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Mostrando postagens de Março, 2014

Mensagem aos Meus Leitores - Importante

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Bom dia a todos os que me leem!
Como todos sabem, já comentei que venho tendo dificuldades muito grandes ao acessar meus blogs, tentar comentar outros blogs ou abrir meus emails no Google.  Na maioria das vezes, ao tentar, a conexão cai. O mais incrível, é que se eu tentar acessar qualquer outro endereço na internet, consigo fazê-lo prontamente, sem problema algum. As dificuldades referem-se apenas às minhas contas de Google (e-mails, Google+ e blogger)  ou Facebook.
Já pedi ajuda do Blogger diversas vezes, e não recebi nenhuma assistência que resolvesse o impasse.
No início, pensei ser problemas de conexão, mas após ter minha conexão reavaliada por um especialista e  também pelo meu provedor, que me asseguraram que não há nada de errado com ela, e após pedir à assistência remota de meu programa antivírus para fazer uma varredura total em meu computador-  sem que encontrassem qualquer problema não resolvido de vírus ou malware, concluo que o problema esteja no Google.
Há algumas sema…

Nanquim

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Pintaram de negro as tuas memórias, Encerraram-nas todas em caixas herméticas Para que fosses esquecida.
As tuas flores, Todas elas espalhadas pela vida, Murcham, separadas, Em jardins secos e mal cuidados.
Pintaram de negro as tuas obras, Os teus sonhos são vidros de nanquim -Nada mais resta de ti, é o fim, Daqueles sorrisos nas fotografias.
Pois hoje, caminhas por uma estrada  De uma só via, asfalto negro Por onde nada volta!
O vento que sopra não traz teu perfume, Apaga-se, aos poucos, o resto de lume Que te animava. As tuas feições, já quase esquecidas, Somem das fotografias...
E os laços que ataste com todo carinho, Desmancham-se, cortados por espinhos Que o egoísmo fez crescer.
Pintaram de negro a tua história, E nesse mar negro, afogam-se tuas palavras, A voz calada, a garganta em borbulhos, Teus olhos fechados, 
Tua vida?...
Ao menos tens o dom de ser esquecida, A dor do viver já não te alcança... És hoje uma longa e negra trança Que pouco a pouco, se desmancha...





Desafio!

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Aceitando um convite para um desafio da colega blogueira Ingrid Flauzino, do blog A VIDA DA GUIDI: SENTE-SE, VAMOS CONVERSAR.

Como funciona o desafio? Este é um desafio com objetivo de espalhar poesia por aí. A ideia é publicar um poema e escolher mais 5 blogs para participar. Você deve avisar a cada blogueiro que ele foi indicado. Pode ser qualquer tipo de poema, de autores conhecidos, desconhecidos, autoral, enfim, sendo poesia tá valendo!

Escolho um poema de Cecília Meireles, minha deusa.

Canto IV

Tu tens um medo: Acabar. Não vês que acabas todo dia. Que morres no amor. Na tristeza. Na dúvida. No desejo. Que te renovas todo dia. No amor. Na tristeza. Na dúvida. No desejo. Que és sempre outro. Que és sempre o mesmo. Que morrerás por idades imensas. Até não teres medo de morrer. E então serás eterno.

Escolho os blogs de:
1- Lu Cavichiolli 2- Professora Lourdes 3-Ivone 4-Bell 5- Evanir

SABEDORIA

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Toda sabedoria Afoga-se num mar de palavras, E as letras se soltam, desconexas,  E chegam à praia espalhadas.
Algumas poucas não naufragam -Boiam e nadam (caladas).




Nesta Casa

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Janelas abertas ao sol e à chuva, O beijo do vento, o sumo das uvas Maceradas pelo tempo...
A revoar pela casa, Lembranças dos meus momentos, Retratos pelas paredes, As plumas das minhas asas...
Ecos pelos corredores, (As vozes das minhas dores) Elegia à minha vida, Esta casa me contém, Contém tudo o que eu amei...
E um dia, eu vou embora, Deixando vazia de mim Esta casa, e desintegram-se Os sonhos entre as paredes, Desmancha-se o balançar Tranquilo da minha rede...
E eu ficarei nos quadros,  Na roupa de cama, o cheiro, Sobre a mesa, as indeléveis Marcas dos meus cotovelos, O meu rosto sobre as flores De um jardim que morre aos poucos, Na cadeira de balanço, Meu fantasma sorrateiro...

