sexta-feira, 31 de julho de 2015

ONDE A SAUDADE MORA...








A saudade
Mora nos retratos,
Debaixo das camas,
Dentro dos armários,
No fundo espelhado dos pratos.

Tem pés que pisam duro,
Fazendo barulho,
A saudade.

Não perdoa a noite,
E é quando ela vem
Ainda mais forte,
Invadindo os sonhos...

E pela madrugada,
Antes que alguém dê conta,
Desce ruidosamente
Se senta na poltrona,
Aguarda-nos na sala.




SE EU FOSSE...




o luar aqui em casa, ontem...





Olhando para trás,
Buscando a vida na memória,
Vejo os restos que ficaram nos trilhos
Depois que o trem passou,
E penso:

- Ah, se eu fosse me importar!

Espadas e dentes,
Navalhas e pentes,
Os caules sem flores,
As contas caídas
Dos colares arrebentados
Da vida!

Só ossos e restos,
Que já nem mais cheiram,
Que já nem mais falam,
Bocas ressequidas,
Dedos desmanchados,
Peles carcomidas,
Almas que voaram,
Outras que ficaram
E que se perderam
Nas tramas furadas
Dessa estranha vida...




terça-feira, 28 de julho de 2015

A Saudade que eu Sentia










A saudade que eu sentia
  Passou,
    Como um trem que vai pra longe
        Levando dentro dele
           A dor que me apertava.

Eu vi você,
   À janela desse trem,
      E me despedi
                  Sem medos ou sustos,
                          Sem apegos ou suspiros
                                    Da mão que me acenava...





segunda-feira, 27 de julho de 2015

ECLESIASTES






Um dos capítulos mais interessantes  da Bíblia, o Eclesiastes, que é tão antigo, mas tão atual. Diz tudo! Aqui, algumas passagens.


Também vi eu que todo o trabalho, e toda a destreza em obras, traz ao homem a inveja do seu próximo. Também isto é vaidade e aflição de espírito.
O tolo cruza as suas mãos, e come a sua própria carne.
Melhor é a mão cheia com descanso do que ambas as mãos cheias com trabalho, e aflição de espírito.
Outra vez me voltei, e vi vaidade debaixo do sol.
Há um que é só, e não tem ninguém, nem tampouco filho nem irmão; e contudo não cessa do seu trabalho, e também seus olhos não se satisfazem com riqueza; nem diz: Para quem trabalho eu, privando a minha alma do bem? Também isto é vaidade e enfadonha ocupação.
Eclesiastes 4:4-8


Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém.
Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.
Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol?
Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.
Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu.
O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos.
Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr.
Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir.
O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol.
Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós.
Já não há lembrança das coisas que precederam, e das coisas que hão de ser também delas não haverá lembrança, entre os que hão de vir depois.
Eclesiastes 1:1-11


Estando as nuvens cheias, derramam a chuva sobre a terra, e caindo a árvore para o sul, ou para o norte, no lugar em que a árvore cair ali ficará.
Quem observa o vento, nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará.
Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da mulher grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas.
Pela manhã semeia a tua semente, e à tarde não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará, se esta, se aquela, ou se ambas serão igualmente boas.
Eclesiastes 11:3-6


No dia da prosperidade goza do bem, mas no dia da adversidade considera; porque também Deus fez a este em oposição àquele, para que o homem nada descubra do que há de vir depois dele.
Eclesiastes 7:14


Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.
Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha?
Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os exercitar.
Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim.
Já tenho entendido que não há coisa melhor para eles do que alegrar-se e fazer bem na sua vida;
E também que todo o homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho; isto é um dom de Deus.
Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele.
O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou.
Vi mais debaixo do sol que no lugar do juízo havia impiedade, e no lugar da justiça havia iniqüidade.
Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra.
Disse eu no meu coração, quanto a condição dos filhos dos homens, que Deus os provaria, para que assim pudessem ver que são em si mesmos como os animais.
Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade.
Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó.
Quem sabe que o fôlego do homem vai para cima, e que o fôlego dos animais vai para baixo da terra?
Assim que tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua porção; pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele?
Eclesiastes 3:1-22



Maçã




Da carne branca, o sumo doce,
No coração, suas sementes
Que são cuspidas entre os dentes.

