baixo: "To stop receiving these emails, you may unsubscribe now." Você clica ali, e uma janela se abre, perguntando se você tem certeza que quer executar a ação. Você clica em 'Yes' e pronto: você não mais receberá os emails!

Acabo de fazê-lo, e dá certinho!


Boa sorte!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Domingo na Praça

Praça da Liberdade, ou Praça Rui Barbosa, Petrópolis

Esta praça é o nosso 'Central Park...' É ali que as pessoas se reúnem  com suas crianças nos finais de semana, para tomar sol sentados nos banquinhos de pedra, enquanto os pequenos se divertem nos balanços e gangorras, ou andam de bicicleta. Tem também os tradicionais passeios de bodinhos (ai, que dó deles...). Mas apesar de hoje eu sentir muita pena ao vê-los puxando as carroças, às vezes, com três crianças, quando eu era pequena também adorava passear de bodinho!

A gente passa, e logo sente o cheirinho de pipoca e algodão doce... também é ali que os casais de namorados costuma marcar encontros.


Um lugar delicioso, onde gosto de apenas sentar-me e observar o movimento... depois, um passeio à pé pelas redondezas, e ali pertinho podemos visitar a Casa de Santos Dumont, A Encantada. Ou quem sabe, ir ver as figuras do Museu de Cera. Mas se a fome 'pintar,' você pode almoçar no Liberty Garden, ou fazer um lanche na Confeitaria Katz, tudo ali pertinho. Se prefere massas, atravesse a rua e vá ao Luiggi.

Para fazer a digestão, uma boa pedida é passear a pé pela Av. Koeller e ir visitar a Catedral São Pedro de Alcântara; disposto a andar mais um pouco? Cruze a 13 de Maio e visite o Palácio de Cristal!

Esse Curinga está simplesmente perfeito!

Palácio de Cristal

NATUREZA



Não, não vou falar da beleza
Da natureza; fugirei a tal cliché.

Mas as gotas nessa folha,
Gotejaram ao contrário,
Para dentro dos meus olhos...

Mas eu disse, eu não queria
Falar sobre a natureza...

Tentarei sempre evitar 
Rimas pobres que me ocorrem;
Mas... como falar de beleza?

A natureza é um sentido,
Que se sente sem dizer...

Não, não vou falar da beleza
Da natureza; fugirei a tal cliché?...
É preciso sutileza...

LIXO no LIXO! - Faxinando o blog



Joguei o lixo no lixo,
Como deveria fazer,
Eu quero um espaço limpo,
E uma vassoura resolve
Quando o lixo ganha espaço
Querendo se intrometer.

Não venha me doutrinar,
Pois não tens conhecimento
Para tentar me mudar;
Eu sou aquela que sou,
Tua terapia é inútil,
É livre o meu pensamento.

E se te desagrado tanto,
Sinto muito, nem pensei
Que a minha simples presença
Neste blog tão pequeno
Despertasse mal-querença
Em quem nem imaginei...

Siga em paz o teu caminho,
E eu, seguirei o meu.
Não preciso ir onde estás, 
Nem você, vir onde estou,
Sinto muito se tu achas
Que o meu brilho a empanou.

O meu nome em tua boca
Nos emails que mandou
Para todas as pessoas
Dizendo ser eu a louca,
Tentando me denegrir
A ti mesma denunciou!

Ninguém jamais recebeu
Qualquer mensagem de mim
Falando de tua pessoa,
Pois eu não perco meu tempo
Fofocando qual comadre
Sobre gente que destoa
Do que eu chamo 'gente boa!'

Espero que os teus anjinhos
Possam limpar tua alma
Da tua tola pretensão
Que corre solta em tua língua
Ao achares que és tão nobre,
De energia imaculada
Enquanto me arrastas no chão!

Reze muito, pois precisas,
Tua energia anda má...
Senti-a nas letras vermelhas
Garrafais, que tu usastes
Para jogar-me palavras
Como pedras sobre telhas!

Minha porta está fechada
A tua má influência,
Pois eu não sou quem tu  pensas,
Não sou fraca nem covarde,
Não uso de meias palavras
Para provocar alarde!

 Não camuflo quem eu sou,
Eu não finjo gentileza...
Não sorrio pela frente
E por trás, rangendo os dentes,
Solto impropérios sujos
Sobre as vidas de outras gentes!




quinta-feira, 31 de maio de 2012

Apego ou Amor?