Pequena Folha

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Pequena folha soprada, Prenúncio de outono Pousou na janela.
Pequena folha dourada, Caída da mãe No vento elevada...
Os veios marcados de tempo, Se solta, se entrega E sem medo, seca...
Pequena folha ferida, Amarelecida, Restinho de vida...



A MAIS LINDA POESIA

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Todas as manhãs, a vida se espreguiça, Atiça a vontade, abrindo as janelas Deixando que entre um raio de sol -Ou beijos de chuva- e cantos de pássaros...
Ruídos de carros, pessoas e máquinas, Veramente bela, a vida que passa!... E quando se fecha sobre as nossas almas, Derrama no cântaro precioso líquido.
Momentos de festa, momentos de dor, Pedaços de cor entre a paz e a lida, Lindamente escrita em papiros de pele, A mais linda poesia: a vida, a vida!



ELEGIA

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Me esfolas, me cortas, me cospes, Sou a mosca flutuante Que passa pelo gargalo: Mexo as patas na garganta.
Sou a fome que ainda Permanece, após a janta, A mentira que tu contas Para convencer os tontos.
Sou a herege, a sacripanta, A que rouba, sem piedade Os teus sonhos, e os destrói, Vertendo-os na realidade.
Sou teu saco de pancadas, A desculpa esfarrapada Para tua incompetência... -Na verdade, não sou nada,
Sou bem menos que tu pensas, Mas me fazes de estrada, De bandeira, que drapejas E de alvo, que apedrejas Para aliviar as mágoas Da tua vida desgraçada!
Ah, se ao menos eu pudesse Ser um pouco do que dizes, Se eu tivesse esse poder Que tu tanto me atribuis!...
Eu faria uma magia Mostraria o quanto és nada, E o quanto eu nada sou, -Nem ao menos a tal sombra Que atrapalha a tua luz!...
Hoje eu faço uma elegia -Presta atenção, estás vendo? Eu te peço que a escrevas Na minha última pedra: "Aqui jaz quem nunca foi, E continua não sendo."





Poesia

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Entra de mansinho pela janela, Pousa nas paredes,  Traz consigo um canto De passarinho.
Marca um raio de sol Que se colore através do cristal, Multipartido em cores... Imprime-se, indelével, Na face do coração.
Oculta-se, mostra-se, Derrama-se Em gotas de sangue, Para logo elevar-se No puxão de um sorriso, Entre o branco e o negro, flutua, Paz, amor, medo, loucura...
Na fronha, ela se deixa ficar Até a manhã seguinte Para conhecer melhor nossos sonhos... Acorda-nos No meio da noite,  Num raio de lua que entra E brilha sobre as pálpebras.
Espalha-se pela casa Com o cheiro de café,  Senta-se nas ondas das vozes, Assiste ao filme na TV, Fica lisa e esticada Por sobre a roupa passada, Varre o chão da casa Presa que está Aos fios da vassoura.
Olha-nos do rosto da flor, Cai sobre nós, a folha seca, Gota de chuva, Beijo de brisa Pétala Precisa e efêmera, Concreta e etérea, Circula nas veias, Faz parar o coração Na última hora.
-E como ela chora!...
Ponte entre mundos, Ela traz de volta quem…

O Número de Dunbar

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O Número de Dunbar (Dunbar's Number)

Recentemente, usei em minhas aulas um artigo da revista Speak Up - gosto muito desta revista, pois traz assuntos interessantes para discutir em sala de aula com meus alunos de inglês - sobre o Número de Dunbar. De acordo com a Wikipedia (outra de minhas fontes favoritas, pois é simples e direta), Robin Dunbar (28/07/1947) é um antropólogo evolucionista da Universidade de Liverpool, Inglaterra. Após pesquisas, ele criou o Número de Dunbar. A Wikipedia explica que:
"O número de Dunbar define o limite cognitivo teórico do número de pessoas com as quais um indivíduo pode manter relações sociais estáveis. Nesse tipo de relação o indivíduo conhece cada membro do grupo e sabe identificar em que relação cada indivíduo se encontra com os outros indivíduos do grupo-1 Esse número teórico fica entre 100 e 230 pessoas, entre parentes e amigos. Deve-se reparar que as pequenas comunidades - tribos, aldeias, grupos de interesse comum - costumam ficar mai…