E o futuro cai no chão
De forma simples, displicente...




sábado, 25 de julho de 2015

GEENA




Tudo em vão:
O orgulho, a tempestade,
O pescoço esticado,
A voz de trovão!
Depois que a chuva caiu,
A terra bebeu as gotas
Que sumiram no solo...

A métrica desmedida,
A palavra torcida,
O asco, a presunção,
-Tudo foi em vão!

No colo de Deus
Sentar-se-hão todos,
Bons e maus poetas,
Os ricos, os pobres,
Os puros e os pecadores,
Os ateus, os ascetas,
Os que morrem de rir
E os que morrem entre dores.

-Eu morro de rir!
Já vi, tantas vezes, a montanha ruir,
Já vi rios caudalosos,
Ter caladas as suas pororocas
Virando lama nas margens
Onde dormem os caranguejos! 

Já vi, entre as docas,
Cobertos de andrajos,
Bebendo da mesma garrafa
Os corvos e os espantalhos!

E eu,
Morro de rir...
E hei de rir de novo,
Ao nos reencontrarmos
No meio do povo
Que habita a Geena,
Na mesma cena!




OS BOLOS E OS TOLOS

Imagem: Casa de Chá Benedicto, em Itaipava, onde as coisas são feitas e servidas com todo carinho.




Faltam alguns minutos até a próxima aula. Ligo a TV para passar o tempo, e deparo com um reality show sobre aspirantes a chefes de cozinha, onde o desafio do dia é fazer o bolo mais saboroso e apresentável. Os candidatos, que se esforçam ao máximo, são divididos em equipes, mas ao final do programa, tornam-se rivais. Todos estão muito estressados, e apesar de trabalharem juntos, não conseguem esconder seu medo, sua insegurança e seu alto grau de competitividade.

 O tempo é contado. Tempo é moeda forte no programa onde a tarefa é hercúlea, e talvez seja tão curto, apenas para aumentar ainda mais o estresse dos participantes. E de repente, alguém anuncia: "O tempo acabou!" Neste momento, todos tem que parar imediatamente, ou terão pontos descontados na avaliação.

Chega o momento da análise, onde amostras dos bolos são apresentadas para uma equipe de chefs já famosos: a equipe julgadora. Um a um, eles colocam os pedaços na boca, mastigando devagar, e algumas vezes, fazendo cara de nojo. No rosto do candidato, algo entre o desespero, a humilhação e a ansiedade, mas principalmente, a humilhação ao terem suas obras severa e sarcasticamente criticadas ao vivo e à cores. Eles torcem as mãos. Através da telinha, vejo seus rostos ficando vermelhos, e depois, pálidos, e novamente vermelhos. Alguns começam a chorar, enquanto outros cerram os lábios tentando se controlar.

Finalmente, ao final do programa, um deles é escolhido como o melhor e outro deixa o programa como se fosse um cão escorraçado. 

Fico me perguntando: por que alguém se submete àquilo, meu Deus? Será que eles não sabem que cozinhar é uma arte que demanda paz de espírito, calma, bom humor e muito amor? Melhor seria se colocassem entre os juízes pessoas que os candidatos amassem, pois assim, cada um seria capaz de dar o melhor de si, pois cozinhar sabendo que alguém que amamos vai comer aquela comida, faz com que ela tenha o tempero certo na medida certa. Mas não; é uma competição - apenas mais uma entre tantas que existem no mercado de trabalho. Vejo essas coisas e penso: está tudo errado.

