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Mostrando postagens de Outubro, 2013

O Tempo Venceu o Tempo

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O tempo venceu o tempo, Lá, onde habita o silêncio, O segredo do não ser E toda a verdade do ser. Descansar eternamente, De um cansaço inexistente, Pois que o tempo venceu o tempo, A mente venceu a mente.
E hoje, corres nos campos Nos caminhos que temias, E vês que a tua alegria É real nesses recantos Onde o tempo vence o tempo, Eternizando um momento Que durou toda uma vida, Mas vida que nunca finda.
Firma o pé no firmamento, Guarda esse eterno momento, Fecha os olhos, pega o vento, Onde o tempo vence o tempo!
Pisa firme, ri bem alto, Ri da gente, que só chora, E quem sabe, nos vejamos, Entre o sempre e o agora?...



MINIMALISTAS

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Trança
A trança dos cabelos Da bela jovem Desciam pelos seus ombros, Pesava-lhe o futuro.



Um cão
Um cão cheirava o ar, Como a entrever presságios O pelo arrepiava, Um uivo se preparava...


Sonhos
Matéria esgarçada, Tão frágil, tão pó, A dos meus sonhos!...



Confidências
Contei-lhe um segredo, Soprei-o até seus ouvidos... Mas o vento, que me ouvia escondido, Espalhou-o.


As Eternidades dos Sonhos I & II

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Mais uma interação com Henrique Pitt


As eternidades dos sonhos I Henrique Pitt

Nós envelhecemos os sonhos
(com o passar dos anos) (acordados) (acorrentados) (em sequencia desencadeados) (sonolentos)
não (?)




As eternidades dos sonhos II Ana Bailune

Sonhos jamais despertados, Apenas sonhados, Sonhos apertados Num coração envelhecido E cansado Vãos...(?)

A Flor e a Guerra

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No meio de uma grande guerra, Havia uma flor murchando. Em volta, mortes, desterro, Medo, fogo, gritos, urros.
E lá, bem junto do muro,  Uma criança sozinha Olhava a flor que murchava, E dela se apiedava.
Esqueceu-se de seu medo, Conseguiu uma vasilha, Encheu-a de água com sangue, Levou à flor moribunda...
No meio de toda a guerra, Sentiu a necessidade De salvar aquela vida, E seguiu sua verdade...
Mas veio um duro coturno, Aproximou-se da flor E sem nem sequer olhá-la, Pisoteou-a e se foi...
A criança, num suspiro De dó, desânimo e dor, Pegou no chão sua vasilha, Foi procurar outra flor...


O TEMPORAL

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O Temporal

O temporal levou tudo:
Casas, carros, corpos, mundos...
O temporal só deixou
O que era atemporal.

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É lá que eu te encontro, Criança de novo, Joelhos ralados, O sol no meu rosto, As mãos meio-sujas, Bonecas, balanços, A vida tão fácil, Sem dor ou desgosto...

É lá que eu te encontro, Te falo, te ouço, Recordo momentos Que há muito se foram, Mas ficam gravados Em cada parede, E o corpo balança Sem ventos, sem redes...

É lá que eu te encontro, Caminhos cruzados Pouco percorridos, Quase abandonados, E cada vez mais Demoras, se chamo Teu nome de novo... É a força dos anos!...





A Superioridade da Nossa Raça

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Ainda movida pelos ecos do que aconteceu no Instituto Royal (e que anda acontecendo em muitos lugares por aí sem que a gente saiba), fico me perguntando o motivo de se usarem animais em experiências laboratoriais. O ser humano sempre teve certeza absoluta da superioridade de nossa 'raça' sobre as outras, e sente-se no direito de usar as outras espécies como se elas não sentissem dor, medo, solidão, tristeza, abandono.




Eu sou radicalmente contra as experiências com animais. Se os produtos neles testados são para uso dos humanos, então deveriam ser testados em humanos! Há tantos serial killers e estupradores nas prisões que poderiam muito bem servir para este propósito, já que não serviram para mais nada!



Olhar para um animal e considerá-lo apenas uma 'coisa', na minha opinião, deixa bem claro qual é o nível de evolução espiritual do observador. Os animais merecem mais respeito!