Existem muitas pessoas e coisas que eu amo muito, e pelas quais eu sou extremamente agradecida à vida, que as deu para mim. Algumas delas (as principais) são:


- Meu marido
-Minha família
-Minha cadelinha
-A natureza
-A beleza
-Escrever
-Minha cidade
-Minha casa
-Meu trabalho

Amo todas estas coisas e pessoas. Há dias em que amo a uma delas mais que as outras, mas acho que é assim com todo mundo! Tem dias que estou cansada, e não gostaria de trabalhar, mas tenho que trabalhar; noutros, eu só quero escrever.  Assim como há dias em que tudo o que eu quero, é ficar com minha família. Mas pode ser que amanhã, eu queira ficar sozinha.

Sofreria muito, como já sofri, caso perdesse alguém que amo. Quem não sofreria? Acredito que quem consegue passar por uma perda sem sentir saudades ou sofrer, não amava de verdade. Até Maria chorou pelo seu Filho, quando Ele morreu.

Mas isto não significa apego. Há um período que precisamos para deixar ir embora aquilo qué não está mais aqui. É uma coisa muito pessoal, e apenas quem está passando por uma perda, sabe quanto tempo precisa para superá-la. O importante, é chegar do outro lado, e não ficar pensando que a vida acabou.

Quanto às coisas materiais que eu tenho, amo-as de paixão! Mas se tivesse que abrir mão de qualquer uma delas, eu o faria sem pestanejar, porque eu sei a real importância de tudo. Sei que as coisas materiais estão aqui para serem apreciadas, desfrutadas, usadas e partilhadas, enquanto forem nossas, mas não levaremos nada conosco. E pode ser que amanhã tenhamos que abrir mão de uma delas. Neste caso, acredito que quando a vida diz que chega, é porque chega mesmo. Talvez ela esteja querendo fazer algumas substituições úteis.

Houve em minha vida algumas ocasiões nas quais eu quis muito alguma coisa, e apesar de ter lutado, não as consegui. Mas logo depois, uma outra coisa muito melhor chegou. Por isso, acho importante não se apegar demais , deixando a vida guiar-nos no caminho.

Mas amar aquilo que se tem, é sinal de  gratidão. Sinto saudades de casa quando estou longe, principalmente na hora de dormir: penso na minha casa, nas cortinas do meu quarto dançando com o vento, penso na minha Latifa deitadinha na varanda, minhas coisas, meu trabalho. Antes de dormir, faço uma prece para que tudo esteja igualzinho ao que eu deixei quando eu voltar; que minha casa esteja protegida, minha cadelinha esteja sendo bem tratada, minhas plantas, regadas.

APAGANDO PASSOS





Eu passo,
E enquanto passo,
Com um galho seco,
Eu apago os passos.

Não sigas por aqui.

Eu passo,
Sem olhar pra trás
E meus passos seguem
Sempre para frente.

Já disse, não me sigas.

Eu passo,
Mas não deixo marcas
E se um dia eu chegue,
Estarei sozinha.

Não me acompanhes.

Eu passo,
Vou criando espaços
E cortando as linhas
Dos teus negros laços.

Eu passo; tu? Passado!

QUE...



Que a tua tristeza seja motivo
Para desejares, cada vez mais, 
A alegria.
Que teu desespero te leve sempre
À procura de um caminho de paz.
Que tudo o que der errado em tua vida,
Seja um incetivo para procurares acertar,
Da próxima vez,
E te conduza à novas descobertas,
Novas tentativas,
Novos aprendizados.
Que o desânimo que hora sentes
Sirva-te como uma catapulta
Que te lance longe, no ar,
Sempre para cima!
Que a saudade que hoje sentes
Daquele que se foi,
Lembre-te sempre 
Do quanto foi bom tê-lo em sua vida,
E que cada momento vivido,
Está guardado para sempre, 
Dentro de você, 
Onde ninguém poderá roubá-los.
Que a reposta atravessada que alguém te deu
Te faça ver o quão desagradáveis
São as pessoas que agem assim,
E te faças jamais desejar ser como elas.
Que amanhã estejas pronto
Para teres um dia novo,
Cheio de beleza
Pelo qual te sintas grato ao entardecer.


MINHA CIDADE

Passeio de charrete pelo Centro Histórico

Vivo como um turista dentro de minha própria cidade, e orgulho-me de viver aqui, onde nasci e pretendo morrer. E mesmo que um dia eu vá viver em outro lugar, é aqui que meu coração ficará. Porque existe uma grande afinidade entre Petrópolis e minha alma.