Em outro programa, vejo um chef de cozinha grosseiro e mal-educado, que grita o tempo todo e humilha os participantes enquanto berra suas ordens e ofensas, com a face vermelha feito uma pimenta malagueta adubada pelo ódio. Os candidatos correm de um lado para o outro, deixam as coisas cair, se desesperam. Quem consegue alcançar o sucesso, recebe apenas um tímido elogio cercado de críticas. Eu jamais conseguiria trabalhar em um lugar assim! Acho que deve ser como acordar todos os dias e encaminhar-se para um local onde pedaços das almas das pessoas são arrancados à dentadas. Preferiria continuar fazendo meu trabalho anonimamente, calma e relaxada, em minha própria cozinha.

Reflito: a pior coisa do mundo, o maior dos sofrimentos, é submeter-se àquilo que os outros exigem de nós, e depender de opiniões alheias para sermos felizes. O sucesso é sempre associado à luta, esforço, abnegação, dedicação total de tempo, competitividade, estresse. Ter sucesso não significa, de jeito nenhum, ser feliz.



OS BOLOS E OS TOLOS




Faltam alguns minutos até a próxima aula. Ligo a TV para passar o tempo, e deparo com um reality show sobre aspirantes a chefes de cozinha, onde o desafio do dia é fazer o bolo mais saboroso e apresentável. Os candidatos, que se esforçam ao máximo, são divididos em equipes, mas ao final do programa, tornam-se rivais. Todos estão muito estressados, e apesar de trabalharem juntos, não conseguem esconder seu medo, sua insegurança e seu alto grau de competitividade.

 O tempo é contado. Tempo é moeda forte no programa onde a tarefa é hercúlea, e talvez seja tão curto, apenas para aumentar ainda mais o estresse dos participantes. E de repente, alguém anuncia: "O tempo acabou!" Neste momento, todos tem que parar imediatamente, ou terão pontos descontados na avaliação.

Chega o momento da análise, onde amostras dos bolos são apresentadas para uma equipe de chefs já famosos: a equipe julgadora. Um a um, eles colocam os pedaços na boca, mastigando devagar, e algumas vezes, fazendo cara de nojo. No rosto do candidato, algo entre o desespero, a humilhação e a ansiedade, mas principalmente, a humilhação ao terem suas obras severa e sarcasticamente criticadas ao vivo e à cores. Eles torcem as mãos. Através da telinha, vejo seus rostos ficando vermelhos, e depois, pálidos, e novamente vermelhos. Alguns começam a chorar, enquanto outros cerram os lábios tentando se controlar.

Finalmente, ao final do programa, um deles é escolhido como o melhor e outro deixa o programa como se fosse um cão escorraçado. 

Fico me perguntando: por que alguém se submete àquilo, meu Deus? Será que eles não sabem que cozinhar é uma arte que demanda paz de espírito, calma, bom humor e muito amor? Melhor seria se colocassem entre os juízes pessoas que os candidatos amassem, pois assim, cada um seria capaz de dar o melhor de si, pois cozinhar sabendo que alguém que amamos vai comer aquela comida, faz com que ela tenha o tempero certo na medida certa. Mas não; é uma competição - apenas mais uma entre tantas que existem no mercado de trabalho. Vejo essas coisas e penso: está tudo errado.

Em outro programa, vejo um chef de cozinha grosseiro e mal-educado, que grita o tempo todo e humilha os participantes enquanto berra suas ordens e ofensas, com a face vermelha feito uma pimenta malagueta adubada pelo ódio. Os candidatos correm de um lado para o outro, deixam as coisas cair, se desesperam. Quem consegue alcançar o sucesso, recebe apenas um tímido elogio cercado de críticas. Eu jamais conseguiria trabalhar em um lugar assim! Acho que deve ser como acordar todos os dias e encaminhar-se para um local onde pedaços das almas das pessoas são arrancados à dentadas. Preferiria continuar fazendo meu trabalho anonimamente, calma e relaxada, em minha própria cozinha.

