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Mostrando postagens de Novembro, 2015

ADAPTAÇÃO

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Quem não se adapta às mudanças, acaba ficando, literalmente, para trás. Confesso que sou saudosista de algumas coisas; por exemplo, eu adoro os discos de vinil - tanto que comprei um toca-discos na Black Friday, apesar de já ter um bem antigo. Mas o novo tem alguns recursos mais modernos, e se posso desfrutar deles, por que não? E foram justamente as novas conveniências que me atraíram; por exemplo, poderei digitalizar meus discos de vinil, e assim, colocá-los em meu pendrive para ouví-los onde quiser. 
O mesmo eu digo dos livros de papel; também tenho muitos deles. Alguns eu penso em doar, pois já foram lidos e relidos, e outros, foram lidos apenas por distração e nada há neles que me faça querer guardá-los. Há os especiais, que jamais empresto e nem vou doar.
Mas há também as livrarias que oferecem novas plataformas de leitura por preços bem mais baixos, com a vantagem adicional da economia de espaço físico em casa e a conveniência de poder comprar e ler na mesma hora, sem precisar…

FRÁGIL

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Seu amor era tão frágil, Não resistia a um sorriso Ou a um belo gingado... Do inferno ao paraíso Vivia ela, ao seu lado.
Morria de amores num dia, E no outro, só matava. Mas logo, ela arrefecia, E o perdão concedia; Liquefazia-se o fel No brilho de um novo anel.
Nos braços dele, esquecia, Mas à noite, o raio branco Do luar o despertava, E assim, ele partia E sozinha ela acordava...
Seu amor era tão frágil, Parecia um vento frio Que soprava, descuidado, Sobre as águas de um rio, Mal deixando-o encrespado.

Era só o que ela tinha, Ou o que pensava ter... E sumia, a cada dia, Tentando permanecer. Bebia o doce veneno Daquele amor obsceno Que só fazia matar, Que só fazia morrer!





A MINHA SOMBRA

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A minha sombra é independente, E gosta de aparecer. Se escondo a mão, Ela não acompanha, E fica pairando no ar, sozinha, Apanha Um fio de teia de aranha, Arranha  Meu rosto sorridente.
A minha sombra voa, Como a de Peter Pan; Já tentei costurá-la À sola dos pés, Mas ela vem e vai, como as marés, Vira a cara para o sol E se projeta em mim, De viés...
A minha sombra não se cala, Não me obedece, Desce as escadas de manhã, Batendo os pés contra as paredes, Se enrola nas fibras da rede, Me imola a alma, Me amola a calma, Atiça  a minha sede...
Ah, sombra teimosa! Sempre alguma coisa Entre o dia e a noite, A margarida e a rosa, Zombeteira e afoita, Sombra indecorosa!






SOBRE A MATURIDADE

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Já disponível na amazon.com.br o meu novo livro virtual, Sobre a Maturidade. Nele, poemas e algumas crônicas sobre o que significa, para mim, amadurecer. É um pequeno livro - menos de noventa páginas, e todo o material é inédito e selecionado com muito carinho. Espero que gostem.
Também disponível pelo KDP, para ler de graça, ou se você desejar comprá-lo, ele sai bem em conta: apenas $11,55.
Quem não tiver um Kindle, pode baixá-lo diretamente no computador, tablet ou smartphone. Basta baixar o aplicativo no site ou na Applestore e seguir as instruções. Para encontrar todos os meus livros que estão na amazon, é só digitar "Ana Bailune" na página principal, e eles aparecerão. O site disponibiliza uma amostra grátis para quem quiser dar uma olhada antes de decidir comprar ou não.
Obrigada!




SINAIS DO CAOS

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Enquanto eu escrevo, olho pela janela e vejo a paisagem linda que me cerca, e penso nas  milhares de pessoas que neste momento estão cercadas de lama por todos os lados, não tem o que beber ou comer e nem guardam  esperanças para o futuro, pessoas que perderam tudo o que tinham e estão se perguntando o que farão daqui para frente.
Penso nas pessoas que foram mortas em Paris, civis que nada tinham a ver com as guerras que seus governantes promovem, e em seus amigos e familiares que neste momento estão sofrendo, talvez revoltados, não tendo mais aquelas pessoas por perto.
Também penso na Síria e em seu povo, que estão sendo bombardeados por todos os lados, e nos demais países que neste momento estão sofrendo os efeitos da guerra. E aqui, esse silêncio, passarinhos cantando, a vida acontecendo normalmente, graças a Deus, o que me faz lembrar de agradecer por eu estar aqui, e não lá.
Quando forem abrir a boca para reclamar de alguma coisa, lembrem-se de tudo o que está acontecendo no mun…

HORAS DIFERENTES

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O relógio marca
Horas diferentes
Para cada um:

Horas diferentes
De chegar e partir,
Amar e deixar,
Erguer e ruir,
Falar e calar.

Meu pulso pulsa
Diferente do seu,
Às vezes, mais rápido,
Noutras, mais lento.

O tempo me inventa,
E eu o invento.

Caminhos se cruzam,
Mas não se compreendem,
E palavras ríspidas
Definem, explicam
Mas jamais refinam
O que alguém sente.

Vivemos num mundo
Cheio de outros mundos,
E os relógios marcam
Horas diferentes.











A PRAGA

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É preciso ter cuidado, E prestar muita atenção, Pois às vezes, tua fome Não é de um pedaço de pão... A tristeza que corrói Não é só pela lembrança, E o que aperta no teu dedo É bem mais do que a aliança...
É preciso estar ciente, E acreditar na sorte, Pois nem sempre, é um sorriso Que te salva ou te resgata, E aquilo que te míngua  Te arrastando para a morte, É bem mais do que a angústia, Não é a doença, é a praga!
É preciso enxergar longe, Para frente e para trás, Pois aquilo que se foi, Não retornará jamais! E  a culpa que te corta, Não é faca, nem saudade, Mas os olhos que te olham, Suprassumo da maldade!






NO DIA SEGUINTE...

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A noite foi longa e muito escura, E os fantasmas passeavam, Arrastando suas correntes longas e pesadas Pela madrugada, fazendo sangrarem as lembranças Das feridas que eu já pensava Cicatrizadas.
A noite foi tão dolorida, A vida gritando entre as batidas Das horas que, cruelmente, A engolia... Foi uma noite longa, longa, Que deixou a alma cheia de sombras.
Mas no dia seguinte, O sol surgiu, como sempre, Os pássaros cantaram sobre os galhos, A neblina dissipou-se com o avanço da manhã,
E os carros passaram, Os trabalhadores começaram seu dia Com sons de marteladas E risos que soavam entre os serrotes Que cortavam, em pedaços, a faina do dia.
A noite, de repente, pareceu-me distante...