MEU AMOR NASCEU DA PEDRA

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O poema abaixo foi composto a pedido de Zélia Maria Freire - participação em uma brincadeira no Facebook, onde os escolhidos deveriam publicar um poema em 24 horas ou presentear seu desafiante com um livro de poesias. Zélia desafiou-me, e ficou assim:



Meu  Amor Nasceu da Pedra


Meu amor nasceu da pedra  Do meu coração fechado Nasceu de um pedaço quebrado Sem tempo, sem rosto e sem regra.
Derramei-me nessa entrega,  Mas teu coração malvado Lacerou-me na refrega  E marcou de dor, para sempre meu coração magoado...
 -Antes fosse só de pedra, Antes ficasse fechado!



De que Vale um Poema?

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Por que escrevo? Qual o peso, sobre as coisas do mundo, de um poema? Modificarei as pessoas, melhorarei a humanidade, enriquecerei a mim mesma financeiramente? Não.
Qual o peso do teu poema? Até hoje, a quem ele modificou, a não ser a você mesmo?
Qual o peso da poesia? Por que as pessoas tem diferentes talentos? Algumas sabem escrever, outras sabem pintar, outras cantam ou compõe músicas. Há os que são mestres na cozinha e os que constróem casas. Há também os que sabem ensinar e educar.
E outros, escrevem poemas. E de todos os talentos nos quais eu possa pensar, talvez este seja o mais inútil, e o que menos possa valer aos olhos dos outros, e que menos provoque alguma reação ou mudança na humanidade.
Um poema não muda a humanidade, não melhora a nossa imagem pessoal, não é altruísta, não serve para quase nada.
A não ser para quem o escreve. Através da poesia, eu coloco meus pensamentos e sentimentos em dia. É a poesia que tem me salvado nos piores momentos da vida, e é ela quem me aj…

HAIKAIS

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Teia de aranha Transparente armadilha Para quem voa.

. Louva o Louva Deus  Dentro de si tem fome Por borboletas.


. Poça de lama Aonde o sol se olha Porém não se vê.

.
A formiguinha Espionando o voo Das andorinhas.

.
Canta a cigarra E entrega sua vida Por um poema.



A VIDA

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A vida é esse instante no qual te moves
E perguntas, e gritas, duvidas e foges
De todas as respostas que ela te der.

A vida é a paisagem à tua janela,
(Quer queiras ou não tornar-te parte dela)
A vida é o que passa, e tu passas com ela.

A vida é o que zomba da eternidade,
E conta mentiras, distorce verdades,
E ela te mata sempre no final.

E é só te matando que ela se revela,
E só te liberta quando ela te sela
No esquife ilusório da história fatal.















Colha-me

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Colha-me Pois eu sou a flor rara, A que tu mereces, A que tu plantaste. Segura firma A minha haste, Colha-me, Cheira minhas partes Erga-me Como a um estandarte, Ponha-me num vaso Com água, Olha-me, Molha-me, Cultiva tuas mágoas
E da próxima vez, Escolha melhor As flores que colhes, As sementes que plantas, A terra que aras, A beleza E a maldição Com a qual deparas.
Faça de mim Teu bem-me-quer, Desfolha-me, Sou teu mal-me-quer, A medida certa e exata daquilo que te encanta E que te mata.