Reflito: a pior coisa do mundo, o maior dos sofrimentos, é submeter-se àquilo que os outros exigem de nós, e depender de opiniões alheias para sermos felizes. O sucesso é sempre associado à luta, esforço, abnegação, dedicação total de tempo, competitividade, estresse. Ter sucesso não significa, de jeito nenhum, ser feliz.




terça-feira, 21 de julho de 2015

MENTIRAS




Algumas mentiras são tão bem contadas,
Tiras amarradas, seladas com sangue...
Personalidades tão fortes, tão críveis,
Horríveis falácias de hordas distantes...

Criados perfis, tão estabelecidos,
Com nomes, famílias, retratos, histórias...
A vida de lutas, tristezas ou glórias
Tão bem inventadas, que fazem sentido!

E os pobres carentes que bebem palavras
Qual fossem licores de sabedoria,
Nem notam que o copo destila mentiras,
Por trás da voz mansa, a demência que ladra!

E então, de repente, uma morte inventada,
Criada na mente, cumprindo um tal pacto...
E vê-se a mentira, homenageada,
E os pobres crentes, curando o impacto...

Mas eis que a rede é de tramas bem finas,
E assim, uma foto aparece na tela...
O ex-morto morrido, assim, ressuscita,
O riso sardônico, a cara lavada!

O filho mostrado na fotografia
Surge de repente num outro contexto:
Por entre crianças desaparecidas,
Na foto postada, na rede da vida!

E eu penso: - Vergonha! Que vida inventada!
Pobre de quem creu, e sentiu, e chorou!
É triste que mais uma vez a mentira
Foi tão aplaudida, tão apreciada!





Eles ali, Tranquilos, Perto de Nós...






Novamente Florbela...







Frases e pensamentos de Florbela Espanca, escritora portuguesa morta aos 36 anos de idade.




“Eu não sou como muita gente: entusiasmada até à loucura no princípio das afeições e depois, passado um mês, completamente desinteressada delas. Eu sou ao contrário: o tempo passa e a afeição vai crescendo, morrendo apenas quando a ingratidão e a maldade a fizerem morrer.” 




“Sou talvez a visão que alguém sonhou Alguém que veio ao mundo pra me ver E que nunca na vida me encontrou.”



“Afinal, quem é que tem a pretensão de não ser louca?... Loucos somos todos, e livre-me Deus dos verdadeiros ajuizados, que esses são piores que o diabo!” 




“A ociosidade é a mãe da maledicência, da calúnia e da intriga, coisas a que eu já não sei se hei-de chamar vícios se virtudes, tão habituada estou a vê-los morar em lábios tidos como santos por este mundo que é com certeza o melhor dos mundos possíveis e imagináveis.”



“O meu talento!... De que me tem servido? Não trouxe nunca às minhas mãos vazias a mais pequenina esmola do destino.”


Ambiciosa

Para aqueles fantasmas que passaram,
Vagabundos a quem jurei amar,
Nunca os meus braços lânguidos traçaram
O voo dum gesto para os alcançar…

Se as minhas mãos em garra se cravaram
Sobre um amor em sangue a palpitar…
– Quantas panteras bárbaras mataram
Só pelo raro gosto de matar!

Minha alma é como a pedra funerária
Erguida na montanha solitária
Interrogando a vibração dos céus!

O amor dum homem? – Terra tão pisada!
Gota de chuva ao vento baloiçada…
Um homem? – Quando eu sonho o amor dum deus!…







segunda-feira, 20 de julho de 2015

Sobre os Incensos






Incensos são usados por muitas religiões em rituais de purificação: espíritas, católicos, umbandistas e budistas, entre outros. Jesus Cristo, ao nascer, foi presenteado por um dos Reis Magos com incensos. Mas qual a origem dos incensos? Os antigos, ao verem que a fumaça de suas fogueiras subia aos céus, tiveram a ideia de queimar madeiras e ervas perfumadas em seus rituais, crendo que desta forma, suas orações chegariam aos céus mais facilmente; pronto: estava inventado o incenso! 

Os incensos eram usados em rituais religiosos e de purificação por muitos povos antigos, como egípcios, chineses  e árabes. Alguns duvidam de suas propriedades, mas  muitas pessoas acreditam que ao queimar um incenso em suas casas, percorrendo os cômodos enquanto fazem orações e mentalizam coisas positivas, conseguem afastar energias negativas, inveja e até maus espíritos!