Imagem do Museu de Cera de Petrópolis -Johnny Depp
Imagem do Museu de Cera de Petrópolis - Alfred Hitchcock

Adoro viajar, passear e conhecer outros lugares, mas chega um certo momento em que tudo o que eu desejo, é voltar para cá, e estar junto destas montanhas.
Confeitaria Katz - antiga e muito tradicional na cidade
Petrópolis é também uma cidade de muitas delícias gastronômicas...
Meu bairro 
Casa dos Sete Erros, onde funciona o restaurante Bordeaux

Parque Municipal, onde se pode fazer trilhas, passear e observar a natureza



Catedral São Pedro de Alcântara      






É uma pena que, ultimamente, a cidade esteja quase que 'jogada às traças, devido à má administração...     espero que, nas próximas eleições, as pessoas consigam fazer uma escolha mais altruísta, ao invés de baseada apenas em interesses pessoais, já que, da última vez, o bairro mais populoso elegeu seu representante simplesmente devido ao fato de ser ele um morador do mesmo bairro.     

Desejo que minha cidade seja tratada com mais amor e consideração pelos seus representantes. Que haja melhorias nos transportes públicos, manutenção de parques e jardins, contenção de encostas e prevenção de ocupações ilegais destas, urbanização e saúde .          

A cidade é linda, tem um imenso potencial para turismo, mas pouco é investido neste setor. Precisamos de alguém que ame viver aqui para administrar esta beleza. E as vítimas das últimas enchentes, continuam sem assistência, apesar de o Governo do Estado ter mandado dinheiro para ajudá-las. Tenho uma amiga que mora em um lugar que ainda - após mais de um ano - não tem ponte de acesso. Eles tem que deixar o carro na rua e seguir à pé para casa, passando por uma trilha.


Acho muito triste tudo isso...


            

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Distância em Círculo




Quando alguém se vai,
A distância entre nós e eles
Aumenta, a cada dia,
No início.

É quando brota a saudade,
É quando o lembrar-se de tudo
Torna-se um vício.

Mas o tempo passa, circular,
Levando-nos, todos os dias,
Para mais perto de quem se foi.

E quem sabe, nem mesmo haja
Assim, tanta distância
Entre o Antes e o Depois...


ELEGÂNCIA




Meu poema é pobre, e às vezes, torto,
E já nasce manco, fraco e semi-morto
Muitas vezes morre sem alcançar a luz.

Mas é sempre o semen da  palavra que me escolhe,
E ele se recolhe todo,  a qualquer
Tentativa lúdica de dominá-lo.

Resta-me soltá-lo, e alinhá-lo às linhas,
Na ejaculação de um poeminha torto,
Aleijado, manco, roto, semi-morto,

Um poema tosco que já nasce órfão,
Pois a elegância que tentou gerá-lo
Morre nesse parto do imaginário.

A Joaninha



Ergui os olhos do livro
E uma joaninha
Passeava na parede,
Pintas negras salpicadas
Sobre as suas costas verdes.
E de repente, a história
Que aquele livro contava
Pareceu-me tão fugaz,
E um tanto desnecessária...


Eu Deusa




A formiga se afogava
Em uma poça de água,
Nadando, desesperada
Entre confusa e assustada.

Contemplei-a, em sua sorte,
Lembrei-me das minhas roseiras
Carregadas, aos pedaços,
Por suas longas fileiras...

Mas o dia estava lindo,
E num gesto inesperado,
Recolhi a formiguinha
Em um galhinho cortado.

Salvei-lhe a vida, e a formiga
Naquele exato momento
Picou-me as costas da mão
Num gesto de agradecimento

ONTEM



Eu ontem acordei,
E olhei tudo
Com olhos de primeira vez.

O pássaro que cantava
Ficou mudo, de repente.

Ele aguçou os olhinhos
E mandou-me um outro canto;
Fiquei tesa, sem resposta,
Ao seu doce acalanto.

Eu ontem, ao adormecer
Olhei tudo
Com olhos de última vez...

E a coruja deu seu pio
No galho, junto à janela.

Um arrepio...

Além



Eu olho através de ti,
Para muito além das memórias
Entre aquilo que tu fostes
E o que não és mais agora.

Eu ouço além do teu grito
No que a voz sufoca e cala
E morre assim, ressequido
Entre o silêncio e a fala.

Eu choro com olhos secos
Afogando a tua ausência
Me perdendo em teus degredos
Em busca da tua essência.

Escrevo um poema tosco
E nas linhas, não te encontro,
Pois moras além de tudo
Que eu toco, sinto e canto.

SINCERA



A face de cera, à espreita,
A falácia pontiaguda
Denomina-se sincera
A fera.

As garras rubras de esmalte
Que arranham minha porta
Não encontram quem responda,
Estou morta.

A verdade está cansada,
E casou-se com a mentira...
Hoje, viverá submissa
À ira.

Não existem mais caminhos,
Não encontro mais saída,
Para aquilo que eu sonhava
Da vida.

Parceiros

A JANELA

    Um dia, abri a janela ao Leste E pela primeira vez, vi de onde vinha o sol. Foi incrível descobrir que ele nascia Todos os dia...