SOBRE A FALSA CARIDADE

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Antes de começar este texto, gostaria e deixar claro a quem possa interessar  que eu não sou uma pessoa caridosa. A caridade exige um grau de abnegação e entrega que eu não tenho. Mas alguma coisa eu aprendi, pois sou observadora e tento me aprimorar, embora esteja consciente de que há, para mim, mais caminho a percorrer do que percorrido na estrada do que chamam sabedoria, e sei também que jamais percorrerei todo este caminho nesta vida – se há outras, eu não sei, mas creio que há – e se assim for, ainda teria que nascer muitas vezes para que me sinta próxima à sabedoria.
Aprendi na Bíblia, que eu leio frequentemente, embora não siga todos os preceitos por ela indicados, que a caridade é mais do que apenas dar daquilo que nos sobra. Não significa dedicar um pouquinho de tempo livre aos necessitados, referindo-nos a este grupo de pessoas com tons de superioridade espiritual como seu eu me considerasse a sua salvadora. Não significa propagandear aquilo que eu faço de bom por alguém, …

VOU LEVANDO

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Olha, eu vou levando a vida Enquanto ela for me levando, Pelo tardio das horas Que o relógio vai marcando, A tarde já vem morrendo E as cores, desbotando... E eu vou levando a vida Enquanto ela for me levando...
Água seca no açude, E caminhos vão se marcando No chão batido das trilhas Conforme eu vou caminhando... É tarde para voltar, A vida é mais que a metade, E sempre a me acompanhar Segue, de longe, a saudade...
E eu vou levando a vida Enquanto ela for me levando, Os dedos abrem feridas Que estavam cicatrizando Mas não doem; são dormentes De tanto que se acostuma Aos mesmos filmes passando Sem haver mudança alguma!
E assim, eu levo a vida Enquanto ela for me levando... Passam dias, meses, anos, E com eles, vou passando... E um dia, eu sei que findo Mas sem qualquer desencanto Pois a vida sempre colhe O que ela vai plantando...

Eu Crio Estradas

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Eu crio estradas asfaltadas com palavras, (Em cada curva, alguém me olha) Estradas por onde ninguém passa, Pois não são caminhos ao futuro, Não são rotas seguras, Não foram criadas para levar, Mas para trazer de volta.
Eu crio estradas que ninguém jamais entende, Pois não surgiram para serem compreendidas, São as estradas da minha vida, E nessas estradas, não ponho placas.
Eu crio estradas que jamais levam adiante, Estradas que não tem começo ou fim, Constantemente bifurcadas, Cheias de encruzilhadas... -Não são destinos, Não são nada...
E eu, Fico sempre à beira dessas estradas Que em minha mente se criam, Olhando as coisas e os espectros Que por ela caminham, Mas nunca me olham. Aceno para eles, E às vezes, Eles deixam cair uma flor murcha Que eu recolho, e levo às narinas.

Sobre Conselhos

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Os piores conselhos são sempre aqueles que não foram solicitados. 
Geralmente, pessoas supostamente bem intencionadas nos chegam com conselhos que não pedimos sobre assuntos que não lhes dizem respeito. Apontam-nos ao público e acham-se no direito de expor nossos problemas e opinar sobre nossas vidas e nosso caráter, colocando-se em um ponto acima de nós, exaltando assim seu ego inflado ao comentar sobre o nosso. 
Ninguém sabe tudo. Somente quem está passando por certa situação, somente a alma que está sob a carne açoitada, e que sente a dor do chicote a queimar-lhe, é quem realmente sabe aonde lhe aperta o calo.
É muito fácil dar conselhos: basta que eu coloque o problema de outra pessoa sob o meu próprio ponto de vista (acreditando assim que eu sou a dona da verdade universal) e diga o que eu faria se estivesse no lugar dela; mas o problema, é que eu não estou! Não sei dos motivos que levam alguém a agir como age. Não tenho o histórico de vida daquela pessoa, não conheço seus relac…

LORDOSES

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Curam-se a dor das lordoses, As feridas purulentas, Encontra-se alívio Para as escolioses.
Curam-se as dores de dente, As verminoses, Viroses e escaras,
Mas não cura, não há, Para a tara dos Lordes!
Curam-se as mentes insanas, Aplicam-se ataduras Sobre as sarcoses,
Curam-se as gripes e pestes, E lavam-se as vestes Que cobrem fraturas.
Mas não há cura, meu Deus, Não há cura Para a tara dos Lordes!