Já eu creio que a mentalização é uma arma forte contra estas coisas, e que os incensos podem ajudar na concentração, além de deixarem um aroma delicioso pela casa. O importante é ter fé, pois sem ela, nada se realiza, e usar incensos de boa qualidade, cujos perfumes nos agradem. Depois, abrir as janelas e deixar que o vento entre e termine a limpeza. Quem não acredita nestas coisas, pode fazer uso dos incensos apenas devido ao seu perfume... mas acredito que sempre fica um pouquinho de fé em quem faz uso deles, mesmo que não admitam...

Mas, com ou sem fé, é preciso ter cuidado, pois inalar incensos pode causar reações alérgicas! Melhor manter o ar circulando, e evitar ficar muito tempo em cômodos fechados ao queimá-los.


De acordo com o site de magia benzen.uol.com.br, são os seguintes os usos dos incensos:



Os usos rituais, segundo os Ciganos

Madeira: abre caminhos

Rosa: limpeza, boas vibrações

Almíscar: para o amor e romance

Acácia: sucesso nos negócios

Amanda: limpeza do ambiente

Jasmim: para assunto de amor

Lótus: paz

Alecrim: limpeza do ar

Benjoim: proteção e sucesso

Ópio: energização de objeto ou ambiente

Patchuli: grandes paixões

Sândalo: viagem astral

Dama-da-noite: encontros amorosos

Mirra: limpeza de rituais

Flor-de-laranja: calmante

Maçã verde: boa saúde, alegria, amor

Mil-flores: contra inveja

Campestre: estimula intuição e atividade mental

Espiritual: elevação espiritual

Absinto- estimula a imaginação, criatividade e sensualidade

Acácia- rituais mágicos para atrair dinheiro e prosperidade

Alecrim- proteção

Alfazema- relaxar e acalmar a mente, tranqüilidade nos relacionamentos

Almíscar- afrodisíaco

Aloe Vera- purifica ambientes, estimula sensibilidade e meditação

Âmbar- afrodisíaco

Angélica- conexão com as esferas angelicais

Aniz Estrelado- positividade no material e emocional

Arruda- limpeza, purifica os ambientes

Baunilha- relaxa e tonifica

Benjoim- purifica, atrai energia positiva

Camomila- acalma e relaxa


Canela- tem ação antidepressiva, aumenta a alegria de viver, prosperidade

Capim Limão- atua em pessoas tristes e desanimadas

Cedro do Oriente- atrai prosperidade

Chocolate- restaura a energia

Cravo- estimula energia, prosperidade

Dama da Noite- afrodisíaca

Erva Cidreira- relaxamento

Erva Doce- tranqüilidade e sensibilidade

Eucalipto- concentração e raciocínio

Flor de Laranjeira- acalma, relaxa

Flor do Campo- traz a harmonia da natureza

Floral- tranqüiliza e relaxa

Hortelã- antidepressiva

Jasmim- relaxante

Lavanda- relaxa a mente, tranqüilidade nos relacionamentos

Lírio- eleva pensamentos para busca da espiritualidade

Lótus- meditação, conhecimento espiritual

Lua- amor, paz, amplia intuição

Maçã Verde- saúde física

Madressilva- segurança emocional, elimina traumas do passado

Manjericão- proteção espiritual

Mel do Oriente- promove união e adoça as relações

Mirra- prece e oração

Morango- vitalidade e energia

Musk- afrodisíaco

Musgo de Carvalho- regenerador de energias, utilizado em magias

Noz Moscada- atrai dinheiro, aumenta segurança emocional

Opium- sensualidade, êxtase

Patchouli- paz de espírito, meditação e intuição

Sândalo- meditação e práticas espirituais

Violeta- combate a timidez, insegurança, fortalece a personalidade

Rosa Amarela- sucesso, prazer, riqueza

Rosa Branca- pureza e paz, harmonia

Rosa Buquê- harmonia e bem estar

Rosa Vermelha- amor, paixão, afrodisíaco




DISTRAÍDA




Eu ando distraída, amiga,
Do que me aborrecia,
Das cartas amarelecidas,
Das telas mal-pintadas,
Das letras escorridas...