Não acredito que existam métodos humanitários para se fazer estes testes, já que eles fazem …

O Jardineiro Sonhador & Outras Crônicas

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Já está disponível na amazon.com.br o meu livro de crônicas, "O Jardineiro Sonhador & Outras Crônicas."
São crônicas publicadas em blogs - algumas, há muito tempo retiradas, outras que ainda constam e também crônicas inéditas. Cada uma delas foi escolhida com muito carinho e esmero para fazer parte desta coletânea.
Se você deseja adquirir um, basta acessar o link da Amazon acima, e chegando lá, digitar o título do livro na busca ou então meu nome - Ana Bailune. Tenho certeza que você vai gostar, pois cada história daquelas crônicas foram escritas em momentos muito especiais.
Boa leitura! Obrigada!






OUTONO

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OUTONO
Dos goles que tomo Da vida Os melhores E mais longos São no outono.
Ah, semi-sono burlesco, Entre folhas ressecadas E brotos por nascer! Tanto a se dizer, Nada a se antever, Nem verão!...
O outono É o sono da vida, Sono leve, desejado Depois de um verão cansado...

O TEMPO - I & II

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Uma interação com Henrique Pitt, do Recanto das Letras


O próprio tempo - I - Henrique Pitt

Eis
que as águas seguem
passando, em meândricos
movimentos, de novos rios
e “a gente”, correm;
e as montanhas descem
lentamente, abaixam-se
solenemente, curvando-se
e “a gente” se afirmam;
Eis
que as pedras rolam
em seixos, à gravidade
em seios, à intempérie
e “a gente” se fixam;

e as areias passam
nas ampulhetas, levadas
pelas águas, lavadas
pelo tempo, calmas
e “a gente” não.
....................................................................
O próprio tempo - II - Ana Bailune
A gente não passa, como as areias, Mas fica retida nas teias Que o tempo teceu no caminho.
A gente não rola, como as pedras, Mas fica no leito de um rio De águas bem congeladas.
A gente não passa; só fica, Tatuada feito estátua Na pele de outras memórias...
Talvez a gente se lembre, Talvez reste mais que a gente Quando acabar a história.

Relâmpagos

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Despertei com os relâmpagos; O tremor do chão da casa Por onde corriam as memórias.
E elas erguiam-se, esguias, Iluminadas pelos raios, Fantasmas criando vidas Sombras dançantes nas paredes do quarto...
Caíam em gotas pesadas Contra o vidro da janela, como a convidar: "Lembre-se de nós!..."
De olhos entreabertos, Eu as via passar, tal qual  Rodopiante melodia sem pauta Nascida na cítara fria Como canção sussurrada Do que eu não posso esquecer.



LUA

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Neblina com ares de cristal, Translucidamente brilha A lua, Entre os galhos do pinheiro.
Pingam gotas de umidade De cada partícula, E nelas, A lua repartida.
Magicamente, Perfumes de cedro se espalham, Suavemente... Juntam-se às Damas da Noite, Refrescam o hálito Divino...
Cessou a chuva, E a lua veio, Para mostrar que ainda brilha, Para mostrar que ainda vive.




Liberdade para os Beagles! - Um Grande Começo

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Admiro pessoas como Luisa Mel e estes ativistas!






Só Quero...

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Só quero levar o último raio de sol daquele dia, E se existir, a última gota de chuva, Deixo por aqui todo e qualquer peso, Deixo todo o meu medo E a minha loucura...
Talvez seja melhor não levar nem mesmo as lembranças Daquilo que foi bom, Mas ser alma intacta, alma pura, Alma zerada e sem equação.
Só quero levar aquele último raio de sol, Aquele,  Que com certeza, eu não verei brilhar, Pois um teto de cimento estará sobre mim,
Mas sei que o raio de sol existirá, Pois ele vai brotar da luz no fim do túnel Que, segundo os místicos, Eu verei no fim.