Eu vou como quem veio, amiga,
De uma longa festa,
Ainda embriagada,
O coração selado,
Cansada e sonolenta...

Perdão se eu não te vi, amiga,
Eu ando distraída...
Carrego meus sapatos,
Meus pés pisando nus
O chão quadriculado
Das minhas avenidas...





VIAGEM








As mesmas canções
Distorcidas,
A raiva da vida
Manchando a paisagem...

As gotas vulcânicas,
Quentes,
Negras,
Pegajosas,
Gotas rixosas
De lavas, que escorrem
Na terra fendida.

Passou-se uma vida,
E as mesmas paisagens,
As velhas escaras,
As mesmas viagens,
Caminhos marcados,
No chão arranhados,
Pelas mesmas garras.





quinta-feira, 16 de julho de 2015

CÉU NOTURNO




Aquela foi a maior estrela
Que já vi da minha janela!
Parecia uma joia branca
caída dos vestidos
De um deus distraído.

E ela se arrastava
De leve, pelo céu
Buscando aquela saia
Que a abandonara...

-Achou-a, finalmente,
Nos véus da madrugada?




terça-feira, 14 de julho de 2015

Voltando Para Casa






No céu, roxos e dourados
Mesclados entre os azuis,
Explosão de avermelhados...
Os gritos das maritacas,
Bem-te-vis e sabiás
Voltando para casa.

Nas ruas, faróis de carros
Iluminam o crepúsculo,
A confusão das calçadas
As padarias lotadas,
As crianças e os adultos
Voltando para casa.

Cachorrinhos nos portões,
Pelas vidraças, as luzes,
Os jantares e os banhos,
Pés descalços nos tapetes,
O final de uma jornada...

Quem dera que seja assim
A morte, ao menos, espero
Que seja como essa hora
Tão confusa e tão bonita:
Hora de voltar para casa.







segunda-feira, 13 de julho de 2015

TEARS





TEARS

I've finally found out
that most of the tears I cried
Were not mine.
They dropped from other eyes,
so clear, salty and bright
-but they were not mine.
Yet I have on my face
all the tracks
They've left behind.




Dedicated to the best English teacher of all times - Chris Dupont

tradução:

Finalmente eu descobri
Que a maior parte das lágrimas que chorei
Não eram minhas.
Elas caíram de outros olhos,
Tão claras, salgadas e brilhantes,
-Mas elas não eram minhas.
Mesmo assim, tenho em meu rosto
Todas as marcas
Que elas deixaram.



BOB MARLEY - e o que perdemos








"Os ventos que às vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar...
Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim, aprender a amar o que nos foi dado.
Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre..."


Bob Marley








DESPERTAR






Neste inverno esquecido pelas marcas das estações, onde um calor de primavera me serve de cobertor, desperto com uma brisa fresca entrando pela janela. Vou até a varanda. Lá fora, o tom do céu vem avisar que o dia será estranhamente quente outra vez . E quem dá graças pelo dia quente deste demasiadamente curto inverno, se esquece de que ele é devido ao aquecimento global. Há vários dias não chove por aqui. Em grande parte do mundo, as pessoas estão economizando o que podem, mas a falta d'água assola o planeta. Haverá uma solução?

Da minha janela, olho nossa casa-planeta encaminhando-se aos poucos para seus momentos derradeiros. Não sei se teremos tempo de recolher a roupa no varal e fechar as janelas... e mesmo que tenhamos, de quê isto nos servirá? Penso naqueles filmes de ficção científica, onde as pessoas formam hordas que lutam pelo poder da água que ainda resta.

Pessimista, eu? Talvez... mas é impossível negar que algo mudou, e que o planeta parece encaminhar-se rapidamente para algum infeliz desfecho. Lamento profundamente pelas outras espécies, que nada fizeram para que isso acontecesse. Fico penalizada ao ver plantas secando, gramados morrendo, animais sentindo sede, pagando juros de uma conta que eles não fizeram. Alguns cientistas afirmam que nada mais pode ser feito, e que mesmo que combatêssemos arduamente o efeito estufa a partir de hoje, de nada adiantaria. Nossa esperança ficou num passado no qual éramos ambiciosamente surdos.

Sinto que vivo em uma época de despedida. Temo pelas gerações futuras.



sábado, 11 de julho de 2015

(Des)considerações




Todos os dias, ao ligar o rádio, a TV ou o computador, eu fico sabendo de alguma coisa que me choca ou me desgosta, deixando um sabor amargo na minha boca. Atos de desprezo e desconsideração pelo outro, humilhações, casos de bullying e de falta de respeito, preconceito, mentiras, ódio.

As pessoas parecem ter perdido o bom senso completamente. O velho ódio entre classes renasce, e dois times de pessoas são estabelecidos: ricos X pobres. Quem se considera do time dos pobres, enxerga aqueles que ele acha serem ‘ricos’ como sendo seus opressores, dando-lhes adjetivos que variam entre ‘burgueses nojentos’ e ‘coxinhas.’  Enquanto isso, o que se coloca do lado dos ‘ricos’, vê os pobres como malandros, vagabundos e aculturados.

Ao mesmo tempo, vejo que o ódio racial – que muitos acreditavam estar praticamente abolido neste país – ressurge de repente das formas mais vis. A mais recente vítima foi a apresentadora do Jornal Nacional, Maju Guerra. Lamento profundamente que este texto e todos os que foram ou serão escritos sobre este assunto, nada poderão fazer para mudar a cabeça dos preconceituosos. Nada do que se diga é capaz de sensibilizar ou educar pessoas assim, que parecem ter nascido com o ódio e o preconceito nas veias. Elas estão perdidas. Não creio que um dia poderão pensar diferente, e para elas, desejo apenas a punição da lei.

Só há uma maneira de melhorar esta situação, e ela começa dentro de cada lar: educar e  aconselhar as crianças, dando a elas valores e bons exemplos. Acho que o que antes era apenas uma necessidade, hoje torna-se urgente. Quando penso que estas pessoas que espalham o ódio, o preconceito e a violência tem ou terão filhos que crescem ou crescerão sob seus tetos e aprenderão a pensar como elas e a fazer as mesmas coisas, eu me pergunto o que será de nós.

O ser humano é a criatura mais ambígua do planeta, pois ao mesmo tempo que cria coisas maravilhosas, como a internet e os computadores, acaba dando a elas os piores usos. Chamam de liberdade de expressão o direito de difamar, caluniar, ofender, e diminuir os outros. Usam esta mesma liberdade de expressão que tanto pregam a fim de tentar, veladamente, constranger e calar aqueles que pensam diferentemente deles – os “ignorantes.”

Acredito que só há uma única coisa que gera toda a violência, ódio, preconceito, disputas, pretensão e abuso: ela é um das coisas mais arraigadas na alma humana, que deveria ser trazida à tona, examinada, compreendida e trabalhada, a fim de ser diminuída à níveis toleráveis que  tornem seus possuidores pelo menos passíveis de conviver de forma saudável com os outros; este sentimento, esta coisa pegajosa, é  a burrice.

Não a burrice de quem tem pouco estudo, pois a intelectualidade pouco significa quando se fala em inteligência, mas o pior tipo de burrice, a que é a filha do orgulho exacerbado e da autoestima exagerada, e que leva seu possuidor a achar-se sempre mais que todos, melhor que todos, acima de todos. O preconceito de classe, racial, sexual ou religioso só pode ser explicado quando olhamos para estas pessoas mais de perto e percebemos o quanto elas são burras.




Exageros

    Assisti a um vídeo na internet no qual uma drag queen montada dava palestras em uma escola para crianças que, aparentemente, t...