Tarde

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Chove.
A tarde chegou mais cedo Porque o céu está escuro.
Chove.
Lágrimas de São Pedro Quando olha para o mundo.
Chove.
Aqui dentro, esse degredo, Essa dor, imenso medo...
Chove.
Cai a chuva, lava a alma, E a lama se derrete.
Chove.
Leva as dores, leva tudo, E o poema se escreve.
Chove.








Liberdade

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Te quis livre, sempre... Doeu, quando voaste, Doeu, mas foi tão bonito!...
Tua próprias asas, As tuas plumas soltando-se E caindo aos meus pés...
O horizonte te acolheu, Os raios de sol Te fizeram transcendente...
Nas mãos, a gaiola vazia, Única lembrança concreta Da alma que a habitou.



Minha Primeira Professora

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Um dia, enquanto eu brincava com as outras crianças, ela olhou para mim e pensou: "Já está na hora de alfabetizá-la!"
Minha primeira professora comprava-me cartilhas; pegava na minha mão e me ajudava a percorrer o caminho pontilhado das letras. O lápis ia deslizando macio sobre o papel, e eu assistia à magia das letras sendo desenhadas na folha. Depois, ela dizia: "Agora é você sozinha." E eu ia, devagarinho, às vezes sendo ajudada novamente por ela quando me perdia nas sinuosidades do caminho. Para mim, foi muito difícil desenhar o 'S' maiúsculo: eu sempre fazia a curva para o outro lado, na contramão!
Minha primeira professora trazia livrinhos de história coloridos, e ia me ensinando: "Está vendo? bo-ne-ca. Leia você esta palavra!" E eu ia juntando as sílabas, tentando me lembrar dos sons das letras quando elas apareciam juntas. 
Um dia, ela me ensinou os números. Eles não faziam muito sentido dentro de minha cabeça, e confesso que jamais fizer…

CUIDADO!

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Cuidado com quem te tolhe, Te amarra, Te exige, Te manda, Te engole!

Cuidado com quem te afasta De tudo, Dos outros, Te afaga, Te morde, Te mata!

Ah, o amor não é assim, Pesado, Sofrido, Chorado, Menor!
O amor é o que te deixa Alegre, Mais forte, Tranquilo, Melhor!


Redenção - Resenha

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Redenção - baseado em fatos reais


Baseado na autobiografia de Sam Childers, "Another Man's War." Com: Gerard Butler, Michelle Monaghan e grande elenco. Gênero: Ação / drama / policial Ano: 2011 Direção: Marc Forster Nacionalidade: Estados Unidos da América

Redenção é a história de Sam Chindlers, um ex-drogado e bandido que virou pastor e abraçou a causa de salvar crianças abandonadas na guerra civil Africana. Convivendo com as dificuldades enfrentadas pelas crianças, cujos pais são mortos por guerrilheiros, e que passam a ser abusadas sexualmente, torturadas e mortas pelos terroristas caso não concordem em entrar para o seu bando, o pastor Sam Childers decide ajudá-las; abrindo mão de suas próprias economias e arrecadando dinheiro com muito esforço, ele consegue construir um orfanato para ajudar as crianças, colocando em risco a sua própria vida quando decide atuar no combate aos terroristas.
Entretanto, a relação com sua família, que continua vivendo nos Estados Unidos…

MONTANHAS

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Montanhas


As montanhas se estendem Ansiando um infinito Que não compreendem, Pois tem sopés presos ao chão E os pássaros que voam sobre os cumes Causam uma certa loucura.
Anões, tentamos galgar-lhes as alturas, Tolos e aflitos, Tão tolos quanto as montanhas Que jamais verão o infinito!

Minimalistas

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Leve
Só o peso de uma palavra E aquele momento teria ruído! Um pequeno julgamento, Um erguer de sobrancelha, Um suspiro mais aflito, E toda a magia teria sumido!
Prendi o fôlego, estanquei Quando o colibri beijou o vidro!










Formiga
Aplico o veneno no tronco, E as formigas tombam, Qual gotas negras e pesadas Caindo de um céu hediondo!








Passarinho

Passarinho fez seu ninho Num galho, à minha janela. Acordo voyeur, Vislumbro a dança dos bicos De pequenos pássaros ainda despidos.